<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405</id><updated>2011-09-07T13:39:51.518-07:00</updated><title type='text'>História 2 Ano</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-416010175403813934</id><published>2011-09-07T13:39:00.001-07:00</published><updated>2011-09-07T13:39:51.529-07:00</updated><title type='text'>24 - Onze de Setembro</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Segue um texto de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Caio Blinder&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, publicado na &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;eja&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sobre as versões fantasiosas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;O terror do 11 de setembro e os atentados contra a verdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;O que aconteceu em 11 de setembro de 2001? Resposta simples e histórica: terroristas suicidas da rede Al Qaeda lançaram ataques nos EUA. Mas, como diz Christopher Hitchens, “é muito provável que aqueles que aceitam esta narrativa convencional são, pelo menos globalmente, a minoria”. Estamos, de fato, na era da desinformação, dos atentados às verdades mais elementares e da persistência das mais bizarras teorias conspiratórias, alimentadas na Internet. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;A descrença no convencional sobre o 11 de setembro nestes dez anos não foi lugar-comum apenas no mundo muçulmano. Logo após os ataques, ganharam vida em todas as partes as bizarrices sobre um complô do governo americano e dos judeus (sempre eles). Havia a história que quatro mil judeus tinham sido alertados sobre os atentados e não apareceram para trabalhar naquele dia no World Trade Center, inicialmente publicadas no jornal sírio &lt;i&gt;Al Thawra&lt;/i&gt;. Existem as fantasias detalhadas sobre o míssil que o próprio Pentágono disparou contra o Pentágono. Na França, o livro de Thierry Meyssan sobre a “mentira assustadora” do 11 de setembro foi best-seller, disparando esta fantasia sobre o míssil ou um pequeno avião investindo contra o Pentágono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Arautos profissionais da paranóia na imprensa alternativa americana, de direita e de esquerda, se uniram para denunciar as tramas. Personagens folclóricos como o apresentador de rádio Alex Jones e o repórter conspiratório Michael Ruppert tinham certeza sobre os planos diabólicos do governo Bush para manufaturar os atentados. Tudo elementar: era preciso um pretexto para invadir o Afeganistão e o Oriente Médio, beneficiar a indústria petrolífera e de armamentos, forjar um estado fascista que suprimisse as liberdades civis e consolidar uma nova ordem mundial. Sacou? World Trade Center? Centro do Comércio Mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Logo depois dos atentados, a maluquice popular nos EUA até que estava sob controle. Numa pesquisa no começo de 2002, apenas 8% acreditavam que o governo Bush, então muito popular, mentia sobre o que acontecera. Os números cresceram depois da guerra do Iraque diante do fato real de que o governo Bush, de fato, enganara sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein. O número de céticos sobre a narrativa convencional dos atentados do 11 de setembro saltou para 16% em 2004. Escaramuças burocráticas em Washington e esforços do governo (como acontecem em qualquer governo) para acobertar ou minimizar suas falhas na prevenção dos atentados também alimentaram as teorias conspiratórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Políticos da ala mais esquerdista do Partido Democrata deram munição para os conspiradores e Michael Moore com o seu documentário &lt;i&gt;Fahrenheit 11 de Setembro&lt;/i&gt; foi uma festa para os paranóicos ao martelar nas conexões da família Bush com a Arábia Saudita e o clã Bin Laden. Por volta de 2007, pesquisas revelararam que até 1/3 dos americanos duvidavam da narrativa convencional sobre o 11 de setembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;O tempo passou, Bush esvaneceu e Barack Obama assumiu a presidência. O ódio a um presidente foi transferido a outro. Um parte dos conspiradores sobre a verdade do 11 de setembro (os “truthers”) inclusive migrou para a nova conspiração sobre as falsidades na vida daquele “queniano” que mentira sobre ter nascido no Havaí. Hoje “só” uns 10% dos americanos não acreditam que a rede Al Qaeda tenha sido responsável pelos atentados. Um alerta deve ser feito: o campo continua fértil para teorias conspiratórias, de qualquer gênero, em tempos de incerteza econômica nos EUA, falta de confiança nas lideranças políticas e um descrédito sem precedentes das instituições, a destacar o governo federal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;E já que não dá para ter um final feliz para esta história, vamos para o mundo islâmico. Uma pesquisa de julho do Centro Pew confirma que, uma década depois, existe ceticismo no mundo islâmico sobre os eventos de 11 de setembro de 2001. A maioria dos muçulmanos acha inconcebível que árabes tenham sido responsáveis pelos ataques (numa descrença que inclui vergonha para assumir a verdade, crença no pacifismo da religião, desconfiança na capacidade técnica de árabes realizarem os atentados, preconceitos, antiamericanismo e antissemitismo). Dos 19 terroristas suicidas, 15 eram sauditas, dois dos Emirados Árabes Unidos, um libanês e um egípcio. A pesquisa englobou sete países e os territórios palestinos. Em nenhum deles, sequer 30% aceitam que árabes realizaram os ataques. Pior, muçulmanos na Jordânia, Egito e Turquia estão mais céticos hoje do que há cinco anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Um dos dados mais preocupantes, aliás, é que esta pesquisa foi feita com a &lt;i&gt;primavera árabe&lt;/i&gt; em curso. E no mesmo revolucionário Egito que derrubou Hosni Mubarak existe o nivel mais alto de negação da realidade, com 75% dos egípcios registrando sua descrença que árabes tenham sido responsáveis pela obra de destruição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Eric Trager, um especialista em Oriente Médio da Universidade da Pensilvânia, passou alguns meses no Egito, fazendo pesquisas e seu relato sobre a percepção do 11 de setembro é desolador. Islamistas encampam este revisionismo sobre o terror, pois reescrever a história é fundamental para desviar a acusação de que sua ideologia motiva o assassinato em massa. O ex-guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mehdi Akef, disse para o incrédulo Trager “que não existe o terror da Al Qaeda, é uma expressão americana”. Na narrativa de Akef, os atentados do 11 de setembro representaram um ataque americano contra o Oriente Médio e existe uma política islamista de autodefesa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Líderes mais jovens da Irmandade Muçulmana gostam da tese que os atentados do 11 de setembro, por sua sofisticação, só podem ter sido obra da CIA ou do Mossad. Mesmo líderes seculares, socialistas ou liberais no “novo Egito” também negam a responsabilidade da Al Qaeda. Mustafa Shawqui, da Coalizão da Juventude Revolucionária, disse a Trager que se tratou de maquinação para dominação global por interesses imperiais. Até o vice-primeiro-ministro do governo provisório, Ali ElSalmy, pisou na bola. Homem educado nos EUA, integrante do governo Sadat nos anos 70 e ex-vice-diretor da Universidade do Cairo, ele disse “não ter certeza sobre quem foi responsável pelos atentados”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Dez anos depois dos atentados do 11 de setembro, é preciso impedir novos ataques e ainda por cima estes atentados à verdade em países com ou sem &lt;i&gt;primavera árabe&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/oriente-medio/o-terror-do-11-de-setembro-e-os-atentados-contra-a-verdade/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-416010175403813934?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/416010175403813934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=416010175403813934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/416010175403813934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/416010175403813934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/09/24-onze-de-setembro.html' title='24 - Onze de Setembro'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-678581798986533992</id><published>2011-09-02T03:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T03:24:20.506-07:00</updated><title type='text'>23 - Sete de Setembro</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;Segue um texto da historiadora &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Isabel Lustosa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa, sobre o 7 de Setembro. O texto foi publicado originalmente no &lt;strong&gt;Observatório da Imprensa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;A invenção do 7 de Setembro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Quando se deu realmente a Independência do Brasil? Porque, quando consultamos os jornais de 1822, não há nenhuma referência ao que se passou nas margens do Ipiranga em 7 de setembro? Porque aquele episódio foi escolhido em detrimento de outros, quando sabe que, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de dom Pedro I e de sua aclamação como imperador? Essas e outras questões foram respondidas, em artigo de enorme valor acadêmico, porém pouco conhecido, publicado em 1995, pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Intrigada com o silêncio da documentação e das publicações do ano de 1822 sobre o 7 de setembro, Lourdes Lyra devassou essa história e estabeleceu ponto por ponto o processo e os interesses envolvidos na escolha do 7 de setembro como data da Independência. Um ponto que merece realce é que os documentos que supostamente dom Pedro I teria lido às margens do Ipiranga no dia 7 só teriam chegado ao Rio de Janeiro em 22 de setembro. Outro é que o primeiro relato detalhado do episódio do Ipiranga só foi publicado em 1826, em momento de desprestígio do imperador diante dos brasileiros que tinham feito a Independência e que se indignaram com as bases do tratado assinado com Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Relatos tardios&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;A Inglaterra, que representou junto à Corte do Rio de Janeiro seus próprios interesses e os da Coroa portuguesa, pressionara o imperador. Dom Pedro foi convencido a aceitar que, no tratado pelo qual Portugal reconhecia a nossa Independência, ao contrário de todos os documentos do ano de 1822 que a davam como uma conquista dos brasileiros, constasse que esta nos fora concedida por dom João VI. Este era também reconhecido como imperador do Brasil que abdicava de seus direitos ao trono em favor do filho e ao qual ainda tivemos de pagar vultosa indenização. O patente interesse de dom Pedro em conservar seus direitos à sucessão do trono de Portugal, que essa fórmula do tratado revelava, apontava no sentido de uma posterior reunificação dos dois reinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Um príncipe que se declarara constitucional, que desde o Fico (9 de janeiro de 1821) vinha sendo aclamado até pelos setores mais liberais, que rompera com Lisboa e convocara eleições para uma Assembleia Constituinte, tão amado que recebera da Câmara o título de Defensor Perpétuo do Brasil, fora pouco a pouco se convertendo num tirano. Primeiro, ao dissolver a Assembleia Constituinte, depois, pela forma violenta com que reprimiu a Confederação do Equador e, finalmente, pela assinatura do vergonhoso tratado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;É nesse contexto que a escolha do 7 de setembro como data da Independência ganha sentido. Segundo Lourdes Lyra, até então tinham sido consideradas as seguintes datas decisivas para o processo: o 9 de janeiro, dia do Fico; o 3 de maio, dia da inauguração da Assembleia Constituinte Brasileira; e o 12 de outubro, dia da Aclamação. Foi o esforço concentrado do Senado da Câmara (atual Câmara Municipal) do Rio de Janeiro, durante o mês de setembro de 1822, enviando mensagem às Câmaras das principais vilas do Brasil – num tempo em que eram as vilas e cidades as instâncias decisivas da política portuguesa –, que fez com que, na fórmula consagrada, constasse que dom Pedro fora feito imperador pela "unânime aclamação dos povos". Foi o apoio das Câmaras e de setores da elite e do povo do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais que deu forças ao príncipe para se contrapor às decisões de Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Segundo bem demonstra Lourdes Lyra, a opção pelo 7 de setembro casava bem com a ideia de que a Independência fora obra exclusiva de dom Pedro e essa data foi estrategicamente escolhida para a assinatura do tratado de 1825. Foi a partir de então que começaram a surgir referências mais entusiásticas ao 7 de setembro no &lt;i&gt;Diário Fluminense&lt;/i&gt;, que fazia as vezes de órgão oficial do governo, e, em 1826, esse dia foi incluído entre as datas festivas do Império. Essa obra &lt;i&gt;in progress&lt;/i&gt; foi reforçada ainda naquele ano pela publicação do famoso relato do padre Belchior, a primeira descrição minuciosa dos fatos que se verificaram às margens do Ipiranga por uma testemunha ocular da História. Ao lado deste, dois outros relatos publicados bem mais tarde por membros do grupo que acompanhou dom Pedro a São Paulo passariam a ser a fonte privilegiada para o estudo da data.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Entusiasmo similar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;O coroamento da obra se deveria ao Visconde de Cairu, intelectual respeitado que se conservou sempre aos pés do trono. Em sua &lt;i&gt;História do Brasil&lt;/i&gt;, publicada em partes entre 1827 e 1830, Cairu afirma que a Independência do Brasil foi "obra espontânea e única" de dom Pedro, que a tinha proclamado "estando fora da Corte, sem ministros e conselheiros de Estado, sem solicitação e moral força de requerimento dos povos". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Estava entronizado o mito do herói salvador, e postos na sombra os outros protagonistas, como José Bonifácio, Gonçalves Ledo e os membros de todas as Câmaras que impulsionaram e sustentaram o príncipe em suas decisões. Sem esse poderoso elenco de coadjuvantes, ao contrário do que afirma Cairu, não teria ocorrido a Independência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;É interessante como símbolos forjados a partir de circunstâncias fortuitas se podem transformar com o tempo. Prova de que na memorabilia pátria menos que os fatos importam o peso que a tradição lhes imprimiu. Foi assim, durante todo o Império com a Constituição de 1824. O gesto de sua criação – ela foi outorgada, e não resultou da deliberação de uma Assembleia – não impediu que ela fosse respeitada e sacramentada até muito depois da deposição de dom Pedro I. O mesmo se deu com o 7 de setembro. A data impôs-se sobre as demais, hoje esquecidas, e continuou a ser festejada com o mesmo entusiasmo depois da abdicação, em 7 de abril de 1831, e bem depois de proclamada a República.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #313030; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Publicado originalmente em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-invencao-do-7-de-setembro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-678581798986533992?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/678581798986533992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=678581798986533992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/678581798986533992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/678581798986533992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/09/23-sete-de-setembro.html' title='23 - Sete de Setembro'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-354689492930599917</id><published>2011-06-25T17:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T17:05:19.751-07:00</updated><title type='text'>22 - A importância dos soldados</title><content type='html'>Segue um trecho do discurso do presidente americano Barack Hussein Obama, proferido em 29 de maio, no Memorial Day. Encontrei esse trecho no blog &lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://aircombatcb.blogspot.com/,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Carlos E. Di&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Santis.&lt;/strong&gt; As palavras de Obama invocam um realismo histórico que muita gente (incluindo muitos historiadores e professores de História) se nega a aceitar por motivos ideológicos ou ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-354689492930599917?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/354689492930599917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=354689492930599917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/354689492930599917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/354689492930599917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/06/22-importancia-dos-soldados.html' title='22 - A importância dos soldados'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-2331975772816890593</id><published>2011-03-30T13:04:00.001-07:00</published><updated>2011-03-30T13:05:10.872-07:00</updated><title type='text'>21 - Crise da Líbia: entrevista com Moniz Bandeira</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;Segue uma interessante entrevista com o historiador e cientista político &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;Luiz Alberto Moniz Bandeira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt; sobre a Crise da Líbia. O artigo foi publicado originalmente na &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Carta Maior&lt;/b&gt; (ver final do texto) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;EUA e aliados querem legitimar doutrina da intervenção humanitária&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;As razões pelas quais Estados Unidos, França e Inglaterra dediciram liderar uma ação militar na Líbia contra o regime de Muammar Kadafi ainda não estão muito claras. Os limites desta ação determinados pela resolução aprovada no Conselho de Segurança das Nações Unidas falavam da instalação de uma "zona de exclusão aérea" com o objetivo de proteger a população civil dos ataques dos aviões de Kadafi. Mas esses limites já foram extrapolados, com ataques no solo a tanques e tropas leais ao governo líbio. O que, afinal, está por trás desta ação?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Em entrevista à Carta Maior, concedida por correio eletrônico, o historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira analisa as revoltas populares que estão acontecendo no Oriente Médio e no norte da África. Sobre o conflito líbio, Moniz Bandeira reconhece que as razões da posição de EUA, França e Inglaterra não estão muito claras e podem estar relacionadas a questões internas destes países e também à vontade de legitimar a doutrina da intervenção humanitária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;"Os objetivos não estão claros. A guerra foi praticamente iniciada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Supõe-se que ele deseja evitar que uma guerra civil na Líbia provoque um grande fluxo de refugiados para o sul da França. Mas há outras hipóteses. Tanto na França como nos Estados Unidos, cujos presidentes estão muito desgastados, bem como na Inglaterra, motivos eleitorais provavelmente influíram na decisão de deflagrar a guerra. O petróleo, aparentemente, não foi um fator decisivo"&lt;/i&gt;, avalia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Cientista político e professor titular de história da política exterior do Brasil na UnB (aposentado), Moniz Bandeira é autor de mais de 20 obras, entre as quais "Formação do Império Americano", que lhe valeu a escolha de Intelectual do Ano 2005, pela União Brasileira de Escritores, e o Troféu Juca Pato. Em abril deve estar nas livrarias a 3ª edição de seu livro "Brasil-Estados Unidos: a rivalidade emergente", prefaciado pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carta Maior&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Na sua avaliação, quais são as principais causas das revoltas que estamos assistindo hoje no Oriente Médio e norte da África?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Moniz Bandeira&lt;/b&gt;: É difícil apontar os principais fatores que determinaram e determinam a eclosão das revoltas nos países árabes. São diversos e complexos. E tudo indica que são autóctones, não obstante o fenômeno do contágio. O sucesso do levante na Tunisia estimulou o alçamento no Egito e daí se alastrou, conforme as condições domésticas de cada um dos países da região. Há, decerto, diferenças históricas, sociais e políticas entre os dois países. Suas estruturas de Estados e instituições são diferentes. Ao contrário da Tunísia, o Egito é o mais populoso país árabe e o mais importante, do ângulo geopolítico e geoestratégico, no Oriente Médio. Entretanto, nos dois países, há uma juventude, com certo nível de educação e saúde que não encontra emprego ou ocupação adequada à sua capacitação.