O conteúdo de História do Segundo Ano do Ensino Médio segue, em suas linhas gerais, o programa da segunda etapa do PAS/UnB. Esse conteúdo envolve História Geral e História do Brasil nos séculos XVII, XVIII e XIX. Mais precisamente em História Geral, os assuntos são:
■ Revolução Inglesa (1640-1689)
■ Revolução Industrial (1780-1900)
■ Iluminismo (século XVIII)
■ Crise do Antigo Regime e do colonialismo mercantilista (1760-1825)
■ Revolução Americana (1775-1787) e os EUA no século XIX
■ Revolução Francesa/Era Napoleônica (1789-1815)
■ Revoluções Latino-Americanas (1790-1825) e América Latina no século XIX
■ Europa no século XIX
■ Imperialismo no século XIX
Os assuntos da História do Brasil são:
■ Movimentos de independência (1789-1825)
■ Época da Monarquia (1822-1889), incluindo as fases políticas, a formação da identidade nacional, as disputas territoriais no Prata, a questão do escravismo e as transformações econômico-sociais associadas ao avanço do capitalismo.
Os livros adotados pela escola e os textos avulsos atendem esses assuntos. Contudo, se você gosta de História e deseja aprofundar o conteúdo, sugiro os seguintes títulos:
Sobre a História do Brasil
História do Brasil. Boris Fausto (Editora EDUSP, 1994)
Lançado há mais de uma década, esse livro de Boris Fausto consolidou-se como o melhor manual de História do Brasil, tornando-se referência no gênero.
Uma Breve História do Brasil. Mary del Priore e Renato Venâncio (Editora Planeta do Brasil, 2010)
De leitura fácil e agradável, essa obra segue uma linha narrativa e menos acadêmica do que o livro de Boris Fausto.
Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. Leandro Narloch (Editora Leya, 2009)
Escrito por um jornalista inspirado no sucesso da série americana The Politically Incorrect Guide's, esse livro propõe uma interessante revisão de alguns mitos da história do Brasil.
Sobre a História Geral
Civilização Ocidental – Uma História Concisa. Marvin Perry (Editora Martins Fontes, 1999)
Esse manual universitário de leitura fácil é a melhor síntese disponível em língua portuguesa sobre a história da Europa, das origens da civilização ao final do século XX. Abrangente, bem escrito e com ótimas análises – destacando-se os capítulos sobre o pensamento e a cultura ocidental – é um livro que vale a pena ser adquirido para a sua biblioteca.
A Riqueza e a Pobreza das Nações. David Landes (Editora Campus, 1998)
Por que algumas nações são tão ricas e outras tão pobres? O autor estuda a trajetória das nações “vencedoras” e das “perdedoras” nos últimos 600 anos, destacando o papel da cultura no sucesso – ou fracasso – econômico e militar dos povos. Excelente análise.
História das Idéias Políticas. Oliver Nay (Editora Vozes, 2007)
Ótimo manual que descreve e analisa as idéias políticas de centenas de pensadores da Antiguidade Clássica aos nossos dias. Os capítulos 4, 5 e 6 especialmente tratam do período cobrado na 2a etapa do PAS/UnB.
Sobre a História da América Latina
História da América Latina Vol. III – Da Independência até 1870. Leslie Bethel (Editora EDUSP, 2004)
Esse livro faz parte de uma coleção originalmente editada pela Cambridge e organizada por Leslie Bethel, dos quais seis volumes foram traduzidos no Brasil. É claramente a melhor e mais detalhada obra sobre a história da América Latina. O terceiro volume abrange o período cobrado na 2a etapa do PAS/UnB, inclusive com capítulos sobre o Brasil monárquico.
Sobre a História dos EUA
Uma Reavaliação da História dos Estados Unidos. Charles Seller, Henry May e Neil McMillen (Jorge Zahar Editor, 1990).
De longe o melhor manual de História dos EUA publicado no Brasil. Os capítulos são intercalados por análises e polêmicas historiográficas. Infelizmente, parece que deixou de ser editado.
A History of the American People. Paul Johnson (Editora Harper Perennial, 1997)
Excelente narrativa e análise da história dos EUA.