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A Tunísia tem uma população de cerca de 10,4 milhões de habitantes, altamente alfabetizada e urbanizada e apenas 3,8% vivem abaixo do nível de pobreza. Porém, com uma força de trabalho de quase 4 milhões de pessoas, o nível de desemprego, da ordem de 14%, é muito elevado. O Egito, por sua vez, tem uma população de 76,5 milhões de habitantes, dos quais cerca de 20% a 25% vivem abaixo do nível de pobreza. Sua força de trabalho soma 26,1 milhões, mas o índice de desemprego, da ordem de 9.7%, é bastante elevado. Apesar de haver crescido 5% nos últimos anos, sua economia não conseguiu criar empregos conforme as necessidades da população. A juventude está seriamente afetada pelo desemprego. Cerca de 90% dos desempregados são jovens com menos de 30 anos. Os graduados têm de esperar pelo menos cinco anos por uma oportunidade de trabalho na administração. E as políticas neoliberais executadas pelo ditador Hosni Mubarak agravaram as desigualdades e um empobrecimento de milhões de famílias.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;As oportunidades de trabalho, desde há muitas décadas, crescem muito menos do que a taxa de crescimento da população. Entrementes, no campo, há algumas regiões com excesso de força de trabalho, e outras com carência. E os regimes tanto na Tunísia e quanto no Egito estavam politicamente estagnados, sob ditaduras corruptas e brutais de Zine el-Abidine Ben Ali e de Hosni Mubarak. Esse fato, em meio à ao desemprego, extrema pobreza, inflação, alta dos preços dos alimentos e o ressentimento político provocado pela sistemática repressão, foi aparentemente fundamental na deflagração das revoltas, que, sem dúvidas, seitas islâmicas fundamentalistas, como a Irmandade Muçulmana no Egito, e interesses estrangeiros trataram e tratam de aproveitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carta Maior&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Essas revoltas pegaram os Estados Unidos e seus aliados de surpresa, desestabilizando suas políticas na região, ou a turbulência atual não representa risco maior para eles?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Moniz Bandeira:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Muito provavelmente as revoltas na Tunísia e também no Egito surpreenderam os Estados Unidos e a todos os países do Ocidente. Durante algumas semanas o governo de Washington nada disse sobre a sublevação na Tunísia. E, quando Hilary Clinton, viajou para Tunis, dois meses após a derrubada do ditador, ocorreram demonstrações contra a sua visita. Se houvesse consciência do que estava a acontecer, a secretária de Estado não haveria declarado, quando o levante começou no Cairo,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;"Our assessment is that the Egyptian government is stable and is looking for ways to respond to the legitimate needs and interests of the Egyptian people."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Esta avaliação de que o regime de Mubarack era estável demonstra o grau de desconhecimento que o governo dos Estados Unidos tinha da real situação no Egito. Que havia descontentamento, sabia-se, mas não a sua extensão nem o que poderia provocar.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;É claro que tal turbulência representa um risco para os Estados Unidos e para a União Européia, pois não se pode descartar a possibilidade de que a Irmandade Muçulmana, a única força organizada no Egito, vença as eleições e assuma o governo e que os fundamentalistas islâmicos venham a predominar, de alguma forma, nos outros países árabes.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carta Maior:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Como o sr. vê o que está acontecendo na Líbia agora? Trata-se de uma revolta popular em busca de mais democracia no país, ou de uma insurreição de outra natureza?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Moniz Bandeira:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O que se sabe sobre a Líbia é que ninguém sabe de fato o que lá está acontecendo. Há muita contra-informação e informações fragmentadas e confusas, manipuladas pela grande mídia internacional. Winston Churchill, o ex-primeiro ministro britânico, escreveu em suas memórias quem tempos de guerra a verdade é tão preciosa que deve estar sempre escoltada por uma frota de mentiras. E o certo é que em nenhum desses países árabes, há uma consciência democrática, tal como se imagina no Ocidente. Há apenas uma idéia difusa e confusa. Não há tradição e as condições históricas, políticas e culturais são diversas das que terminaram o desenvolvimento da democracia no Ocidente.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A democracia para os povos árabes, que se insurgem no norte da África e no Oriente Médio, significa maiores oportunidades de trabalho, de participação política, liberdade de expressão e melhoria econômica e social. E, na Líbia, como na Tunísia e no Egito, a elevação preço dos alimentos fomentou o descontentamento, ao agravar as condições sociais e políticas lá existentes. E ela sofreu o efeito do contágio. A Líbia tem 6,5 milhões de habitantes, dos quais 43% são urbanizados, mas o desemprego é da ordem de 30% e um terço da população vive abaixo da linha de pobreza. Importa 75% dos alimentos e as exportações de petróleo respondem por cerca de 95% de sua receita comercial e 80% da receita do governo.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A situação da Líbia, porém, é ainda mais complexa do que na Tunísia e no Egito. Gaddafi assumiu o poder em 1969. Com um golpe militar derrubou o rei Idris, da seita Senussi, fundada no século XIX, em Meca, por sayyd Muhhammad ibn Ali as-Senussi, da tribo Walad Sidi Abdalla e sharif, i. e., descendente da Fatmimah, filha de Maomé. Desde então, Gaddafi buscou impor à Líbia um só partido. Mas a Líbia, diferentemente da Tunísia e do Egito, é uma nação que ainda não se consolidou. É o mais tribal entre os países árabes. Pode-se dizer que é um Estado semi-tribal. Sua estrutura rural é praticamente assentadas em tribos nômades e semi-nômades, muito segmentadas Lá existem mais de 140 tribos e clãs. Gaddafi , no início, tentou reduzir a influências da tribos, mas posteriormente teve de fazer alianças e manipular a fidelidade das tribos para manter sua ditadura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A tribo de Gaddafi, Ghadafa (Qadhadhfah) é de origem bérbere-árabe e aliou-se à confederação Sa'adi, liderada por Bara'as (a tribo da esposa de Gaddafi, Farkash al-Haddad al-Bara'as). Os conflitos entre as forças do governo de Gaddafi e outras tribos – as tribos Zawiya e Toubou - começaram entre 2006 e 2008, no oasis de Kufra, localizado no sudeste da Libia, 950 quilômetros ao sul de Benghasi, perto da fronteira com o Egito, Sudão Chad. Benghasi, onde a rebelião começou, está na Cirenaica, antiga província romana (Pentapolis) e tradicionalmente separatista, na parte oriental da Líbia. Misurata é a única cidade na Tripolitânia, oeste da Líbia, que habita a tribo Warfallah, o maior grupo tribal, dividido em 52 sub-tribos, com cerca de um milhão pessoas. Essa tribo foi levada para a Líbia, no século XI, pelos Fatimidas, por motivos políticos. A ela está aliada a tribo Az-Zintan, que habita as montanhas ocidentais, entre as cidades bérberes, Jado, Yefren e Kabaw. E essas tribos romperam com o governo de Gaddafi, insurgiram-se e sustentam a rebelião. Não há indício de que houve estímulo direto do estrangeiro quando ela começou. Porém, em seguida, seguramente, houve participação externa, contrabandeando armamentos para os rebeldes em Benghazi. O contrabando continua. Mas a rebelião conta com o apoio do Grupo de Combate Islâmico, cujos membros estão estreitamente ligados a Bin Laden e podem tentar a tomada do governo, com a queda de Gaddafi. Tudo indica que a oposição à ditadura de Gaddafi está mais alinhada com a al’Qaida. Sob o comando de Abu Yahya Al- Libi, os jhadistas do Grupo Islâmico de Combate (Al-Jama'ah al-Islamiyah al-Muqatilah bi-Libia) já tinham se levantado contra o regime em 1990 e o centro da rebelião, atualmente, são as cidades de Benghazi e Darnah, onde eles se haviam concentrado e ocorrerem os levantes em 1990.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Muitos islamistas radicais, exilado por Gaddafi, estão a voltar, entrando pelas fronteiras de Mali, Egito e outras. Os rebeldes, saudados pelos americanos como&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;freedom fighters&lt;/i&gt;, não são, certamente, democratas. Um estudo da Academia Militar dos Estados Unidos, em 2007, indicou que do leste da Líbia saiu uma grande contribuição para a al-Qaeda no Iraque. Em tais circunstâncias, tudo pode acontecer na Líbia, com a prevalência e a desordem política, pior do que no Iraque e no Afeganistão.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Os Estados Unidos, França e Inglaterra não têm como controlar a situação. A razão pela qual esses países estão apoiar os rebeldes islamistas não está muito clara. O mais provável é que queiram legitimar a doutrina da intervenção humanitária, tal como ocorreu no Kosovo e Sierra Leoa. Há uma contradição inexplicável de interesses em jogo. E não sem razão o ex-presidente Bill Clinton, ao visitar o Brasil, em 25 de março, declarou, a respeito do que os Estados Unidos, França e Inglaterra estão a fazer na Líbia.: "Vai ser mais difícil construir estabilidade nesses países do que foi para derrubar a velha ordem. Então agora acho que estão atirando em uma incerteza".&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carta Maior&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;E quanto à resolução aprovada pela ONU, qual sua opinião?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Moniz Bandeira&lt;/b&gt;: A resolução aprovada Conselho de Segurança viola a própria carta das Nações Unidas. O art. 2, do Cap. I, estabelece que “nenhuma disposição da presente Carta autorizará as Nações Unidas a intervir em assuntos que dependam essencialmente da jurisdição interna de qualquer Estado, ou obrigará os membros a submeterem tais assuntos a uma solução, nos termos da presente Carta; este princípio, porém, não prejudicará a aplicação das medidas coercitivas constantes do capítulo VII”. E o art. 42 do Capítulo VII dispõe que, se o Conselho de Segurança, considerar que “as medidas previstas no artigo 41 seriam ou demonstraram ser inadequadas (interrupção completa ou parcial das relações econômicas, dos meios de comunicação ferroviários, marítimos, aéreos, postais, telegráficos, radio-elétricos, ou de outra qualquer espécie, e o rompimento das relações diplomáticas), poderá levar a efeito, por meio de forças aéreas, navais ou terrestres, a ação que julgar necessária para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais. Tal ação poderá compreender demonstrações, bloqueios e outras operações, por parte das forças aéreas, navais ou terrestres dos membros das Nações Unidas”.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Está bem claro que as operações militares aéreas, navais ou terrestres dos membros das Nações Unidas só poderão ocorrer caso sejam necessárias “para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais”. O que ocorria na Líbia era uma questão interna, não ameaçava a paz e a segurança internacionais. O ataque a um país soberano é uma guerra. Não há nenhuma força multilateral. E os Estados Unidos, França e Inglaterra foram além de estabelecer uma&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;no-fly zone&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;para proteger civis. Como proteger civis, matando civis com mísseis lançados contra as cidades da Líbia? É o que continua a acontecer no Iraque, Afeganistão e Paquistão. Os civis são os mais sacrificados.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;No Afeganistão, somente em 2009, foram mortos por bombardeios cerca de 2.412 , 14% mais do que em 2008. Entre 2005 e 2008, as forças dos Estados Unidos e outras da OTAN mataram entre 2.699 e 3.273. No Iraque, calcula-se que, de 2003, quando a guerra começou, até 2007 mais de um milhão de civis foram mortos. E calcula-se que cerca de 700 civis foram pelos bombardeios americanos desde 2006. Segundo o&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Conflict Monitoring Center (CMC)&lt;/i&gt;, em Islamabad, somente em 2011 mais de 2.000 pessoas foram mortas, a maioria das quais inocentes civis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Na realidade, na Líbia, Estados Unidos, França a Inglaterra estão a participar da guerra civil, apoiando os rebeldes, como a Alemanha nazista fez durante a guerra civil na Espanha (1936-1939), quando bombardearam não apenas Guernica, mas diversas outras cidades, estreando seus bombardeiros Junkers Ju 52 e Heinkel He 111, bem como os caças Messerschmitt e Junkers Ju 87, que destruíram 386 aviões dos republicanos. Os navios de guerra dos Estados Unidos e da Inglaterra já lançaram contra a Libia, para a destruir as defesas de Gaddafi, cerca de 124 mísseis de cruzeiro. Cada um custa US1 milhão e o novo modelo US$ 2 milhões. No primeiro dia da Operation Odyssey Dawn os gastos dos Estados Unidos apenas com mísseis chegaram a US$100 milhões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carta Maior:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Neste cenário, não é fácil precisar quais os objetivos dos Estados Unidos, França e Inglaterra no ataque às forças de Gaddafi, ajudando os rebeldes...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Moniz Bandeira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;– Os objetivos não estão claros. A guerra foi praticamente iniciada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Supõe-se que ele deseja evitar que uma guerra civil na Líbia provoque um grande fluxo de refugiados para o sul da França. Mas há outras hipóteses. Tanto na França como nos Estados Unidos, cujos presidentes estão muito desgastados, bem como na Inglaterra, motivos eleitorais provavelmente influíram na decisão de deflagrar a guerra. O petróleo, aparentemente, não foi um fator decisivo. A França somente importa 5,63% do petróleo da Líbia, mas, possivelmente, deseja assegurar para seu abastecimento, durante o século XXI, as vastas reservas lá existentes, estimadas em 41 bilhões de barris, conquanto representem menos de 2% das reservas mundiais. Os países que mais importam o óleo da Líbia são Itália, entre 18,9% e 22%; China, 10,4%; Alemanha, entre 7,8 e 9,7. Porém, as operações na Líbia, de onde só importa 0,6% de petróleo, poderão custar para os Estados Unidos um montante entre US$ 400 milhões e US$ 800 milhões, de acordo com o&lt;i&gt;Center for Strategic and Budgetary Assessments&lt;/i&gt;, enquanto os gastos no Afeganistão já ultrapassam US$377 bilhões.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Calcula-se que a guerra contra a Líbia custará para os Estados Unidos US$ 1 bilhão por semana. E o Pentágono necessita este ano de mais US$ 708 bilhões, incluindo U$ 159 para as guerra no Iraque e Afeganistão. Entrementes, em março, o déficit orçamentário atingiu o montante recorde de US$ 222,5 bilhões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;E o Departamento do calcula que através dos cinco meses do ano fiscal de 2011 o déficit cumulativo seja de U$ 641, bilhões. Entretanto, pelo menos 50.000 americanos carecem de recursos básicos de saúde, e cerca de 50.000 morrem em conseqüência, todos os anos.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;No Reino Unido, ao mesmo tempo em que corta das despesas públicas £95 bilhões, a pretexto de reduzir, e cria um milhão de desempregados, o governo conservador de David Cameron gasta em torno de £3 milhões por dia, com as operações aéreas contra as forças de Gaddafi. A missão de uma aeronave custa por hora £35.000 e £50.000. O total diário é £200.000 por avião. Estima-se que o custo para os contribuintes inglêses alcançará £100 milhões dentro de seis semanas. Os mísseis Tomahawk, comprados dos Estados Unidos, custam £500,000 cada e os mísseis Storm Shadow custam £800,000 cada. A manutenção do submarino HMS Triumph, que dispara os mísseis contra a Líbia, custa cerca de £200,000 por dia. E aí os custos disparam.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carta Maior&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;O presidente dos EUA, Barack Obama autorizou o início dos bombardeios contra a Líbia durante sua visita ao Brasil. Qual sua avaliação sobre essa visita e, de um modo mais geral, sobre a política externa do governo Obama. Houve alguma mudança significativa em relação aquela praticada pelo governo Bush?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Moniz Bandeira:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O que está por trás de do presidente Barack Obama é o mesmo Complexo Industrial-Militar que sustentou o presidente George W. Bush. Ele deu continuidade às guerras no Afeganistão e no Iraque, onde ainda mantém cerca de 40 soldados, além dos mercenários&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;(contractors)&lt;/i&gt;das&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;private military company&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;(PMC), como a Halliburton, Blackwater e outras. E não contente em continuar as guerras no Afeganistão e no Iraque, deu início a uma terceira, na Líbia. E aí tudo indica que a decisão inicial, após conversar com o presidente Sarkozy, foi tomada pela secretária de Estado, Hilary Clinton, e Obama simplesmente autorizou. Na realidade, ela se sobrepõe ao presidente Obama e é quem está efetivamente conduzindo a política internacional dos Estados Unidos, de modo a atender aos setores mais conservadores do Partido Democrata e aumentar sua popularidade, para candidatar-se outra vez à presidência dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quanto à visita do presidente Obama ao, não representou qualquer mudança na política externa dos Estados Unidos nem nas relações com o Brasil. Foi uma visita protocolar, ele nada pôde nem tinha o que oferecer ao Brasil, cuja diretriz de política externa a presidente Dilma Roussef essencialmente mantém. O voto em favor de um delegado da ONU para verificar a questão dos direitos humanos na Irã é um fato isolado e não representa uma alteração fundamental na posição do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="background: white; margin-bottom: 3.4pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="background: white; margin-bottom: 3.4pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; font-size: 11pt;"&gt;Marco Aurélio Weissheimer&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="background: white; margin-bottom: 3.4pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; font-size: 11pt;"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17611"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17611&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-2331975772816890593?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/2331975772816890593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=2331975772816890593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/2331975772816890593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/2331975772816890593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/03/21-crise-da-libia-entrevista-com-moniz.html' title='21 - Crise da Líbia: entrevista com Moniz Bandeira'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-492619553998374960</id><published>2011-03-26T04:39:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T04:39:26.275-07:00</updated><title type='text'>20 - Povoamento da América</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;Segue uma notícia que saiu na &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Veja &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;(versão digital de 23 de março de 2011), relatando um estudo publicado na revista &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Science&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, sobre a descoberta de vestígios que indicam que o povoamento da América começou há mais tempo do que muitos imaginaram. Na verdade, a datação mais antiga vem sendo proposta por pesquisadores há décadas, mas parte da comunidade acadêmica, sobretudo estudiosos dos EUA, insistia em uma datação mais recente. As descobertas citadas na reportagem reforçam os argumentos dos defensores do povoamento mais antigo. Outra observação: o texto fala de uma “civilização” que teria chegado há mais tempo na América. Naturalmente, o termo civilização, neste caso, está sendo usado como sinônimo de uma cultura material e não no sentido de uma sociedade complexa com cidades e Estado, como se costuma considerar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;Homem já ocupava América do Norte há 15.500 anos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ferramentas achadas no Texas são 2.500 anos mais antigas que os vestígios dos humanos de Clóvis, conforme estudo publicado na 'Science’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;O homem chegou à América do Norte 2.500 anos antes do que se pensava, de acordo com um estudo publicado no periódico americano&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;Science&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Cientistas da Universidade Texas A&amp;amp;M analisaram mais de 15.000 objetos de pedra encontradas a 65 quilômetros de Austin, no Texas (EUA), e estimaram que foram feitos há 15.500 anos.&amp;nbsp;Até agora, a evidência mais antiga da ocupação humana na América do Norte&amp;nbsp;era o sítio arqueológico de Clóvis, no estado do Novo México (EUA), onde foram encontrados vestígios&amp;nbsp;de uma civilização que teria&amp;nbsp;cruzado o Estreito de Bering, da Ásia à América do Norte, há 13.000 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Os 15.000 objetos foram encontrados abaixo da camada de terra comumente associada ao período dos humanos de Clóvis. Para o arqueólogo Michael Waters, chefe da pesquisa, o achado é a indicação de que existiu uma civilização&amp;nbsp;(sic) mais antiga do que se pensava na América do Norte. "A descoberta nos desafia a repensar como ocorreu a colonização do continente americano", disse o cientista, em entrevista ao jornal inglês Guardian.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;A maior parte dos objetos encontrados são os restos da fabricação e manutenção de outras ferramentas. Contudo, "mais de 50 são ferramentas propriamente ditas", disse Waters. De acordo com o arqueólogo existem objetos que aparentam ser projéteis e outros que foram feitos com o propósito de raspar e cortar. Os cientistas acreditam que as ferramentas eram pequenas para que pudessem ser levadas com facilidade para outras localidades.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Embora os objetos sejam diferentes da cultura Clóvis, Waters acredita que os dois sítios arqueológicos podem ter ligação. "A civilização que produziu os objetos que encontramos teve tempo suficiente para aprender a construir objetos que hoje reconhecemos como sendo da cultura Clóvis", disse. "Acho que passou da hora de formularmos um novo modelo para o povoamento das Américas", afirmou o arqueólogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/humanos-chegaram-a-america-do-norte-2-500-anos-antes-do-que-se-pensava"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/humanos-chegaram-a-america-do-norte-2-500-anos-antes-do-que-se-pensava&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-492619553998374960?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/492619553998374960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=492619553998374960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/492619553998374960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/492619553998374960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/03/20-povoamento-da-america.html' title='20 - Povoamento da América'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-4202728161696564558</id><published>2011-03-17T14:00:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T14:47:05.191-07:00</updated><title type='text'>19 - Texto: Democracia e liberdade de opinião</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;Pessoal, segue parte de um texto interessante do jornalista &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Reinaldo Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; sobre a liberdade de opinião. Ele foi publicado originalmente na edição eletrônica da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Veja&lt;/b&gt; em 16 de março de 2011. Clique no título para ler o texto completo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pelo-direito-de-dizer-%e2%80%9cnao%e2%80%9d-de-marchar-na-contramao/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Pelo direito de dizer “não”, de marchar na contramão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Tenho afirmado e escrito freqüentemente que aprecio a democracia menos pelo valor afirmativo do sistema do que por seu valor negativo; ou seja, menos pela prevalência da vontade da maioria do que pela possibilidade de as minorias dizerem o que pensam. Afinal, nas ditaduras, também é permitido concordar. Pode-se dizer “sim” em Nova York, em Trípoli e em Pequim. A segurança para dizer “não” é que distingue os regimes.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Da mesma forma que o teste de resistência da democracia é feito por aqueles que discordam de consensos — sejam estes legítimos ou não, embasados ou não em verdades científicas —, o teste de resistência dos democratas se dá quando confrontados com idéias que consideram absurdas, irrealistas, detestáveis até. Aceitar que o outro exponha a sua “verdade”, por mais estúpida que nos pareça, testa a nossa capacidade de conviver com a diferença. Isso não significa, e meu trabalho espelha essa minha postura, que não devamos, nós também, ser, então, “detestáveis” à nossa maneira aos olhos de quem discorda de nós. É preciso dizer com clareza e destemor o que se pensa, e não com o intuito de destruir o outro, de “eliminar a contradição”, de “extirpar” o adversário.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Mas quem não quer a liberdade de expressão? Bem poucas pessoas teriam a coragem de fazer a defesa aberta da censura. Aprendemos todos que não se fazem certas coisas em público, e alinhar-se com os valores democráticos integra o rol das escolhas educadas, decorosas. Assim, raramente, ou nunca, temos a chance de nos defrontar com um inimigo da liberdade de expressão. Eles, no entanto, existem e se manifestam de forma insidiosa — não raro, recorrem a princípios consagrados pela democracia para poder solapá-la.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Uma expressão está na moda, posta para circular, sobretudo, pelas ONGs: os chamados “temas transversais”, aqueles que atravessariam várias esferas da vida e do conhecimento, transformados, em si mesmos, em valores morais inquestionáveis. O tal Programa “Nacional-Socialista” de Direitos Humanos, por exemplo, chegava a prever a cassação da licença de emissoras de rádio e televisão se ficasse caracterizado o desrespeito aos direitos humanos. Notem o truque: quem é contra os “direitos humanos”? Ninguém! Quem iria definir o que caracterizava esse respeito? Ali estava a armadilha.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Os chamados “temas transversais” costumam ser uma espécie de bula do chamado pensamento politicamente correto, que perverte o valor democrático essencial: o direito de a minoria expressar a divergência. Essa derivação pervertida transforma a proteção às minorias numa agressão aos valores universais da democracia. Não é raro ouvirmos hoje magistrados, inclusive alguns da nossa corte suprema, a afirmar que a lei deve, sim, tratar desigualmente os desiguais porque cumpriria ao juiz corrigir injustiças que a sociedade a tempo não corrigiu.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Ora, numa democracia, o princípio que estabelece que todos os homens são iguais perante a lei não busca ofuscar a condição dos graúdos, mas estabelecer uma instância — a Justiça — em que o pequeno não será punido porque pequeno nem poupado de seus crimes; em que o grande não será protegido porque grande, mas também não terá seus direitos aviltados por isso.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Como justificar, por exemplo, a concessão de cotas raciais à luz da Constituição brasileira se não por intermédio de valores, e ninguém conseguiria provar o contrário, ausentes em nossa Constituição? Agride-se o princípio fundamental da igualdade dos homens perante a lei argumentando-se a aplicação dos fundamentos do Artigo 3º, a saber:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: navy; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;II - garantir o desenvolvimento nacional;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Será lícito, no entanto, aplicar o que prevê os três incisos discriminando pessoas, seja essa discriminação positiva ou negativa? O inciso seguinte do mesmo artigo responde:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: navy; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;O debate das cotas, no entanto, foi interditado. O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Congresso, embora na sua versão mitigada, coleciona uma penca de agressões à Constituição. Em breve, outro tema voltará ao debate: a chamada lei que criminaliza a homofobia. Não duvido de que as pessoas empenhadas em sua aprovação tenham o propósito de combater a discriminação, mas o texto agride, de maneira inequívoca, a liberdade de expressão. Uma simples opinião que possa ser caracterizada como “ação vexatória de ordem filosófica” — seja lá o que isso signifique — pode render cadeia. O crime será considerado inafiançável e imprescritível.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;A patrulha politicamente correta, orientada pelo espírito da reparação e da correção das desigualdades e das injustiças, constitui-se numa verdadeira polícia do pensamento. Agride a liberdade de expressão e, muitas vezes, agride os fatos, impedido até mesmo a avaliação da eficiência de determinadas políticas públicas.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: black; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Na entrevista publicada pela VEJA, na semana passada, o professor&amp;nbsp; americano de economia Walter Williams, negro, afirma:&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: navy; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: navy; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;“Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que, nos anos da minha adolescência, entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%.”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;Por Reinaldo Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-4202728161696564558?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/4202728161696564558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=4202728161696564558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/4202728161696564558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/4202728161696564558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/03/19-texto-democracia-e-liberdade-de.html' title='19 - Texto: Democracia e liberdade de opinião'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-90679673413828417</id><published>2011-03-17T02:32:00.001-07:00</published><updated>2011-03-17T02:32:19.431-07:00</updated><title type='text'>18 - Video: modernização e desenvolvimento social</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Pessoal, o professor Rafael Riemma me enviou um excelente video sobre o impacto da modernização/industrialização no desenvolvimento social de diversos países. É um filme pequeno (4 minutos) e bem didático, apresentado na forma de um gráfico muito bem bolado. O link segue abaixo. Não deixem de ver!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://sorisomail.com/partilha/129446.html"&gt;http://sorisomail.com/partilha/129446.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-90679673413828417?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/90679673413828417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=90679673413828417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/90679673413828417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/90679673413828417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/03/18-video-modernizacao-e-desenvolvimento.html' title='18 - Video: modernização e desenvolvimento social'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-7511402981049744342</id><published>2011-03-13T13:55:00.001-07:00</published><updated>2011-03-13T13:55:34.674-07:00</updated><title type='text'>17 Sociedade justa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Pessoal, segue um texto interessante do filósofo &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; sobre o ideal de uma “sociedade justa”. Publicado no Diário do Comércio, em 10 de março de 2011, o texto também está disponível no site do autor em &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/index.html?index.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/index.html?index.htm&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Sociedade justa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Outro dia perguntaram qual o meu conceito de uma sociedade justa. A palavra “conceito” entrava aí com um sentido antes americano e pragmatista do que greco-latino. Em vez de designar apenas a fórmula verbal de uma essência ou ente, significava o esquema mental de um plano a ser realizado. Nesse sentido, evidentemente, eu não tinha conceito nenhum de sociedade justa, pois, persuadido de que não cabe a mim trazer ao mundo tão maravilhosa coisa, também não me parecia ocupação proveitosa ficar inventando planos que não tencionava realizar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;O que estava ao meu alcance, em vez disso, era apenas analisar a idéia mesma de “sociedade justa” – o seu conceito no sentido greco-latino do termo – para ver se fazia sentido e se tinha alguma serventia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Desde logo, os atributos de justiça e injustiça só se aplicam aos entes reais capazes de agir. Um ser humano pode agir, uma empresa pode agir, um grupo político pode agir, mas “a sociedade”, como um todo, não pode. Toda ação subentende a unidade da intenção que a determina, e nenhuma sociedade chega a ter jamais uma unidade de intenções que justifique apontá-la como sujeito concreto de uma ação determinada. A sociedade, como tal, não é um agente: é o terreno, a moldura onde as ações de milhares de agentes, movidos por intenções diversas, produzem resultados que não correspondem integralmente nem mesmo às intenções deles, quanto mais às de um ente genérico chamado “a sociedade”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;“Sociedade justa” não é portanto um conceito descritivo. É uma figura de linguagem, uma metonímia. Por isso mesmo, tem necessariamente uma multiplicidade de sentidos que se superpõem e se mesclam numa confusão indeslindável, que basta para explicar por que os maiores crimes e injustiças do mundo foram praticados, precisamente, em nome da “sociedade justa”. Quando você adota como meta das suas ações uma figura de linguagem imaginando que é um conceito, isto é, quando você se propõe realizar uma coisa que não consegue nem mesmo definir, é fatal que acabe realizando algo de totalmente diverso do que imaginava. Quando isso acontece há choro e ranger de dentes, mas quase sempre o autor da encrenca se esquiva de arcar com suas culpas, apegando-se com tenacidade de caranguejo a uma alegação de boas intenções que, justamente por não corresponderem a nenhuma realidade identificável, são o melhor analgésico para as consciências pouco exigentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Se a sociedade, em si, não pode ser justa ou injusta, toda sociedade abrange uma variedade de agentes conscientes que, estes sim, podem praticar ações justas ou injustas. Se algum significado substantivo pode ter a expressão “sociedade justa”, é o de uma sociedade onde os diversos agentes têm meios e disposição para ajudar uns aos outros a evitar atos injustos ou a repará-los quando não puderam ser evitados. Sociedade justa, no fim das contas, significa apenas uma sociedade onde a luta pela justiça é possível. “Meios” quer dizer: poder. Poder legal, decerto, mas não só isso: se você não tem meios econômicos, políticos e culturais de fazer valer a justiça, pouco adianta a lei estar do seu lado. Para haver aquele mínimo de justiça sem o qual a expressão “sociedade justa” seria apenas um belo adorno de crimes nefandos, é preciso que haja uma certa variedade e abundância de meios de poder espalhados pela população em vez de concentrados nas mãos de uma elite iluminada ou sortuda. Porém, se a população mesma não é capaz de criar esses meios e, em vez disso, confia num grupo revolucionário que promete tomá-los de seus atuais detentores e distribuí-los democraticamente, aí é que o reino da injustiça se instala de uma vez por todas. Para distribuir poderes, é preciso primeiro possuí-los: o futuro distribuidor de poderes tem de tornar-se, antes, o detentor monopolístico de todo o poder. E mesmo que depois venha a tentar cumprir sua promessa, a mera condição de distribuidor de poderes continuará fazendo dele, cada vez mais, o senhor absoluto do poder supremo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Poderes, meios de agir, não podem ser tomados, nem dados, nem emprestados: têm de ser criados. Caso contrário, não são poderes: são símbolos de poder, usados para mascarar a falta de poder efetivo. Quem não tem o poder de criar meios de poder será sempre, na melhor das hipóteses, o escravo do doador ou distribuidor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Na medida em que a expressão “sociedade justa” pode se transmutar de figura de linguagem em conceito descritivo viável, torna-se claro que uma realidade correspondente a esse conceito só pode existir como obra de um povo dotado de iniciativa e criatividade – um povo cujos atos e empreendimentos sejam variados, inéditos e criativos o bastante para que não possam ser controlados por nenhuma elite, seja de oligarcas acomodados, seja de revolucionários ávidos de poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Aquele que deseja sinceramente libertar o seu povo do jugo de uma elite mandante não promete jamais tomar o poder dessa elite para distribuí-lo ao povo: trata, em vez disso, de liberar as forças criativas latentes no espírito do povo, para que este aprenda a gerar seus próprios meios de poder – muitos, variados e imprevisíveis –, minando e diluindo os planos da elite – de qualquer elite – antes que esta possa sequer compreender o que se passou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18.0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Olavo de Carvalho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-7511402981049744342?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/7511402981049744342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=7511402981049744342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/7511402981049744342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/7511402981049744342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/03/17-sociedade-justa.html' title='17 Sociedade justa'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-5840144442871863892</id><published>2011-03-04T03:06:00.000-08:00</published><updated>2011-03-04T03:07:17.800-08:00</updated><title type='text'>16 - O Antigo Regime</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Pessoal, segue um texto de minha autoria sobre o Antigo Regime. Utilizem-no como referência para o esquema da aula do mesmo assunto.