Esses títulos constituem a biblioteca básica do nosso conteúdo para, repito, quem quiser aprofundá-lo. No decorrer das postagens dos assuntos, vou citar outros títulos mais específicos.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
3 - Conceitos básicos
Durante o ano vamos utilizar diversos termos, entre eles “civilização”, “Ocidente”, “modernidade”, “modernização”, “capitalismo”, “imperialismo”, “colonialismo” e “liberalismo”. Abaixo você tem os conceitos básicos desses termos:
Civilização
No sentido cultural, civilização é um agrupamento de povos que compartilham diversos elementos ideológicos e políticos comuns, como religião, valores, normas e instituições, distintos daqueles de outros povos. Segundo essa interpretação, o núcleo de uma civilização é formado pelos seus países mais ricos e poderosos – os Estados-núcleos.
Civilização ocidental ou Ocidente
Ocidente ou civilização ocidental é o agrupamento cultural constituído pela Europa (onde essa civilização se originou) e os países de intenso povoamento europeu da América e da Oceania. Apesar de cada uma das diversas sociedades do Ocidente possuir características culturais particulares ou únicas (sua identidade cultural nacional), elas estariam unidas por uma cultura mais ampla comum baseada na fusão das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e germânicas. Os principais elementos culturais da civilização ocidental são o legado clássico (filosofia e racionalismo gregos, o Direito romano, o conceito de cidadania), o cristianismo, a tradição medieval de constitucionalismo (a lei limitando o poder do governo) e de corpos representativos (parlamento) e o individualismo. Até 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, a Europa foi o núcleo do Ocidente. Entre 1914 e 1945, o núcleo foi baseado em um equilíbrio entre a Europa e os EUA. Depois de 1945, os EUA assumiram a posição de principal Estado-núcleo da civilização ocidental, ainda que essa posição tenha sido desafiada pela força militar da URSS durante a fase da Guerra Fria (1945-1991).
Modernidade e modernização
Modernidade refere-se à fase da história das sociedades caracterizada pela industrialização, pela intensa urbanização, pela crença no racionalismo e no progresso e pelo avanço do pensamento secular ou laico (não-religioso) na política e no ensino em detrimento da religião – um conjunto de transformações nas estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais das sociedades agrárias ou tradicionais, resultado do impacto da Revolução Industrial e das idéias derivadas do Iluminismo.
Modernização é o processo de implantação da modernidade em uma sociedade pré-moderna. Em outras palavras, modernização é a transformação de uma sociedade pré-industrial (a sociedade agrária ou tradicional) em uma sociedade industrial e urbana (a sociedade moderna).
Capitalismo
Capitalismo é um sistema econômico e social com as seguintes características combinadas:
■ Economia de mercado – produção e distribuição de bens, serviços e informações voltadas para o comércio, visando o lucro e o capital (riqueza que investida gera mais riqueza) em um regime de concorrência entre empresas.
■ Propriedade privada do capital – empresas, meios de produção e outras fontes de riquezas pertencem aos capitalistas ou “burgueses”.
■ Predomínio do trabalho livre e assalariado do “proletariado”.
Imperialismo
Imperialismo é a tentativa de expansão do poder de uma potência sobre outros territórios e povos com o objetivo de estabelecer algum tipo de domínio ou de controle sobre eles. Na maioria dos casos, a potência imperialista é um Estado, com governo, forças armadas e funcionários civis. Algumas vezes, entretanto, o imperialismo é resultado da ação de organizações tribais, grupos de indivíduos ou de empresas privadas, em princípio agindo de forma independente do governo.
O imperialismo pode ser motivado por questões econômicas (busca de terras, matérias-primas, mercados, áreas de investimento), políticas (ampliar o poder internacional de um Estado, dominar um rival em potencial, controlar uma área estrategicamente importante para a defesa nacional, obter prestígio nacional, desviar a atenção dos problemas internos do país) e ideológicas (difundir, pela força, uma doutrina religiosa ou política secular).
O imperialismo é um fenômeno antigo na história das relações internacionais, ocorrendo em sociedades tradicionais e modernas, não-capitalistas e capitalistas.