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;1. O Antigo Regime&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-weight: normal;"&gt;O termo Antigo Regime surgiu na França, no final do século XVIII, no contexto da Revolução Francesa. Os defensores da revolução formularam o termo em um sentido negativo e crítico (o “antigo” como sinônimo de “atrasado”) para se referir à sociedade francesa pré-revolucionária, caracterizada pelo absolutismo monárquico, por uma ordem social que privilegiava a aristocracia e pela persistência da religiosidade e do poder da Igreja católica – elementos que os revolucionários consideravam ultrapassados e que deveriam ser substituídos por um novo regime moderno, baseado na liberdade, igualdade e tolerância. Com o tempo, o termo Antigo Regime passou a se aplicado sobre as sociedades pré-modernas de uma forma geral, especialmente as sociedades tradicionais européias dos séculos XVII-XIX, virando sinônimo de velha ordem ou ordem tradicional. As principais características do Antigo Regime foram o absolutismo, o regime senhorial, a sociedade de ordens e a intolerância religiosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Economia agrária&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-weight: normal;"&gt;O Antigo Regime estava baseado em economias fundamentalmente agrárias e pré-industriais. A terra era a principal riqueza e a maioria da população vivia no meio rural, praticando diversas modalidades de agricultura, pecuária ou pastoreio. O setor mais importante era a agricultura mercantil (produção de gêneros agrícolas para o mercado) em razão do crescimento populacional e das cidades (aumento de consumidores urbanos, não-produtores de alimentos) e do desenvolvimento do comércio. A indústria manufatureira (tecnologia pré-mecânica, trabalho manual em equipe), sobretudo de têxteis, avançava fora das cidades, onde a produção industrial era controlada e regulamentada pelas corporações de ofício artesanais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;O Absolutismo&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: -14.15pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Absolutismo foi a característica mais famosa do Antigo Regime, a ponto de muitos estudiosos considerarem ambos equivalentes. A monarquia absolutista era um Estado centralizado com uma numerosa burocracia civil e forças armadas, governando sem os entraves das assembléias ou parlamentos medievais, que deixaram de ser convocados ou foram abolidos. Esses corpos representativos reuniram-se pela última vez durante a Idade Moderna na França em 1614, na Bélgica em 1632, no Reino de Nápoles em 1642, em Castela em 1665, em Portugal em 1697-1698 e em Aragão foram abolidos em 1707. Na Inglaterra e na Escócia os parlamentos nunca desapareceram, o que impediu o aparecimento de um efetivo absolutismo sob o Antigo Regime britânico (a monarquia absolutista foi abolida pelo parlamento inglês em 1688-1689 com o triunfo da Revolução Gloriosa). Como a maior parte da burocracia e dos cargos no governo absolutista ficou com a nobreza, muitos estudiosos consideram o Absolutismo um “Estado feudal centralizado”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O absolutismo era legitimado pela religião (o poder era visto como de origem divina), pela própria tradição feudal (o rei considerado o maior dos suseranos, árbitro supremo, mantenedor da ordem e garantidor dos direitos dos súditos) e pelo direito romano, redescoberto no final da Idade Média, que recuperou o ideal de soberania absoluta inspirada no Dominado do Baixo Império Romano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Contudo, o absolutismo no Antigo Regime nunca foi total, principalmente na Europa Ocidental, e ele precisa ser compreendido de forma relativa. A monarquia era “absolutista” se comparada às realezas descentralizadas medievais, mas o rei não tinha poder ilimitado sobre os seus súditos ou sobre suas propriedades, como acontecia nos despotismos orientais dos Estados islâmicos (Império Turco Otomano, Pérsia dos Safávidas, Império Mughal na Índia). Os corpos representativos deixaram de ser convocados, mas havia, ainda que em teoria, a possibilidade deles serem restaurados. Ainda assim, no caso dos países europeus que adotaram o absolutismo, a evolução política implicou na superação tanto da tradicional descentralização feudal como do constitucionalismo medieval. O apogeu do Estado absolutista na Europa Ocidental foi nos séculos XVII-XVIII. Seu símbolo foi a monarquia francesa do “Rei-Sol” &lt;b&gt;Luís XIV&lt;/b&gt; (1638-1715), famoso pelas frases: “O Estado sou eu” e “É legal porque assim desejo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;A persistência do regime senhorial&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Apesar do declínio do feudalismo nos séculos XVII-XVIII, o sistema senhorial continuou predominando no Antigo Regime, o que assegurou à aristocracia feudal se manter como classe dominante, com vários privilégios (isenção de impostos; monopólio de alguns cargos, sobretudo os militares; justiça e tribunais especiais). A maioria da população era camponesa e trabalhava para a aristocracia como servos (mais na Europa Oriental) ou trabalhadores livres dependentes (mais na Europa Ocidental). Por outro lado, parte da burguesia conseguiu obter alguns cargos, títulos nobiliárquicos e honrarias, vendidos pela Coroa, ávida por recursos financeiros. Isso acabou formando dois tipos de nobrezas no Antigo Regime: a &lt;b&gt;nobreza de espada&lt;/b&gt; ou de armas (a aristocracia tradicional de origem medieval e guerreira) e a &lt;b&gt;nobreza de toga&lt;/b&gt; (a nova aristocracia, formada pela burguesia enobrecida, geralmente ocupando cargos na burocracia civil).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Sociedade dividida em ordens&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No Antigo Regime, sobretudo na Europa continental, se deu a cristalização dos estamentos, estados ou ordens feudais: Primeiro Estado (clero/Igreja), Segundo Estado (nobreza) e Terceiro Estado (povo). A burguesia era membro do Terceiro Estado e não possuía os privilégios da aristocracia feudal (alto clero e pela alta nobreza).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como na Idade Média, oficialmente a sociedade do Antigo Regime estava organizada de forma estamental ou corporativa, quer dizer, dividida em grupos hierarquizados de acordo com suas funções, em geral transmitidas pelo nascimento. A estratificação desses grupos – conhecidos como estamentos, estados ou ordens&amp;nbsp; – inspirava-se no antigo conceito de &lt;i&gt;scala naturae&lt;/i&gt; (escala natural ou cadeia dos seres), uma estrutura hierárquica imutável supostamente criada por Deus como parte de um plano divino para dar ordem ao universo, reforçada por antigas tradições medievais. A função de cada estamento implicava em determinados direitos, privilégios e honras ou na ausência deles. As ordens superiores, constituídas pela nobreza e clero, possuíam funções mais respeitáveis (atividades guerreiras e religiosas) e eram mais privilegiadas. Por serem grupos fechados, entre as ordens superiores e as ordens inferiores (povo, principalmente camponeses) havia pouca mobilidade social. A imagem era de um corpo social composto por partes interdependentes e desiguais, mas com obrigações recíprocas em uma relação orgânica (como se a sociedade fosse um organismo) que beneficiava a todos e assegurava a estabilidade. Fundamental nessa concepção de sociedade era a idéia de permanência e de aceitação pelos indivíduos do seu papel na estrutura geral. Dessa forma, a ideologia da sociedade de ordens era utilizada para justificar a desigualdade e o poder da aristocracia. A configuração das ordens variava dependendo da sociedade. A da França foi a mais famosa, com a sua divisão em Primeiro Estado (clero/Igreja), Segundo Estado (nobreza) e Terceiro Estado (povo, incluindo a burguesia). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No entanto, havia uma forte tensão entre essa estrutura oficial conservadora e a realidade de uma sociedade em processo de transformação por causa do avanço do comércio, da riqueza monetária e do capital. De fato, a imobilidade não era absoluta. O critério de descendência na transmissão dos direitos e privilégios não podia ser totalmente aplicado, já que a ordem do clero tinha que ser preenchida por membros das outras ordens. Por sua vez, ocasionalmente títulos nobiliárquicos podiam ser comprados por plebeus ricos. Mas as brechas na estrutura estamental apenas beneficiavam uma minoria. No quadro geral, a aristocracia e suas ordens permaneciam como um grupo em grande medida fechado e mais privilegiado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Forte religiosidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Por se tratar de uma sociedade tradicional e pré-moderna (no sentido de ser anterior a modernidade), o Antigo Regime caracterizou-se pela forte religiosidade. A religião não só servia para legitimar o absolutismo e a sociedade de ordens, como era a base para explicar o mundo natural. Apesar da crescente postura revisionista e crítica das interpretações religiosas por parte das elites intelectuais dos séculos XVII e XVIII, a maioria esmagadora da população continuou guiando os seus hábitos, comportamentos e moral pela religião. Com o absolutismo a Igreja ficou subordinada ao poder da monarquia e dependente do seu apoio e proteção, consagrando o velho princípio da &lt;i&gt;cuis regio, eius religio&lt;/i&gt; (“De acordo com a sua região, sua religião”) – a fé dos súditos tem que ser a do soberano. A união Estado-Igreja no Antigo Regime implicou na manutenção de uma Igreja oficial (em alguns casos, como na Inglaterra, de uma Igreja nacional) e em uma grande intolerância religiosa. De fato, a monarquia e a Igreja tentavam impor uma forte censura política e religiosa, mas, nos séculos XVII e XVIII, a demanda pela liberdade de pensamento aumentou. Em alguns casos, como na Inglaterra, essa demanda partiu também de grupos religiosos dissidentes, com origem na Reforma Protestante, e contou com respaldo popular. Na maioria das vezes, contudo, a liberdade de pensamento foi resultado do crescimento da mentalidade racionalista e crítica entre as elites letradas, influenciadas pelos desdobramentos da Revolução Científica do século XVII (nascimento da ciência moderna, como a física e astronomia, contrariando dogmas religiosos) e, principalmente, pelo Iluminismo do século XVIII (defesa da Razão e da ciência, condenação da superstição). Nos países que ainda viviam sob o Antigo Regime no século XIX, a bandeira da liberdade de expressão foi assumida pelos defensores do liberalismo e do socialismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;O mercantilismo&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Os Estados europeus dos séculos XVII-XVIII estavam erguidos sobre sociedades tradicionais agrárias em transição para a modernidade capitalista. A terra era o bem mais valorizado e procurado, mas o contexto de guerras endêmicas, de elevação das despesas militares, de crescente custo da máquina administrativa e de expansão do comércio fez da moeda, especialmente as de metais preciosos, outra riqueza imprescindível para a manutenção do Estado. A busca de recursos monetários, mais precisamente de ouro e prata, era uma das principais preocupações dos monarcas e seus ministros na Idade Moderna. O metalismo ou bulionismo (acumulação de metais preciosos) foi reforçado pela crença de que a riqueza do mundo era fixa e que havia um jogo de soma-zero nas relações econômicas entre os países – para um país ganhar o outro teria que perder. A lógica dessa idéia baseava-se no fato do tesouro do Estado ser identificado com a quantidade de ouro e a prata disponível, bens que não podiam ser criados ou reproduzidos, mas extraídos diretamente da natureza, onde tendiam a se esgotar. Esse pensamento desenvolveu-se associado a uma tradição pré-capitalista que remontava ao Império Romano de ter a economia regulamentada pelo governo. A combinação desses fatores resultou no mercantilismo, a política econômica intervencionista dos Estados europeus da Idade Moderna, fossem eles monarquias absolutistas, monarquias parlamentares ou repúblicas oligárquicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Apesar da diversidade do mercantilismo, algumas idéias e medidas foram comuns a todos os países europeus. A intervenção do Estado na economia foi um aspecto essencial e generalizado da política mercantilista. O dirigismo governamental foi mais um meio do que um objetivo em si, uma necessidade de sobrevivência em um mundo de competição entre Estados por riquezas limitadas. Com efeito, a tese da soma-zero do metalismo teve vários corolários, todos buscando meios de transferir a riqueza dos outros para o seu próprio país, onde ela poderia ser mais facilmente apropriada pelo Estado por meio da taxação da população. A busca do superávit na balança comercial foi uma das estratégias mais disseminadas. Uma medida nesse sentido era o protecionismo, estabelecido por meio da elevação das tarifas alfandegárias para reduzir as importações e, com isso, diminuir o envio de moeda para o exterior. Em alguns casos a estratégia comercial foi acompanhada de incentivos às manufaturas de exportação, principalmente de produtos de luxo. Outra prática mercantilista usual foi o estabelecimento de monopólios, como os concedidos a grupos privilegiados de mercadores organizados em Companhias de Comércio com fortes ligações com o governo. A regulamentação das atividades econômicas foi outra norma, na verdade mais intensa nas cidades, onde a fiscalização era menos difícil, a circulação de moeda era maior e as tradições medievais de guildas e corporações de ofício (associações monopolistas de artesãos ou de comerciantes) foram preservadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Na Europa Atlântica (Portugal, Espanha, França, Grã-Bretanha, Países Baixos), o mercantilismo esteve também associado ao colonialismo, mais precisamente na criação do que se convencionou chamar de “antigo sistema colonial”, voltado para o estabelecimento de colônias ultramarinas fornecedoras de metais preciosos e gêneros tropicais, como o açúcar. No colonialismo mercantilista as metrópoles européias tentaram impor um rígido controle administrativo e comercial sobre seus impérios coloniais, especialmente na América, onde foram estabelecidos sistemas econômicos que produziam matérias-primas por meio do trabalho compulsório de índios nativos e negros trazidos da África. As práticas regulamentadoras também foram adotadas nas colônias, destacando-se o “pacto-colonial” ou “exclusivo comercial” – o monopólio que a metrópole possuía no comércio externo da colônia. Nos séculos XVII-XVIII, o antigo sistema colonial havia se transformado em um pilar econômico fundamental da Europa Atlântica, objeto de uma série de guerras pelo controle dos territórios ultramarinos e de suas riquezas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Sugestões de leituras. &lt;/b&gt;Em português, três boas introduções ao tema são os livros &lt;b&gt;O Antigo Regime&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;William Doyle&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (“Série Princípios” 214, Editora Ática, 1991), &lt;b&gt;O Absolutismo – Política e Sociedade na Europa Moderna&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Marcos Antonio Lopes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (“Coleção Tudo é História”, Editora Brasiliense, 1996) e &lt;b&gt;Mercantilismo e Transição&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Francisco Falcon&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (“Coleção Tudo é História”, Editora Brasiliense, 1981).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Arial Narrow', sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-5840144442871863892?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/5840144442871863892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=5840144442871863892' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/5840144442871863892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/5840144442871863892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/03/16-o-antigo-regime.html' title='16 - O Antigo Regime'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-3370178564456402612</id><published>2011-02-22T16:36:00.000-08:00</published><updated>2011-02-22T16:36:03.573-08:00</updated><title type='text'>15 - A Revolução Egípcia (II)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;(Vejam a postagem 14)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Pessoal, mais um texto interessante sobre a crise política do Egito, agora contextualizando os acontecimentos do país no conturbado cenário do Oriente Médio das últimas três décadas. O texto tem vários links. Também está na Veja digital (&lt;a href="http://www.veja.abril.com.br/"&gt;www.veja.abril.com.br&lt;/a&gt;) e saiu no dia 2 de fevereiro de 2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;b&gt;Mundo árabe: constantes revoluções, mas sem democracia&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O mundo árabe vive, nos últimos dias, uma onda de protestos antigoverno iniciada a partir da Revolução do Jasmim, na Tunísia. Lá, os manifestantes conseguiram tirar do poder o ditador Zine El Abidine Ben Ali, que comandava o país há 23 anos.&lt;span style="color: #333333;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/tema/revolta-no-egito"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Foi o estopim para que populares saíssem às ruas no Egito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;, &lt;/span&gt;Iêmen, Argélia, Sudão e Jordânia. Não é a primeira vez que revoltas populares fazem a história dar um de seus saltos à frente nos países islâmicos. Mas, em regiões com histórico tão delicado, a fúria das ruas faz emergir o risco de ascensão dos fundamentalistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Um dos ápices do furor revolucionário no Oriente Médio foi&lt;span style="color: #333333;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=546&amp;amp;pg=34"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;a derrubada da monarquia e a criação da primeira república islâmica no Irã, em 1979&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt; &lt;/span&gt;Como resultado dessa revolução, o Irã é hoje o único país da região absolutamente teocrático, ou seja, dirigido pelo clero muçulmano a partir não de leis votadas em parlamento, e sim das regras do Corão. O regime permitiu que radicais como Mahmoud Ahmadinejad chegassem à Presidência. Eleito em 2005 com o voto dos miseráveis da periferia das cidades iranianas, Ahmadinejad costuma chocar o mundo com suas ameaças verbais e demonstrações de força.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ao fraudar pateticamente as eleições iranianas para reeleger-se, em 2009&lt;span style="color: #333333;"&gt;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2124&amp;amp;pg=98"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;Ahmadinejad deu início a uma outra onda de protestos que agitou o mundo árabe&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;Naquele ano, porém, a violência das forças de segurança conseguiu conter a fúria dos manifestantes. Ao menos 10 jovens morreram pelas mãos da polícia durante as manifestações – entre eles Neda, a garota que se tornou símbolo da truculência dos regimes autoritários. Ela foi morta com um tiro na cabeça diante das câmeras em um protesto. As manifestações no Irã tornaram-se o mais extraordinário exemplo das potencialidades do Twitter. Muitos iranianos recorriam à rede para organizar protestos e denunciar abusos do governo. O movimento chegou a ser saudado como “revolução do Twitter”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Em 2005,&lt;span style="color: #333333;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1898&amp;amp;pg=106"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;foi a vez do Líbano ser palco de manifestações da vontade popular no mundo árabe&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt; &lt;/span&gt;Pela primeira vez, a palavra intifada – rebelião, em árabe – foi usada nessa parte do mundo para caracterizar um movimento inteiramente pacífico. Pela primeira vez, enormes massas saíram às ruas pedindo o básico em boa parte do planeta, mas mercadoria escassa entre seus vizinhos: liberdade, soberania, justiça. Pela primeira vez, guiadas pelo mais arrebatado realismo, pediram – e conseguiram – o impossível: a retirada das tropas sírias que entraram no país em 1976. O país, porém, vive numa corda bamba constante na tentativa de equilibrar as variadas facções religiosas e políticas que se estabeleceram desde a guerra civil de 1990. Ronda o Líbano também o perigo de ascensão do Hezbollah, o cada vez mais poderoso movimento político, religioso e militar dos radicais xiitas.&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2201&amp;amp;pg=66"&gt;Assim como se viu na Tunísia&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;a onda de manifestações no Líbano&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1895&amp;amp;pg=80"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;deu origem a uma série de outras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;. &lt;/span&gt;No Iraque, o protesto não foi na porta da embaixada americana, mas na da Jordânia, acusada de facilitar a entrada no país das ondas de suicidas que, em nome da guerra aos Estados Unidos, trucidam diariamente civis iraquianos. No Catar, viu-se um ato de repúdio ao terrorismo, permeado por frases singelas como: “Residentes estrangeiros, nós amamos vocês”. As manifestações tiveram resultados, ainda que tímidos – eleições presidenciais pluripartidárias, mas não muito, no Egito e modestas eleições municipais na Arábia Saudita.&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;As fronteiras do mundo árabe foram riscadas na areia depois da I Guerra. A mistura mal costurada de tribos, povos, religiões nunca foi fácil de administrar. Talvez a solução esteja na democracia, sistema político que não experimentaram. A derrubada de um regime autoritário, contudo, infelizmente&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1638&amp;amp;pg=44"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;não garante que a ele se sucederá uma democracia com direitos e liberdades universais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; Com a falência do nacionalismo laico e a quase inexistência de correntes identificadas com as tradições democráticas, o Islã politizado é praticamente a única alternativa hoje existente na vasta maioria do mundo muçulmano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=546&amp;amp;pg=34"&gt;Em 21/2/1979: Revolução no Irã&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1898&amp;amp;pg=106"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Em 30/3/2005: A maré da democracia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1898&amp;amp;pg=102"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Em 30/3/2005: O despertar árabe&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1638&amp;amp;pg=44"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Em 1/3/2000: Sob o manto do fanatismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1895&amp;amp;pg=80"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Em 9/3/2005: Uma primavera árabe?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2124&amp;amp;pg=98"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Em 5/8/2009: As rosas de Teerã&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2201&amp;amp;pg=66"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Em 26/1/2011: Revolução do Jasmim&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-3370178564456402612?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/3370178564456402612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=3370178564456402612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3370178564456402612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3370178564456402612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/02/15-revolucao-egipcia-ii.html' title='15 - A Revolução Egípcia (II)'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-4655450995103481533</id><published>2011-02-22T16:12:00.000-08:00</published><updated>2011-02-22T16:12:13.545-08:00</updated><title type='text'>14 - A Revolução Egípcia (I)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;P&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;essoal, seguem dois textos bem interessantes sobre os últimos acontecimentos no Egito. O primeiro texto trata da Irmandade Muçulmana, o principal grupo de oposição ao (ex) regime de Mubarak. O segundo texto é uma entrevista com o escritor egípcio Tarek Osman. Ambos saíram na edição eletrônica da Veja do dia 22 de fevereiro de 2011 (&lt;a href="http://www.veja.abril.com.br/"&gt;www.veja.abril.com.br&lt;/a&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Texto I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 7.5pt; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Irmandade Muçulmana: os fundamentalistas contra Mubarak&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: 11.25pt; mso-outline-level: 2;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Maior e mais antigo grupo de oposição do Egito diz ter abdicado da violência, mas alguns membros continuam a apoiar terroristas pelo mundo árabe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Em 18 dias de&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: #3333ff; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/egipcios-fazem-grande-protesto-apesar-do-anuncio-de-mudancas-por-parte-do-governo" style="border-color: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-width: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;intensos protestos nas ruas do Egito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, representantes do grupo Irmandade Muçulmana fizeram coro com outros manifestantes pedindo a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak. No dia 11 de fevereiro, a "voz das ruas" prevaleceu e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: #3333ff; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/hosni-mubarak-renuncia-a-presidencia-do-egito" style="border-color: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-width: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;o ditador renunciou, deixando nas mãos do Exército a tarefa de governar até as eleições&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e abrir caminho para um regime democrático no país. Diante do receio dos ocidentais de que os fundamentalistas ameaçariam tal transição, membros da Irmandade afirmaram que não apresentarão um candidato à Presidência, porém anunciaram a formação de um partido político.&lt;b style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Mas, afinal, em que consiste o movimento, quem são seus integrantes e qual sua força e participação nos recentes protestos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A Irmandade Muçulmana é a maior e mais antiga organização islâmica do Egito e principal grupo opositor ao governo de Mubarak - apesar de nunca ter chegado a ser de fato um partido político. Fundado por Hassan Al Banna, em 1928, com o objetivo de espalhar os preceitos do Islã, o movimento teve suas ideias disseminadas rapidamente e, no fim da década de 1940, estimava-se que possuísse 2 milhões de seguidores no Egito. Logo o movimento ganhou ramificações em outras nações árabes, como a Síria e o Iraque. Em meados da década de 1950, a ascensão do teólogo Sayyid Qutb como liderança pôs a Irmandade Muçulmana na trilha do radicalismo. Qutb foi e continua sendo inspiração para grupos como o Hamas (palestino), o Hezbollah (libanês), e mesmo para a rede terrorista Al Qaeda - organizações às quais a Irmandade presta ajuda financeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Apesar de seus porta-vozes afirmarem ter adotado o caminho da moderação e da renúncia à violência, o movimento desperta temor e desconfiança no Egito e no Ocidente. Enquanto diz apoiar princípios democráticos, um de seus objetivos ainda é criar, gradualmente, um estado regido pela lei islâmica da Sharia. Seu mais conhecido slogan é: “O Islã é a solução”. Banido várias vezes pelo governo egípcio ao longo da história, o grupo ainda assim se infiltrou no parlamento com candidatos independentes que defendiam, além da liberalização da legislação partidária, a instauração das leis islâmicas no país. Na década de 1980, com a chegada de Mubarak ao poder, a Irmandade apostou em alianças com o partido Wafd, em 1984, e com os partidos dos trabalhadores e dos liberais, em 1987, tornando-se a principal força de oposição no Egito. Porém, em todos esses anos, assim como nos subsequentes, não conseguiu aprovar projetos de seu interesse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Apenas nas eleições de 2005 o grupo voltou a ganhar expressão, alcançando a sua melhor marca: candidatos aliados independentes ganharam 20% das cadeiras da Assembléia Nacional. Embora não representasse uma ameaça imediata, diante das rigorosas leis impostas por Mubarak, o resultado surpreendeu o presidente por demonstrar a força do movimento. O governo logo lançou mão de novas medidas contra a Irmandade, detendo centenas de seus membros e instituindo um conjunto de reformas legais para sufocá-la. A constituição foi reescrita para estipular que nenhum tipo de atividade política poderia ser baseada na religião. Candidatos independentes foram proibidos de concorrer à presidência, e leis deram vastos poderes às forças de segurança para deter pessoas e desfazer reuniões políticas. Nas eleições parlamentares de novembro de 2010 (certamente manchadas por fraudes), 80% das cadeiras da Assembléia ficaram com o partido governista. A Irmandade não conseguiu um assento sequer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Apoio e adesão -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Sufocados&amp;nbsp;por décadas de repressão, os grupos opositores possuem uma base popular restrita no Egito. Já a Irmandade Muçulmana, embora ilegal e com menos importância do que no passado, tem grande apoio entre as massas. Segundo Carrie Rosefsky Wickham, professora do departamento de Ciências Políticas da Universidade de Emory, em Atlanta, a aprovação popular do grupo estaria entre 20 e 40% - embora não existam dados oficiais que comprovem os números.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Em entrevista ao site de VEJA, o neto do fundador do movimento&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;,&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/o-egito-diante-dos-olhos-do-neto-do-fundador-da-opositora-irmandade-muculmana" style="border-color: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-width: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; color: #dca80b; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: #3333ff; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm; text-decoration: none;"&gt;Tariq Ramadan&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;afirma que a Irmandade não é um todo coeso. Ela abriga tradicionalistas da primeira geração, reformistas seduzidos pelo exemplo da revolução turca e radicais que desejam a imposição do islã pela violência. “Por trás da fachada de uma organização unificada e hierarquizada, existem linhas contraditórias, e não há um prognóstico fechado para o futuro do movimento”, diz ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Carrie e Ramadan concordam na avaliação de que a Irmandade não espera assumir o poder no curto prazo. "O repúdio à corrupção do regime de Mubarak era de fato um dos motores do movimento e, para se ver livre desse regime, a Irmandade buscará, ao menos num primeiro momento, partilhar o poder com outros grupos representativos da sociedade egípcia", diz Carrie. De acordo com Ramadan, as alas moderadas do movimento querem participar processo político e ter um papel no período de transição, mas sabem que não possuem representatividade suficiente para assumir o poder no momento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;Confira a linha do tempo da Irmandade Muçulmana em &lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/a-irmandade-muculmana"&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/a-irmandade-muculmana&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Texto II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;‘É a vez do movimento liberal no Egito’, aposta escritor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2 style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Em livro publicado meses antes da queda de Mubarak, o egípcio Tarek Osman previu uma revolução com origem na classe média e liderada pelos jovens&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;Ao lançar o livro&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; font-size: 12pt; line-height: 115%; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Egypt on the Brink: From Nasser to Mubarak&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; font-size: 12pt; line-height: 115%; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;O Egito por um triz: De Nasser a Mubarak&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;- tradução livre -, da editora da Univerdade de Yale, dos Estados Unidos), em novembro de 2010, o escritor egípcio Tarek Osman não imaginava que uma revolução forte o suficiente para&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: #3333ff; font-size: 12pt; line-height: 115%; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/tema/revolta-no-egito" style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;derrubar o presidente Hosni Mubarak&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;aconteceria tão rapidamente. Mas em suas pesquisas históricas encontrou pistas que previam que uma erupção popular estava prestes a ocorrer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Evitando uma cronologia linear, Osman explora as principais transformações pelas quais o Egito passou desde a queda do rei Farouk, em 1952, passando pelos regimes de Gamal Abdel Nasser (novembro de 1954 - setembro de 1970), Anuar Sadat (outubro de 1970 - outubro de 1981) e Hosni Mubarak (outubro de 1981 - fevereiro de 2011). Dedicada a leigos, esta é uma das poucas obras que abrangem a história atual do Egito, depois que o glamour do país deu lugar à superpopulação e à pobreza&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;O Egito tem atualmente mais de 80 milhões de habitantes, sendo que 30 milhões deles estão abaixo da linha de pobreza. O rápido crescimento populacional também explica o rejuvenescimento da população: o país conta com cerca de 45 milhões de jovens de menos de 30 anos. “Se não fossem os jovens, as demonstrações provavelmente não teriam acontecido nessa intensidade”, pontua o escritor, que estudou em universidades americana e italiana. Para ele, “o momento agora não é dos fundamentalistas, mas do movimento liberal no Egito".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Leia a seguir a entrevista com Tarek Osman na íntegra:&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Há pistas na história do Egito que explicam os recentes protestos que derrubaram Mubarak?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Houve uma série de fatores que resultou nessa revolta, muitos deles são ligados a uma transformação na classe média. Na era Nasser, esse grupo contava, acomodado, com o apoio econômico de um governo assistencialista. Depois disso, com Sadat e Mubarak, o governo gradualmente começou a mudar sua estratégia econômica, abrindo espaço para a iniciativa privada. Isso levou naturalmente a uma grande transformação na qualidade de vida dos trabalhadores. Sem as garantias empregatícias do governo, setores tradicionais do grupo, como professores, médicos e engenheiros, começaram a sofrer problemas financeiros. Consequentemente, a legitimidade do regime também ficou abalada, reduzindo a tolerância das pessoas em relação àquela aparente democracia em que eles não tinham qualquer participação real.&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;No seu livro, o senhor dedica um capítulo inteiro aos jovens egípcios, que representam uma grande porcentagem da população do país e foram os protagonistas dos distúrbios. De que forma esse fator demográfico também colaborou para a queda do presidente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Eu diria que esse é o ponto mais importante. A população do país praticamente duplicou nos últimos 30 anos. Quando Mubarak chegou ao poder, em 1981, esse número não passava de 45 milhões de pessoas. Hoje, os egípcios já somam mais de 82 milhões, sendo que mais de 45 milhões deles são jovens - todos em busca de se beneficiar nessa transição socio-econômica. O ímpeto de mudanças de uma população tão jovem assim, somado à crescente pressão sobre a classe média e ao questionamento geral sobre a legitimidade do governo, resultou nas recentes revoltas, organizadas pelas redes sociais. Na minha opinião, se não fossem os jovens, as demonstrações provavelmente não teriam acontecido nessa intensidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Os opositores ao governo Mubarak sempre foram duramente reprimidos. Por que a população se sentiu forte o suficiente para manifestar com tanta força desta vez?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;É importante destacar que não foi a oposição política do Egito, reprimida há décadas, que se movimentou para as manifestações. Quem iniciou a revolução foram cidadãos comuns, especialmente de setores da classe média, representados pelos jovens egípcios, e não por qualquer partido político. Há quem diga que o que impulsionou a revolta foram as eleições parlamentares de novembro de 2010, acusadas de terem sido fraudadas por Mubarak, mas eu acredito que o principal catalisador foi a pressão socio-econômica em cima da classe média, que precisava ser aliviada.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Como foi a experiência de estar entre os egípcios no dia em que Mubarak renunciou?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Tive muita sorte de não precisar sair do país nas últimas cinco semanas. Foi um momento histórico, além de ter sido bastante inspirador. Principalmente pelo fato de aquelas milhares de pessoas representarem um número enorme de segmentos da sociedade - os manifestantes não estavam à frente de um único grupo ideológico. Acho que por isso a revolta foi tão poderosa a ponto de derrubar um regime.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Seu livro foi lançado em novembro de 2010. O senhor imaginou que uma revolta de tais proporções fosse estourar poucos meses depois?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; Se eu dissesse que imaginava, estaria mentindo. Acho que muitas pessoas, inclusive eu, previram uma erupção no Egito, com origem na classe média e liderada pelos jovens. Para mim, isso certamente estava prestes a acontecer, mas quando, exatamente, era difícil de se prever. É certo que a idade de Mubarak estava em nossos pensamentos - ele fará 84 anos -, além dos fatores que já mencionei. Diante de qualquer fraqueza no sistema, certamente se iniciaria uma revolta. O que podemos dizer é que a Tunísia e as últimas eleições parlamentares abriram as portas para essa erupção acontecer.&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;De que forma a era Mubarak se diferencia das outras passadas, de Nasser e Sadat, em termos democráticos e de participação da oposição?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; O regime foi muito mais aberto economicamente do que o de Nasser, o que foi necessário com o rápido crescimento da população. Pela primeira vez em toda a história, o setor privado no Egito se tornou o maior empregador dos egípcios. Até então, era somente o setor público que empregava. Com isso, as pessoas se tornaram economicamente independentes do regime e, consequentemente, aptas a escutar suas próprias reclamações e a se opor ao governo. O &lt;i&gt;estabilishment &lt;/i&gt;que sempre colocou os militares no topo, embora ainda exista, cedeu espaço nos últimos 10 anos também para grandes financiadores, numa sociedade cada vez mais capitalista, o que colaborou para o enfraquecimento do regime.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;O senhor acredita que o Exército cumprirá com suas promessas na transição para a democracia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; O Conselho Superior das Forças Armadas repetiu três vezes publicamente que vai garantir eleições livres e democráticas. Além disso, os militares têm um enorme respeito em relação aos egípcios. Eles ganharam até mais respeito nas últimas três semanas, pois quase não intervieram nas manifestações e não se opuseram à população. Acho improvável que eles façam algo que abale esse respeito que conquistaram. Se a classe média, especialmente os jovens egípcios, tem um ímpeto para mudanças, com o apoio de outros muitos milhões de pessoas, não acredito que o Exército se oponha a essas aspirações.&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;No seu livro, o senhor escreve bastante sobre religião. O quão importante ela é para a política no Egito?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; É extremamente importante. Nas últimas décadas, uma série de sectarismos surgiu no Egito. Essas divisões se intensificaram nos últimos dez anos, resultando em violentos confrontos entre segmentos religiosos no país. No primeiro dia de 2011, por exemplo,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: #3333ff; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/atentado-contra-igreja-no-egito-faz-21-mortos" style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;dezenas de cristãos morreram em Alexandria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;, &lt;/span&gt;em um atentado. Com isso, a sociedade egípcia ficou amedrontada, depois de muitos anos de paz entre cristãos e islâmicos. A classe média, especialmente, por causa das tensões, se tornou mais adepta da retórica nacionalista, deixando de lado a islâmica. Apesar de a Irmandade Muçulmana continuar sendo o maior movimento opositor no país, é importante ressaltar que a revolta que vimos nas últimas semanas foi impulsionada por um nacionalismo secular, e não pelo idealismo islâmico.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; &lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;A Irmandade Muçulmana, embora garanta que não apresentará um candidato à Presidência, já anunciou a criação de um partido político após as reformas na Constituição. Quais são as aspirações do movimento, em sua opinião?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; O grupo foi por muitos anos o mais organizado e poderoso da oposição egípcia. O fato de que querer formar um partido político era previsível. Porém, a Irmandade Muçulmana&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; color: #3333ff; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/o-egito-diante-dos-olhos-do-neto-do-fundador-da-opositora-irmandade-muculmana" style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;não é um grupo coerente e homogêneo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a;"&gt;, &lt;/span&gt;há uma série de divisões dentro dele, e a atitude de cada um é diferente. Da mesma forma em que existem os conservadores, há também milhares de seguidores jovens. Nas eleições de novembro de 2010, essas tensões internas ficaram muito claras. O momento agora, como disse, não é dos fundamentalistas, mas do movimento liberal no Egito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: initial; border-style: initial; line-height: 13.5pt; list-style-image: initial; list-style-position: initial; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;Existe a possibilidade de o Egito se tornar uma ditadura islâmica como o Irã&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="border-color: initial; border-style: initial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt; No futuro, vamos ter um partido que represente a Irmandade Muçulmana e o Islã. Ele possivelmente terá uma forte representatividade no Parlamento, mas isso não significa que vai eleger um presidente ou ter um de seus membros como uma poderosa autoridade do país. Atualmente, já se vê muitos outros partidos políticos emergindo, especialmente do movimento liberal. Como o panorama político agora é muito mais aberto e livre, eles poderão se organizar e criar uma concorrência que a Irmandade nunca teve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Confira o infográfico sobre os principais pontos do livro em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt; &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/%E2%80%98e-a-vez-do-movimento-liberal-no-egito%E2%80%99-diz-escritor"&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/%E2%80%98e-a-vez-do-movimento-liberal-no-egito%E2%80%99-diz-escritor&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-4655450995103481533?