Colonialismo
Colonialismo é o domínio de um país ou povo por uma potência imperialista, resultado de um imperialismo bem-sucedido (quando o imperialismo fracassa, não há colonialismo). O colonialismo implica na existência de um império colonial ou sistema colonial: uma relação internacional de dominação entre um centro de poder ou metrópole (a potência imperialista) e sua periferia ou colônia (o território dominado).
Como no caso do imperialismo, o colonialismo na maioria das vezes é organizado por um Estado, mas ocasionalmente ele também pode ser estabelecido por grupos privados. Mas mesmo quando o colonialismo é uma iniciativa de forças não-governamentais, o Estado acaba se envolvendo direta ou indiretamente sobre ele.
O colonialismo também é um fenômeno antigo nas relações internacionais e pode ser dividido em dois tipos:
■ Colonialismo formal ou direto: quando a metrópole governa a colônia, que é dominada política e economicamente pela potência imperialista. Exemplo: o domínio de Portugal no Brasil em 1530-1815. É comum categorizar o colonialismo formal em duas modalidades: (a) colonização de exploração: quando a colônia é criada, sobretudo, para gerar riquezas para a metrópole; (b) colonização de povoamento: quando a colônia é estabelecida, principalmente, para receber excedentes demográficos da metrópole. Essas duas modalidades não existiram de forma “pura”. Na prática, a maioria das colônias foi constituída combinando características desses dois modelos, com um deles predominando.
■ Colonialismo informal ou indireto: quando um país é independente politicamente, mas tem sua economia controlada por uma potência imperialista, ou tem sua soberania limitada pelo poder de intervenção daquela potência. Esses países dependentes economicamente ou com pouca autonomia política são considerados semicolônias, protetorados ou áreas de influência estrangeira. Exemplo: a partilha da China em zonas de influência européia e japonesa em 1842-1945. O termo neocolonialismo costuma ser utilizado como sinônimo do colonialismo informal econômico.
O domínio colonial e suas limitações. Na prática, a dominação colonial é mantida pela combinação do uso da força bruta (violência) com a influência cultural (ideológica) da metrópole sobre a colônia. Historicamente, quando o poder militar de uma metrópole ficava enfraquecido ou reduzido por causa de guerras ou problemas econômicos, a sua capacidade de dominar a colônia diminuía e as chances da população colonial obter a independência aumentavam – obviamente, se essa população considerasse a independência uma necessidade. Por outro lado, não bastava apenas a força militar ou a repressão para garantir a dominação colonialista. Era fundamental que uma parte da população da colônia (geralmente as elites coloniais, descendente de conquistadores e de imigrantes da metrópole, ou mesmo de origem nas etnias nativas) aceitasse o colonialismo para que fosse garantido um mínimo de estabilidade e funcionamento do sistema colonial. De fato, o colonialismo podia ou pode ser aceito por vários motivos: interesses econômicos dos colonos na metrópole (comércio, empréstimos), reconhecimento da importância da metrópole para a segurança dos colonos (defesa contra revoltas de nativos ou de escravos, proteção contra invasores estrangeiros) e identificação cultural dos colonos com a metrópole. Outros fatores como o conformismo e a passividade da maior parte da população colonial também tiveram um grande peso na manutenção do colonialismo. De qualquer forma, quando os setores mais poderosos da sociedade colonial passaram a considerar que a metrópole não apenas deixara de atender aos seus interesses, mas passara também a contrariá-los ou ameaça-los, o colonialismo mantido exclusivamente por meio da violência demonstrou ser inviável.
Liberalismo
Liberalismo é a doutrina que defende a liberdade política, econômica e de pensamento do indivíduo frente ao Estado e a coletividade. (a) Idéias políticas: o liberalismo baseia-se na crença na existência dos direitos naturais do indivíduo (vida, propriedade e liberdade), na defesa da isonomia (igualdade diante da lei), na tolerância da divergência de opinião e na divisão do Estado em três poderes (executivo, legislativo, judiciário) em um regime de “contrato social”, quer dizer, com um governo constitucional (limitado por leis), eleito e representativo dos cidadãos. (b) Idéias econômicas: o liberalismo defende o capitalismo com pouca interferência governamental e ampla liberdade de produção e de comércio. Os liberais acreditam que a livre iniciativa, a concorrência, o respeito à propriedade e aos contratos e o mercado funcionando de acordo com as leis da oferta e da procura são condições fundamentais para o progresso econômico e social.