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/4655450995103481533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=4655450995103481533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/4655450995103481533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/4655450995103481533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/02/14-revolucao-egipcia-i.html' title='14 - A Revolução Egípcia (I)'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-797740615280205542</id><published>2011-02-17T01:48:00.001-08:00</published><updated>2011-02-17T01:48:21.140-08:00</updated><title type='text'>13 - Sociologia na sala de aula</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pessoal, segue uma reportagem da revista Veja (31 março 2010) sobre a introdução das disciplinas Sociologia e Filosofia nas escolas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: 12.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os 8 milhões de estudantes brasileiros matriculados no ensino médio passaram a receber neste ano aulas de sociologia e filosofia - disciplinas que, por lei, se tornaram obrigatórias em escolas públicas e particulares. Com base nas diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação, cada estado fez o seu currículo, no qual a maioria dos colégios privados também se espelha em algum grau. A leitura atenta desse material traz à luz um festival de conceitos simplificados e de velhos chavões de esquerda que, os especialistas concordam, estão longe de se prestar ao essencial numa sala de aula: expandir o horizonte dos alunos. Não faltam exemplos de obscurantismo. Para se ter uma ideia, no Acre uma das metas do currículo de sociologia é ensinar os estudantes a produzir regimentos internos para sindicatos de trabalhadores - verdadeiro absurdo. Um dos explícitos objetivos das aulas em Goiás, por sua vez, é incrustar no aluno a ideia de que "a constante diminuição de cargos em empresas do mundo capitalista é um fator estrutural do sistema econômico" (visão pedestre que desconsidera o fato de que esse mesmo regime resultou em mais e melhores empregos no curso da história). Sem dar às questões a complexidade que elas merecem, as aulas abrangem de tudo: no Espírito Santo, por exemplo, a filosofia abarca da culinária capixaba aos ritmos indígenas. Conclui o sociólogo Simon Schwartzman: "Tratadas com superficialidade e viés ideológico, essas disciplinas só tendem a estreitar, no lugar de ampliar, a visão de mundo". [&lt;a href="http://www.escolasempartido.org/index.php?id=38,1,article,2,308,sid,1,ch" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;Não deixe de ler a crítica de Simon Schwartzman sobre o currículo de sociologia para o ensino médio no Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: 12.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O viés presente nas aulas de sociologia e filosofia tem suas raízes fincadas nas faculdades de ciências sociais - de onde saíram, ou a que ainda pertencem, os professores responsáveis pela confecção dos atuais currículos. Desde a década de 70, quando se firmaram como trincheiras de combate à ditadura militar nas universidades, tais cursos se ancoram no ideário marxista, à revelia da própria implosão do comunismo no mundo - e estão cada vez mais distantes do rigor e da complexidade do pensamento do alemão Karl Marx (1818-1883). Diz a doutora em ciências sociais Eunice Durham, da Universidade de São Paulo: "Boa parte dessas faculdades propaga apenas panfletos pseudomarxistas repletos de clichês e generalizações, sem se dar sequer ao trabalho de consultar o original". Isso se reflete agora, e de forma acentuada, nos currículos escolares de sociologia e filosofia, criticados até mesmo por quem participou da feitura deles. À frente da equipe que compôs os do Rio de Janeiro, a educadora Teresa Pontual, subsecretária estadual de Educação, chega a reconhecer: "Se criássemos diretrizes distantes demais da realidade dos professores, eles simplesmente não as aplicariam na sala de aula - fomos apenas realistas".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: 12.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt;Sob a influência francesa, a sociologia e a filosofia começaram a ganhar espaço no ensino médio brasileiro no fim do século XIX, até se tornarem obrigatórias, ainda que com pequenas interrupções, entre 1925 e 1971. Seu retorno definitivo ao currículo, sacramentado por uma lei aprovada no Congresso dois anos atrás para entrar em vigor justamente agora, era um pleito antigo dos sindicatos dos profissionais dessas áreas. Em 2001, projeto de lei com o mesmo propósito havia passado pelo Congresso, só que acabou vetado pelo então presidente (e sociólogo) Fernando Henrique Cardoso. À época, um parecer do MEC afirmava que os gastos para os estados seriam altos demais e que não havia no país professores em número suficiente para atender à nova demanda. Desta vez, o próprio ministro Fernando Haddad, filósofo de formação, empenhou-se para aprovar o texto. Daqui para a frente, de acordo com um levantamento do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, serão recrutados mais 20&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt;000 professores no país inteiro. Trata-se de algo temerário, segundo alerta o sociólogo Bolívar Lamounier: "Não há tanta gente qualificada para desempenhar tal função no Brasil". A experiência recente das próprias escolas já sinaliza isso. "Está sendo duríssimo achar professores dessas áreas que sejam desprovidos da visão ideológica", conta Sílvio Barini, diretor do São Domingos, colégio particular de São Paulo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: 12.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao obrigar as escolas a ensinar sociologia e filosofia a todos os alunos, o Brasil se junta à maioria dos países da América Latina - e se distancia dos mais avançados em sala de aula, que oferecem essas disciplinas apenas como eletivas. Deixá-las de fora da grade fixa é uma decisão que se baseia no que a experiência já provou. Resume o economista Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: "Os países mais desenvolvidos já entenderam há muito tempo que é absolutamente irreal esperar que todos os estudantes de ensino médio alcancem a complexidade mínima dos temas da sociologia ou da filosofia - ainda mais num país em que os alunos acumulam tantas deficiências básicas, como o Brasil". Em outros países da América Latina, esse tipo de iniciativa também costuma resvalar em aulas contaminadas pela ideologia de esquerda, preponderante nas escolas. Não será desse jeito que o Brasil dará o necessário passo rumo à excelência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: 12.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/310310/ideologia-cartilha-p-116.shtml"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://veja.abril.com.br/310310/ideologia-cartilha-p-116.shtml&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-797740615280205542?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/797740615280205542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=797740615280205542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/797740615280205542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/797740615280205542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/02/13-sociologia-na-sala-de-aula.html' title='13 - Sociologia na sala de aula'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-2717027504862006043</id><published>2011-02-17T01:31:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T01:33:46.414-08:00</updated><title type='text'>12 - Livro: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Pessoal, na postagem 2, indico alguns livros de História. Entre eles o &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Guia Politicamente Incorreto da História do Brasi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;l, de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Leandro Narloch&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Achei um texto escrito pelo próprio Narloch em que ele descreve o seu livro. Segue abaixo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Lancei recentemente pela editora Leya o livro&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Guia Politicamente Incorreto da História&lt;/em&gt;do Brasil, uma reunião de&amp;nbsp;informações esquecidas e episódios irritantes e desagradáveis a quem se considera vítima de "grandes potências", "exploradores" e "imperialistas". Deixo para os leitores do MSM alguns exemplos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Zumbi tinha escravos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Nos anos 70, os historiadores marxistas projetaram no Quilombo de Palmares tudo o que imaginavam de sagrado para uma sociedade comunista: igualdade, relações de trabalho pacíficas e comida para todos. Sabe-se hoje que o quilombo do século 17 estava mais para um reino africano daquela época que para uma sociedade de moldes que surgiram mais de um século depois. Zumbi provavelmente descendia de imbangalas, os "senhores da guerra" da África Centro-Ocidental. Guerreiros temidos, eles habitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestros dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque a comunidades vizinhas, recrutavam garotos, que depois transformariam em guerreiros, e adultos para trocar por ferramentas e armas. Esse modo de vida é bem parecido ao descrito por quem conheceu o Quilombo dos Palmares. "Quando alguns negros fugiam, mandava-lhes crioulos no encalço e uma vez pegados, eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor", afirma o capitão holandês João Blaer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Décio Freitas inventou dados sobre Zumbi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Os historiadores marxistas que engrandeceram Zumbi tinham um problema: não há sequer um documento dando detalhes da personalidade ou da biografia do líder negro. Para resolver esse obstáculo, Décio Freitas mentiu sem culpa. No livro&lt;em&gt;Palmares: A Guerra dos Escravos&lt;/em&gt;, Décio afirma ter encontrado cartas mostrando que o herói cresceu num convento de Alagoas, onde recebeu o nome de Francisco e aprendeu a falar latim e português. Aos 15 anos, atendendo ao chamado do seu povo, teria partido para o quilombo. As cartas sobre a infância de Zumbi teriam sido enviadas pelo padre Antônio Melo, da vila alagoana de Porto Calvo, para um padre de Portugal, onde Décio as teria encontrado. Ele nunca mostrou as mensagens para os historiadores que insistiram em ver o material. A mesma suspeita recai sobre outro livro seu,&lt;em&gt;O Maior Crime da Terra&lt;/em&gt;. O historiador gaúcho Claudio Pereira Elmir procurou por cinco anos algum vestígio dos registros policiais que Décio cita. Não encontrou nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quem mais matou índios foram os índios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Nas bandeiras ao interior do Brasil, geralmente apontadas como a maior causa de morte da população indígena depois das epidemias, havia no mínimo duas vezes mais índios - normalmente dez vezes mais. Sobre a mais mortífera delas, a que o bandeirante Raposo Tavares empreendeu até as aldeias jesuíticas de Guaíra, os relatos apontam para uma bandeira formada por 900 paulistas e 2 mil índios tupis. "No entanto, nestas versões, o total de paulistas parece exagerado, uma vez que é possível identificar apenas 119 participantes em outras fontes", escreveu o historiador John Manuel Monteiro no livro&lt;em&gt;Negros da Terra&lt;/em&gt;. Cogita-se até que o modelo militar das bandeiras seja resultado mais da influência indígena que europeia. "É difícil evitar a impressão, por exemplo, de que as bandeiras representavam uma predileção tupi por aventuras militares", afirma o historiador Warren Dean.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os portugueses ensinaram os índios a preservar a floresta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Apesar de muitos líderes indígenas de hoje afirmarem que o "homem branco" destruiu a floresta enquanto eles tentavam protegê-la, esse discurso politicamente correto não nasceu com eles. Nasceu com os europeus logo nas primeiras décadas após a conquista. Os portugueses criaram leis ambientais para o território brasileiro já no século 16. As ordenações do rei Manuel I (1469-1521) proibiam o corte de árvores frutíferas em Portugal e em todas as colônias. No Brasil, essa lei protegeu centenas de espécies nativas. Em 1605, o Regimento do Pau-Brasil estabeleceu punições para os madeireiros que derrubassem mais árvores do que o previsto na licença. Conforme a quantidade de madeira cortada ilegalmente, o explorador poderia ser condenado à pena de morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;João Goulart favorecia empreiteiras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A informação vem do próprio Samuel Wainer, no livro&lt;em&gt;Minha Razão de Viver&lt;/em&gt;. De acordo com o jornalista, então diretor do Última Hora e um dos principais aliados do presidente, o esquema da época era aquele famoso tipo de corrupção que hoje motiva escândalos. "Quando se anunciava alguma obra pública, o que valia não era a concorrência - todas as concorrências vinham com cartas marcadas, funcionavam como mera fachada", escreveu Wainer. O que tinha valor era a combinação feita entre homens do governo e das empresas por trás das cortinas. "Naturalmente, as empresas beneficiadas retribuíam com generosas doações, sempre clandestinas, à boa vontade do governo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os guerrilheiros comunistas não lutavam por liberdade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;De dezoito estatutos e documentos escritos por organizações de luta armada nos anos 1960 e 1970, catorze descrevem o objetivo de criar um sistema de partido único e erguer uma ditadura similar aos regimes comunistas que existiam na China e em Cuba. A Ação Popular, por exemplo, defendia com todas as letras "substituir a ditadura da burguesia pela ditadura do proletariado".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Leandro Narloch&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; é jornalista.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 8.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-2717027504862006043?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/2717027504862006043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=2717027504862006043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/2717027504862006043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/2717027504862006043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/02/12-livro-guia-politicamente-incorreto.html' title='12 - Livro: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-8970285670554865283</id><published>2011-02-15T02:46:00.001-08:00</published><updated>2011-02-15T02:46:00.216-08:00</updated><title type='text'>11 - Revolta e revolução</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pessoal, seguem os conceitos de revolta e revolução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Revolta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O mesmo que &lt;b&gt;rebelião&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Revolta é a ação de desobediência contra a ordem estabelecida ou a autoridade, como o governo ou as instituições do Estado. A revolta pode ser um ato individual ou coletivo, violento ou pacífico. Ela é distinta da revolução. Uma revolta ou rebelião pode se transformar em uma revolução, mas a revolta normalmente é um acontecimento bem diferente: ela é mais localizada, sua motivação ideológica é muitas vezes ausente e ela reivindica medidas políticas ou econômicas imediatas que não implicam em transformar total ou radicalmente a ordem vigente – ao contrário, uma revolta pode ser desencadeada para forçar o governo a aplicar a lei ou restaurar algum direito abolido. A rebelião pode estourar espontaneamente em razão do descontentamento de algum setor da sociedade com a sua situação, mas também pode ser resultado de um planejamento ou conspiração. A revolta armada costuma ser chamada de &lt;b&gt;insurreição&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;levante&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;sublevação&lt;/b&gt;. A revolta termina com os rebeldes sendo reprimidos pelo Estado (às vezes também anistiados) ou com suas reivindicações atendidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Revolução&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Revolução é uma mudança relativamente rápida e profunda nas estruturas da sociedade. Nesse sentido, podemos falar em:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Revolução política.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; Mudança rápida, profunda e, em geral, violenta no regime político de uma sociedade, envolvendo a participação das massas. A revolução política resulta na ascensão de novos grupos dirigentes, no estabelecimento de novas instituições políticas e, na maioria dos casos, na alteração da estrutura social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Revolução econômica.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; Mudança relativamente rápida e profunda na organização econômica da sociedade por meio do emprego de novas tecnologias, de uma nova divisão de trabalho e de novas relações de produção e/ou de distribuição de riquezas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Revolução cultural.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; Mudança rápida e profunda nos valores, costumes e idéias da sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Revolução burguesa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Revolução burguesa é a revolução política &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;que cria um Estado com instituições e leis favoráveis ao desenvolvimento do capitalismo. Em geral, ela é identificada com a &lt;b&gt;revolução liberal&lt;/b&gt;, quer dizer, com uma revolução inspirada nos valores do liberalismo e no estabelecimento de um regime liberal (direitos naturais do indivíduo, como vida, propriedade privada e liberdade; ideal de cidadania, assegurando esses direitos e deveres; isonomia ou igualdade dos cidadãos diante da lei; governo eleito constitucional limitado pela lei; tolerância ideológica e liberdade de expressão; liberdade econômica com pouca intervenção estatal no capitalismo).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-8970285670554865283?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/8970285670554865283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=8970285670554865283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/8970285670554865283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/8970285670554865283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/02/11-revolta-e-revolucao_15.html' title='11 - Revolta e revolução'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-3189460902928547787</id><published>2011-02-10T00:28:00.001-08:00</published><updated>2011-02-10T00:28:49.054-08:00</updated><title type='text'>10 - Estudante de 16 anos passa em nove vestibulares de medicina</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt: 9.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt: 9.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Pessoal, recebi uma mensagem interessante do professor Riemma. Trata-se de uma reportagem sobre uma estudante de 16 anos aprovada no vestibular em diversas universidades. Saiu no G1 (09/02/2011) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-alt: 9.0pt; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.7pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-alt: 9.0pt; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.7pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;Estudante de 16 anos é aprovada em nove vestibulares para medicina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; mso-outline-level: 2;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; mso-outline-level: 2;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.1pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;'Sempre fui exigente demais comigo', diz Marcela. Garota vai estudar na Universidade de São Paulo (USP).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; mso-line-height-alt: 9.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; mso-line-height-alt: 9.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;Vanessa Fajardo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Do G1, em São Paulo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt: 9.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Marcela Malheiro Santos, de 16 anos, tem o privilégio de escolher entre o curso de medicina de nove universidades brasileiras. A estudante foi aprovada nas principais instituições de ensino do país, entre elas: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px;"&gt;No total, Marcela prestou 13 vestibulares. Passou em nove, não passou em quatro. A estudante já decidiu: vai fazer o curso de medicina da USP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Filha de um bancário e uma profissional de biblioteconomia, a estudante diz que seus pais nunca exigiram que ela fosse uma aluna excelente e tivesse sucesso no vestibular. A mãe, inclusive, avisou que a família faria um esforço para mantê-la em uma universidade particular caso ela não conseguisse vaga nas públicas. Porém, Marcela nem trabalhou com esta hipótese.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;"Sempre fui exigente demais comigo. Na escola se eu tirasse nove ficava mal e ia questionar o professor", disse Marcela ao receber a reportagem do&amp;nbsp;&lt;b&gt;G1&lt;/b&gt;&amp;nbsp;em sua casa, no bairro de Pirituba, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (9). Em plena entrevista, o nome da vestibulanda aparecia em mais uma lista, a dos aprovados em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Mesmo antes de concluir o ensino médio, o nome da estudante já aparecia na lista de classificados da USP. No ano passado, ela foi aprovada como treineira na área de biológicas, e no primeiro ano do ensino médio também passou para a segunda fase, mas não fez a prova porque foi viajar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Quando criança, ela 'pulou' um ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda criança, Marcela mostrou seu potencial. Quando tinha 6 anos, sua mãe foi informada pela professora de educação infantil da escola onde estudava que a menina já estava alfabetizada e portanto atrapalhava o andamento da turma, por isso deveria ser matriculada no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, "pular" um ano. A mãe, na época, teve dificuldades de encontrar um colégio que aceitasse a matrícula já que a menina ainda não havia completado 7 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Marcela fará 17 anos no próximo dia 22 de fevereiro. Para ela, a pouca idade não será problema quando estiver na faculdade. "Todo mundo estará lá com o mesmo objetivo. Foi difícil para todo mundo da mesma forma, por isso a idade não faz diferença."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Aluna do Colégio Integrado Objetivo, em São Paulo, Marcela diz que não esperava passar em nenhum dos vestibulares que prestou. Tanto que chegou a se matricular como garantia na PUC-Paraná, uma das primeiras instituições a divulgar o resultado. "Toda vez que via meu nome na lista de aprovados ficava muito surpresa", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dedicação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tanto sucesso não foi à toa. Marcela sempre foi boa aluna, ama ler e reservou o ano de 2010 para se preparar ao vestibular. Desistiu das aulas de balé, jazz e sapateado, das conversas com os amigos pela internet, e dos passeios. No máximo, dava uma volta de meia hora de bicicleta, pelo bairro onde mora, em Pirituba, aos domingos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;De manhã, frequentava as aulas regulares do terceiro ano do ensino médio, e à tarde aproveitava as atividades extras da escola, como plantão de dúvidas e aulas de redação. Em casa estudava na escrivaninha no quarto, sob silêncio total. "Nunca fui de ficar estudando o tempo todo, mas prestava muita atenção nas aulas. Os professores dão dicas do que vai cair e há questões modelo que você pode treinar", destacou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A tática de Marcela foi inversa da maioria dos vestibulandos. Entre janeiro a maio de 2010, ela pegou pesado nos estudos, e relaxou no segundo semestre. "Não dá para estudar como maluca. Você fica muito cansada e dá mais nervosismo na hora da prova."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Escolha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A opção por estudar medicina veio de empurrão dos pais que consideram que ela tem perfil para carreira. A garota não imagina como será o curso, nem tem ideia da especialidade que pretende seguir. No momento, está ansiosa com o trote. "Estou com um pouco de medo, mas conheço uma menina que está no segundo ano que pode me ajudar", brinca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Concluída a missão de passar no vestibular, Marcela tem planos de fazer dança de salão e voltar a viajar - uma de suas paixões. Quando fez 15 anos pode escolher entre uma festa e uma viagem. Fez a segunda opção e passou 30 dias viajando pela Europa com a irmã que também seguiu carreira em saúde e é dentista. Para comemorar o sucesso nos vestibulares, Marcela pretende fazer uma nova viagem com os pais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Veja dicas de estudos da vestibulanda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; letter-spacing: -.25pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;- Se possível, dedicar o ano aos estudos e dispensar demais compromissos;&lt;br /&gt;- Não estudar muitas horas por dia;&lt;br /&gt;- Prestar atenção nas aulas e nas dicas dos professores;&lt;br /&gt;- Responder questões de vestibulares anteriores, pois muitos modelos são mantidos;&lt;br /&gt;- Ler revistas, jornais, livros e sites informativos;&lt;br /&gt;- Aos alunos que ainda não estão no terceiro ano, vale a pena prestar vestibular como treineiro;&lt;br /&gt;- Revisar a matéria do dia, em casa;&lt;br /&gt;- Fazer uma redação por semana;&lt;br /&gt;- Buscar formas de relaxar o corpo e a mente pelo menos uma vez por semana;&lt;br /&gt;- Evitar comidas pesadas, como fritura, principalmente antes das provas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-3189460902928547787?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/3189460902928547787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=3189460902928547787' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3189460902928547787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3189460902928547787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/02/10-estudante-de-16-anos-passa-em-nove.html' title='10 - Estudante de 16 anos passa em nove vestibulares de medicina'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-3522508883466187527</id><published>2011-01-31T11:39:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T11:39:52.982-08:00</updated><title type='text'>1 - Bem-vindo(a)!</title><content type='html'>Estamos iniciando mais um ano letivo. Neste blog você encontrará:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Esquemas e textos de História baseados no conteúdo da Segunda Etapa do PAS/UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Comentários e sugestões de livros e filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Trechos de reportagens e de outros blogs sobre história e atualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog só publica comentários de usuários com conta no Google. Portanto, se você quiser comentar as postagens terá que criar a sua conta. Comentários que eu considerar ofensivos serão apagados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se que a construção do conhecimento não é algo fácil. O estudo pode ser, às vezes, divertido. Mas ele exige sempre esforço, o que envolve concentração, dedicação e alguma dose de sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom trabalho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-3522508883466187527?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/3522508883466187527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=3522508883466187527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3522508883466187527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3522508883466187527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/01/1-bem-vindoa.html' title='1 - Bem-vindo(a)!'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-179491698820823551</id><published>2011-01-31T11:36:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T11:36:54.181-08:00</updated><title type='text'>2 - Conteúdos e sugestões de leituras</title><content type='html'>O conteúdo de História do Segundo Ano do Ensino Médio segue, em suas linhas gerais, o programa da segunda etapa do PAS/UnB. Esse conteúdo envolve História Geral e História do Brasil nos séculos XVII, XVIII e XIX. Mais precisamente em &lt;strong&gt;História Geral&lt;/strong&gt;, os assuntos são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Revolução Inglesa (1640-1689)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Revolução Industrial (1780-1900)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Iluminismo (século XVIII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Crise do Antigo Regime e do colonialismo mercantilista (1760-1825)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Revolução Americana (1775-1787) e os EUA no século XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Revolução Francesa/Era Napoleônica (1789-1815)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Revoluções Latino-Americanas (1790-1825) e América Latina no século XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Europa no século XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Imperialismo no século XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assuntos da &lt;strong&gt;História do Brasil&lt;/strong&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Movimentos de independência (1789-1825)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Época da Monarquia (1822-1889), incluindo as fases políticas, a formação da identidade nacional, as disputas territoriais no Prata, a questão do escravismo e as transformações econômico-sociais associadas ao avanço do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros adotados pela escola e os textos avulsos atendem esses assuntos. Contudo, se você gosta de História e deseja aprofundar o conteúdo, sugiro os seguintes títulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sobre a História do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;História do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Boris Fausto&lt;/strong&gt; (Editora EDUSP, 1994)&lt;br /&gt;Lançado há mais de uma década, esse livro de Boris Fausto consolidou-se como o melhor manual de História do Brasil, tornando-se referência no gênero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Uma Breve História do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Mary del Priore e Renato Venâncio&lt;/strong&gt; (Editora Planeta do Brasil, 2010)&lt;br /&gt;De leitura fácil e agradável, essa obra segue uma linha narrativa e menos acadêmica do que o livro de Boris Fausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.&lt;/span&gt; Leandro Narloch&lt;/strong&gt; (Editora Leya, 2009)&lt;br /&gt;Escrito por um jornalista inspirado no sucesso da série americana The Politically Incorrect Guide's, esse livro propõe uma interessante revisão de alguns mitos da história do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sobre a História Geral&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Civilização Ocidental – Uma História Concisa.&lt;/span&gt; Marvin Perry&lt;/strong&gt; (Editora Martins Fontes, 1999)&lt;br /&gt;Esse manual universitário de leitura fácil é a melhor síntese disponível em língua portuguesa sobre a história da Europa, das origens da civilização ao final do século XX. Abrangente, bem escrito e com ótimas análises – destacando-se os capítulos sobre o pensamento e a cultura ocidental – é um livro que vale a pena ser adquirido para a sua biblioteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;A Riqueza e a Pobreza das Nações.&lt;/span&gt; David Landes&lt;/strong&gt; (Editora Campus, 1998)&lt;br /&gt;Por que algumas nações são tão ricas e outras tão pobres? O autor estuda a trajetória das nações “vencedoras” e das “perdedoras” nos últimos 600 anos, destacando o papel da cultura no sucesso – ou fracasso – econômico e militar dos povos. Excelente análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;História das Idéias Políticas.&lt;/span&gt; Oliver Nay&lt;/strong&gt; (Editora Vozes, 2007)&lt;br /&gt;Ótimo manual que descreve e analisa as idéias políticas de centenas de pensadores da Antiguidade Clássica aos nossos dias. Os capítulos 4, 5 e 6 especialmente tratam do período cobrado na 2a etapa do PAS/UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sobre a História da América Latina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;História da América Latina Vol. III – Da Independência até 1870.&lt;/span&gt; Leslie Bethel&lt;/strong&gt; (Editora EDUSP, 2004)&lt;br /&gt;Esse livro faz parte de uma coleção originalmente editada pela Cambridge e organizada por Leslie Bethel, dos quais seis volumes foram traduzidos no Brasil. É claramente a melhor e mais detalhada obra sobre a história da América Latina. O terceiro volume abrange o período cobrado na 2a etapa do PAS/UnB, inclusive com capítulos sobre o Brasil monárquico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sobre a História dos EUA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Uma Reavaliação da História dos Estados Unidos.&lt;/span&gt; Charles Seller, Henry May e Neil McMillen&lt;/strong&gt; (Jorge Zahar Editor, 1990).&lt;br /&gt;De longe o melhor manual de História dos EUA publicado no Brasil. Os capítulos são intercalados por análises e polêmicas historiográficas. Infelizmente, parece que deixou de ser editado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;A History of the American People.&lt;/span&gt; Paul Johnson&lt;/strong&gt; (Editora Harper Perennial, 1997)&lt;br /&gt;Excelente narrativa e análise da história dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses títulos constituem a biblioteca básica do nosso conteúdo para, repito, quem quiser aprofundá-lo. No decorrer das postagens dos assuntos, vou citar outros títulos mais específicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-179491698820823551?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/179491698820823551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=179491698820823551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/179491698820823551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/179491698820823551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/01/2-conteudos-e-sugestoes-de-leituras.html' title='2 - Conteúdos e sugestões de leituras'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-7392109013431839985</id><published>2011-01-31T11:24:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T11:26:08.083-08:00</updated><title type='text'>3 - Conceitos básicos</title><content type='html'>Durante o ano vamos utilizar diversos termos, entre eles “civilização”, “Ocidente”, “modernidade”, “modernização”, “capitalismo”, “imperialismo”, “colonialismo” e “liberalismo”. Abaixo você tem os conceitos básicos desses termos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Civilização&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sentido cultural, civilização é um agrupamento de povos que compartilham diversos elementos ideológicos e políticos comuns, como religião, valores, normas e instituições, distintos daqueles de outros povos. Segundo essa interpretação, o núcleo de uma civilização é formado pelos seus países mais ricos e poderosos – os Estados-núcleos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Civilização ocidental ou Ocidente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocidente ou civilização ocidental é o agrupamento cultural constituído pela Europa (onde essa civilização se originou) e os países de intenso povoamento europeu da América e da Oceania. Apesar de cada uma das diversas sociedades do Ocidente possuir características culturais particulares ou únicas (sua identidade cultural nacional), elas estariam unidas por uma cultura mais ampla comum baseada na fusão das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e germânicas. Os principais elementos culturais da civilização ocidental são o legado clássico (filosofia e racionalismo gregos, o Direito romano, o conceito de cidadania), o cristianismo, a tradição medieval de constitucionalismo (a lei limitando o poder do governo) e de corpos representativos (parlamento) e o individualismo. Até 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, a Europa foi o núcleo do Ocidente. Entre 1914 e 1945, o núcleo foi baseado em um equilíbrio entre a Europa e os EUA. Depois de 1945, os EUA assumiram a posição de principal Estado-núcleo da civilização ocidental, ainda que essa posição tenha sido desafiada pela força militar da URSS durante a fase da Guerra Fria (1945-1991).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Modernidade e modernização&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Modernidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; refere-se à fase da história das sociedades caracterizada pela industrialização, pela intensa urbanização, pela crença no racionalismo e no progresso e pelo avanço do pensamento secular ou laico (não-religioso) na política e no ensino em detrimento da religião – um conjunto de transformações nas estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais das sociedades agrárias ou tradicionais, resultado do impacto da Revolução Industrial e das idéias derivadas do Iluminismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Modernização &lt;/strong&gt;é o processo de implantação da modernidade em uma sociedade pré-moderna. Em outras palavras, modernização é a transformação de uma sociedade pré-industrial (a sociedade agrária ou tradicional) em uma sociedade industrial e urbana (a sociedade moderna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Capitalismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitalismo é um sistema econômico e social com as seguintes características combinadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Economia de mercado – produção e distribuição de bens, serviços e informações voltadas para o comércio, visando o lucro e o capital (riqueza que investida gera mais riqueza) em um regime de concorrência entre empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Propriedade privada do capital – empresas, meios de produção e outras fontes de riquezas pertencem aos capitalistas ou “burgueses”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Predomínio do trabalho livre e assalariado do “proletariado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Imperialismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imperialismo é a tentativa de expansão do poder de uma potência sobre outros territórios e povos com o objetivo de estabelecer algum tipo de domínio ou de controle sobre eles. Na maioria dos casos, a potência imperialista é um Estado, com governo, forças armadas e funcionários civis. Algumas vezes, entretanto, o imperialismo é resultado da ação de organizações tribais, grupos de indivíduos ou de empresas privadas, em princípio agindo de forma independente do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imperialismo pode ser motivado por questões econômicas (busca de terras, matérias-primas, mercados, áreas de investimento), políticas (ampliar o poder internacional de um Estado, dominar um rival em potencial, controlar uma área estrategicamente importante para a defesa nacional, obter prestígio nacional, desviar a atenção dos problemas internos do país) e ideológicas (difundir, pela força, uma doutrina religiosa ou política secular).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imperialismo é um fenômeno antigo na história das relações internacionais, ocorrendo em sociedades tradicionais e modernas, não-capitalistas e capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Colonialismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colonialismo é o domínio de um país ou povo por uma potência imperialista, resultado de um imperialismo bem-sucedido (quando o imperialismo fracassa, não há colonialismo). O colonialismo implica na existência de um império colonial ou sistema colonial: uma relação internacional de dominação entre um centro de poder ou metrópole (a potência imperialista) e sua periferia ou colônia (o território dominado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no caso do imperialismo, o colonialismo na maioria das vezes é organizado por um Estado, mas ocasionalmente ele também pode ser estabelecido por grupos privados. Mas mesmo quando o colonialismo é uma iniciativa de forças não-governamentais, o Estado acaba se envolvendo direta ou indiretamente sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colonialismo também é um fenômeno antigo nas relações internacionais e pode ser dividido em dois tipos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ &lt;strong&gt;Colonialismo formal ou direto:&lt;/strong&gt; quando a metrópole governa a colônia, que é dominada política e economicamente pela potência imperialista. Exemplo: o domínio de Portugal no Brasil em 1530-1815. É comum categorizar o colonialismo formal em duas modalidades: (a) colonização de exploração: quando a colônia é criada, sobretudo, para gerar riquezas para a metrópole; (b) colonização de povoamento: quando a colônia é estabelecida, principalmente, para receber excedentes demográficos da metrópole. Essas duas modalidades não existiram de forma “pura”. Na prática, a maioria das colônias foi constituída combinando características desses dois modelos, com um deles predominando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ &lt;strong&gt;Colonialismo informal ou indireto:&lt;/strong&gt; quando um país é independente politicamente, mas tem sua economia controlada por uma potência imperialista, ou tem sua soberania limitada pelo poder de intervenção daquela potência. Esses países dependentes economicamente ou com pouca autonomia política são considerados semicolônias, protetorados ou áreas de influência estrangeira. Exemplo: a partilha da China em zonas de influência européia e japonesa em 1842-1945. O termo neocolonialismo costuma ser utilizado como sinônimo do colonialismo informal econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O domínio colonial e suas limitações.&lt;/strong&gt; Na prática, a dominação colonial é mantida pela combinação do uso da força bruta (violência) com a influência cultural (ideológica) da metrópole sobre a colônia. Historicamente, quando o poder militar de uma metrópole ficava enfraquecido ou reduzido por causa de guerras ou problemas econômicos, a sua capacidade de dominar a colônia diminuía e as chances da população colonial obter a independência aumentavam – obviamente, se essa população considerasse a independência uma necessidade. Por outro lado, não bastava apenas a força militar ou a repressão para garantir a dominação colonialista. Era fundamental que uma parte da população da colônia (geralmente as elites coloniais, descendente de conquistadores e de imigrantes da metrópole, ou mesmo de origem nas etnias nativas) aceitasse o colonialismo para que fosse garantido um mínimo de estabilidade e funcionamento do sistema colonial. De fato, o colonialismo podia ou pode ser aceito por vários motivos: interesses econômicos dos colonos na metrópole (comércio, empréstimos), reconhecimento da importância da metrópole para a segurança dos colonos (defesa contra revoltas de nativos ou de escravos, proteção contra invasores estrangeiros) e identificação cultural dos colonos com a metrópole. Outros fatores como o conformismo e a passividade da maior parte da população colonial também tiveram um grande peso na manutenção do colonialismo. De qualquer forma, quando os setores mais poderosos da sociedade colonial passaram a considerar que a metrópole não apenas deixara de atender aos seus interesses, mas passara também a contrariá-los ou ameaça-los, o colonialismo mantido exclusivamente por meio da violência demonstrou ser inviável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Liberalismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberalismo é a doutrina que defende a liberdade política, econômica e de pensamento do indivíduo frente ao Estado e a coletividade. &lt;strong&gt;(a) Idéias políticas:&lt;/strong&gt; o liberalismo baseia-se na crença na existência dos direitos naturais do indivíduo (vida, propriedade e liberdade), na defesa da isonomia (igualdade diante da lei), na tolerância da divergência de opinião e na divisão do Estado em três poderes (executivo, legislativo, judiciário) em um regime de “contrato social”, quer dizer, com um governo constitucional (limitado por leis), eleito e representativo dos cidadãos.&lt;strong&gt; (b) Idéias econômicas:&lt;/strong&gt; o liberalismo defende o capitalismo com pouca interferência governamental e ampla liberdade de produção e de comércio. Os liberais acreditam que a livre iniciativa, a concorrência, o respeito à propriedade e aos contratos e o mercado funcionando de acordo com as leis da oferta e da procura são condições fundamentais para o progresso econômico e social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-7392109013431839985?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/7392109013431839985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=7392109013431839985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/7392109013431839985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/7392109013431839985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2011/01/3-conceitos-basicos.html' title='3 - Conceitos básicos'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-366296323677046900</id><published>2010-04-21T06:24:00.000-07:00</published><updated>2011-01-31T11:40:36.981-08:00</updated><title type='text'>4 - A mente revolucionária</title><content type='html'>Em um texto sobre a situação política do Brasil, o filósofo &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; escreveu um interessante comentário sobre a mentalidade revolucionária, que ele remete ao Iluminismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo sujeito que traz no bolso o projeto de “um mundo melhor” acredita-se, por definição, melhor que o mundo existente. Não há razão mais forte para colocar-se acima de todo julgamento humano, nem para sentir que qualquer quantidade de poder que se entregue nas suas mãos é pouca e mesquinha para a realização de objetivo tão nobre, tão excelso. Nosso Senhor disse aos apóstolos: “Vós julgareis o mundo”. Pelo menos desde o século XVIII, não há um só militante ou mero simpatizante revolucionário que, ouvindo essas palavras, não conclua com lógica implacável: “Isso é comigo.” Por definição, o privilégio de redimir-se mediante a simples alegação de boas intenções imaginárias não se estende jamais aos adversários da revolução. Estes, a priori, agem sempre por motivos egoístas e malignos, mesmo quando nada ganhem e, de coração, tudo sacrifiquem por aquilo em que acreditam. O revolucionário, em contrapartida, santifica-se automaticamente pelo simples fato de sê-lo, mesmo quando se locuplete e desfrute gostosamente dos bens alheios, colhidos a pretexto de salvar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olavo de Carvalho&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;Sanctus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler o artigo completo clique em&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/100419dc.html"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/100419dc.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-366296323677046900?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/366296323677046900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=366296323677046900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/366296323677046900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/366296323677046900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2010/04/27-mente-revolucionaria.html' title='4 - A mente revolucionária'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-5527202871213504062</id><published>2010-04-15T14:28:00.000-07:00</published><updated>2011-01-31T11:41:08.139-08:00</updated><title type='text'>5 - Entrevista sobre o revisionismo histórico</title><content type='html'>Pessoal, o professor Waldson Muniz enviou-me uma ótima dica sobre o &lt;strong&gt;revisionismo histórico&lt;/strong&gt; (a revisão do conhecimento histórico corrigindo antigas interpretações). Trata-se da entrevista feita pela jornalista Mônica Waldvogel, da Globo News, com o historiador Marco Antonio Villa e o jornalista Leandro Narloch sobre o tema da ideologização do ensino de História nas escolas, cursinhos, vestibulares e manuais. Clique &lt;a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1493775-17665-309,00.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt; para assistir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-5527202871213504062?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/5527202871213504062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=5527202871213504062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/5527202871213504062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/5527202871213504062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2010/04/26-entrevista-sobre-o-revisionismo.html' title='5 - Entrevista sobre o revisionismo histórico'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-2477806621740702617</id><published>2009-08-22T04:52:00.000-07:00</published><updated>2011-02-17T01:27:33.169-08:00</updated><title type='text'>6 - Livro: A Ascensão do Dinheiro</title><content type='html'>Pessoal, uma dica de livro: &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;A Ascensão do Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Niall Ferguson&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, um dos meus historiadores preferidos. Quem comenta é &lt;strong&gt;Benedito Sverberi&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(26 de agosto 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dinheiro também é cultura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um livro demonstra que a inovação financeira sempre foi um fator central no avanço da civilização – e devolveà economia sua dimensão de aventura intelectual&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro do ano passado, quando os mercados financeiros mundiais estavam mergulhados no pânico absoluto, a rainha Elizabeth da Inglaterra visitou a London School of Economics para inaugurar um novo prédio. Na ocasião, aproveitou para perguntar aos professores da tradicional escola de economia o motivo da irrupção de uma das mais profundas crises econômicas da história. "Mas como ninguém percebeu o que estava acontecendo?", questionou a rainha, que é famosa por sempre manter a fleuma e evitar ao máximo emitir opiniões sobre qualquer assunto. "Terrível." A rainha, é óbvio, não esteve sozinha ao pôr em dúvida o tirocínio dos economistas. Desde a eclosão da crise, eles e seus modelos teóricos caíram em desgraça. As ferramentas financeiras desenvolvidas nos últimos cinquenta anos foram classificadas de inúteis, nas críticas mais amenas, ou de perniciosas, nas mais acerbas. Também voltou com força a ideia de que as bolsas não são mais do que cassinos vulgares, nos quais espertalhões fazem fortuna à custa de inocentes. Escrito por um súdito da rainha, o historiador escocês Niall Ferguson, A Ascensão do Dinheiro (tradução de Cordelia Magalhães; Planeta; 424 páginas; 49,90 reais) ajuda a combater esse espírito. Primeiro, ao demonstrar que a inovação financeira sempre foi um fator central no avanço das sociedades – ou mesmo das civilizações. Em segundo lugar, por conferir à reflexão econômica a sua devida dimensão de aventura intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atrás de cada fenômeno histórico grandioso existe um segredo financeiro", afirma Ferguson. A Ascensão do Dinheiro traça a história das finanças desde os seus primórdios, na Mesopotâmia. E essa história, diz Ferguson, não deve ser vista apenas como um pano de fundo para os grandes acontecimentos da cultura e da política. Todos os fios estão entretecidos. Na transição dos séculos XIV e XV, por exemplo, o florescimento dos negócios bancários na Itália foi condição indispensável para que a Renascença tivesse seus esplendores. Da mesma forma, a criação das finanças corporativas foi alicerce para o império britânico, e a expansão da indústria de seguros e do crédito ao consumidor, um pressuposto da prosperidade americana no século XX. Ferguson, obviamente, não deixa de registrar os momentos de ruptura. Seria uma das "verdades perenes" da história financeira o fato de que, "mais cedo ou mais tarde, as bolhas sempre explodem". No balanço geral da história, contudo, os ganhos sempre se sobrepõem às perdas. Ferguson rejeita peremptoriamente a tese de que a pobreza decorre da exploração de homens simples por financistas predatórios. "A pobreza", diz ele, "tem muito mais a ver com a falta de instituições financeiras e de bancos do que com sua presença."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Ferguson também é valioso por apontar muitos dos personagens que, ao longo dos séculos, foram responsáveis pelas grandes inovações no mundo das finanças. São figuras como o matemático italiano Leonardo de Pisa, ou Fibonacci, responsável pela introdução do sistema decimal na Europa da Idade Média, ou o barão Nathan de Rothschild, um dos fundadores da dinastia de financistas que dominou o sistema bancário europeu no século XIX e aperfeiçoou a emissão de títulos de dívidas de países. Aparecem, por fim, alguns dos pais do pensamento financeiro contemporâneo, calcado na matemática e que deu base para o extraordinário crescimento daquilo que Ferguson chama de "Planeta Finanças", com sua miríade de títulos e derivativos. São acadêmicos ainda vivos e atuantes, como Harry Markowitz, pioneiro no estudo de diversificação de carteiras de investimentos, e Myron Scholes, que, junto com Fischer Black (já falecido), desenvolveu a fórmula de Black-Scholes, uma equação matemática utilizada para dar preço a ativos financeiros. Eles são os principais alvos daqueles que, na esteira da crise, falam no desmoronamento de uma parte considerável do edifício teórico da economia capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferguson ajuda a separar as críticas pertinentes ao pensamento financeiro moderno daquelas que são apenas mistificação ideológica. Lança luz, principalmente, sobre o campo em desenvolvimento da economia comportamental, que põe em xeque a abstração que está no centro da teoria financeira contemporânea: a ideia de que os indivíduos que atuam no mercado são sempre "racionais", ou seja, capazes de processar informações de maneira perfeita, de modo a tomar decisões que sempre maximizem os seus ganhos e respondam da melhor maneira aos seus interesses. Diz Ferguson: "Se o sistema financeiro tem um defeito, é que ele reflete e amplia aquilo que somos, como seres humanos. Os booms e quebradeiras são produto, na raiz, da nossa volatilidade emocional". A despeito da crise, as ferramentas financeiras desenvolvidas nos últimos cinquenta anos não serão abandonadas. Os mercados já não conseguem viver sem elas – e isso é bom, pois, apesar de suas falhas, elas foram fundamentais para democratizar o crédito e o consumo, cumprindo seu papel histórico de alimentar o desenvolvimento. Como Ferguson sugere, mais que derrocada, a palavra que melhor se aplica ao processo por que estão passando os mercados financeiros neste exato momento é evolução. Como em tantas outras vezes no passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-2477806621740702617?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/2477806621740702617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=2477806621740702617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/2477806621740702617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/2477806621740702617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2009/08/21-leituras-1.html' title='6 - Livro: A Ascensão do Dinheiro'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-464327225132778389</id><published>2009-02-10T12:35:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T11:43:07.959-08:00</updated><title type='text'>7 - Refexões (1)</title><content type='html'>Postei o texto abaixo em um blog mais antigo, em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para refletir:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você algum dia já imaginou a possibilidade de estar inteiramente errado? Já concedeu a essa hipótese a atenção tranqüila e sem prevenções que concedeu à hipótese oposta? Já buscou argumentos em favor da possibilidade que mais o desagrada no momento, já buscou imaginar as coisas como as imaginam os que acreditam nela? Já tentou se transportar em pensamento para dentro da alma dessas pessoas, sentir como elas, ver o mundo como elas vêem, como se você fosse representar o papel de uma delas no teatro e tivesse de fazê-lo com o máximo realismo interior ao seu alcance e, pior ainda, despertar a simpatia da platéia pelo personagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olavo de Carvalho&lt;/strong&gt; in &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Recado atrasado a Rodrigo Constantino&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-464327225132778389?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/464327225132778389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=464327225132778389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/464327225132778389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/464327225132778389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2009/02/19-refexoes-1.html' title='7 - Refexões (1)'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-8302600445160872418</id><published>2008-08-03T07:18:00.000-07:00</published><updated>2011-01-31T11:44:53.048-08:00</updated><title type='text'>8 - Os melhores filmes de guerra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pessoal, a revista &lt;strong&gt;Aventuras na História&lt;/strong&gt;, na série &lt;strong&gt;Grandes Guerras&lt;/strong&gt;, da Editora Abril, lançou em julho de 2008&amp;nbsp;um número especial chamado &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;100 Melhores Filmes de Guerra de Todos os Tempos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A lista foi elaborada por 12 jornalistas, críticos de cinema e historiadores. Para os aficionados, vale a pena comprar. No início do ano, a americana &lt;strong&gt;Military History Magazine&lt;/strong&gt; lançou uma edição semelhante – &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;100 Greatest War Movies&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 10 filmes que encabeçam a lista das &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Grandes Guerras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Apocalypse Now&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Sem Novidade no Front (1930)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Glória Feita de Sangue&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Cartas de Iwo Jima&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. Tempo de Glória&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;6. O Resgate do Soldado Ryan&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;7. Além da Linha Vermelha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;8. A Lista de Schindler&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;9. A Cruz de Ferro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;10. Waterloo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os 10 filmes que encabeçam a lista da &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Military History Magazine&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Sem Novidade no Front (1930) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Glória Feita de Sangue&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. O Barco – Inferno no Mar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Cartas de Iwo Jima&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. Alexander Nevsky&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;6. Lawrence da Arábia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;7. A Grande Ilusão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;8. O Resgate do Soldado Ryan&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;9. Platoon&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;10. Tempo de Glória&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;minha lista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Sem Novidade no Front (1930)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Waterloo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Tora Tora Tora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Band of Brothers&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. O Resgate do Soldado Ryan&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;6. Deuses e Generais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;7. A Ponte do Rio Kwai&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;8. O Mais Longo dos Dias&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;9. 300&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;10. Cartas de Iwo Jima&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-8302600445160872418?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/8302600445160872418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=8302600445160872418' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/8302600445160872418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/8302600445160872418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2008/08/14-os-melhores-filmes-de-guerra.html' title='8 - Os melhores filmes de guerra'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7575355793795359405.post-3111758964772667440</id><published>2008-04-12T16:04:00.000-07:00</published><updated>2011-01-31T11:46:27.070-08:00</updated><title type='text'>9 - Dica de mapas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mapas da expansão territorial dos EUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem estiver interessado em visualizar a expansão territorial americana no século XIX e obter mais informaçõe sobre a cronologia desse processo encontrará um bom material no seguinte endereço da Wikipedia (em inglês):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_territorial_acquisitions"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_territorial_acquisitions&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7575355793795359405-3111758964772667440?l=historia2ano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historia2ano.blogspot.com/feeds/3111758964772667440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7575355793795359405&amp;postID=3111758964772667440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3111758964772667440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7575355793795359405/posts/default/3111758964772667440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historia2ano.blogspot.com/2008/04/10-dica-de-mapas.html' title='9 - Dica de mapas'/><author><name>Cássio Marcelo de Melo Tunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10357923622868867785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_a0_z65H8eP4/S6qOLNRQq-I/AAAAAAAAABQ/paTHNEDXgpU/S220/C%C3%A1ssio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