Civilização
No sentido cultural, civilização é um agrupamento de povos que compartilham diversos elementos ideológicos e políticos comuns, como religião, valores, normas e instituições, distintos daqueles de outros povos. Segundo essa interpretação, o núcleo de uma civilização é formado pelos seus países mais ricos e poderosos – os Estados-núcleos.
Civilização ocidental ou Ocidente
Ocidente ou civilização ocidental é o agrupamento cultural constituído pela Europa (onde essa civilização se originou) e os países de intenso povoamento europeu da América e da Oceania. Apesar de cada uma das diversas sociedades do Ocidente possuir características culturais particulares ou únicas (sua identidade cultural nacional), elas estariam unidas por uma cultura mais ampla comum baseada na fusão das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e germânicas. Os principais elementos culturais da civilização ocidental são o legado clássico (filosofia e racionalismo gregos, o Direito romano, o conceito de cidadania), o cristianismo, a tradição medieval de constitucionalismo (a lei limitando o poder do governo) e de corpos representativos (parlamento) e o individualismo. Até 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, a Europa foi o núcleo do Ocidente. Entre 1914 e 1945, o núcleo foi baseado em um equilíbrio entre a Europa e os EUA. Depois de 1945, os EUA assumiram a posição de principal Estado-núcleo da civilização ocidental, ainda que essa posição tenha sido desafiada pela força militar da URSS durante a fase da Guerra Fria (1945-1991).
Modernidade e modernização
Modernidade refere-se à fase da história das sociedades caracterizada pela industrialização, pela intensa urbanização, pela crença no racionalismo e no progresso e pelo avanço do pensamento secular ou laico (não-religioso) na política e no ensino em detrimento da religião – um conjunto de transformações nas estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais das sociedades agrárias ou tradicionais, resultado do impacto da Revolução Industrial e das idéias derivadas do Iluminismo.
Modernização é o processo de implantação da modernidade em uma sociedade pré-moderna. Em outras palavras, modernização é a transformação de uma sociedade pré-industrial (a sociedade agrária ou tradicional) em uma sociedade industrial e urbana (a sociedade moderna).
Capitalismo
Capitalismo é um sistema econômico e social com as seguintes características combinadas:
■ Economia de mercado – produção e distribuição de bens, serviços e informações voltadas para o comércio, visando o lucro e o capital (riqueza que investida gera mais riqueza) em um regime de concorrência entre empresas.
■ Propriedade privada do capital – empresas, meios de produção e outras fontes de riquezas pertencem aos capitalistas ou “burgueses”.
■ Predomínio do trabalho livre e assalariado do “proletariado”.
Imperialismo
Imperialismo é a tentativa de expansão do poder de uma potência sobre outros territórios e povos com o objetivo de estabelecer algum tipo de domínio ou de controle sobre eles. Na maioria dos casos, a potência imperialista é um Estado, com governo, forças armadas e funcionários civis. Algumas vezes, entretanto, o imperialismo é resultado da ação de organizações tribais, grupos de indivíduos ou de empresas privadas, em princípio agindo de forma independente do governo.
O imperialismo pode ser motivado por questões econômicas (busca de terras, matérias-primas, mercados, áreas de investimento), políticas (ampliar o poder internacional de um Estado, dominar um rival em potencial, controlar uma área estrategicamente importante para a defesa nacional, obter prestígio nacional, desviar a atenção dos problemas internos do país) e ideológicas (difundir, pela força, uma doutrina religiosa ou política secular).
O imperialismo é um fenômeno antigo na história das relações internacionais, ocorrendo em sociedades tradicionais e modernas, não-capitalistas e capitalistas.
Colonialismo
Colonialismo é o domínio de um país ou povo por uma potência imperialista, resultado de um imperialismo bem-sucedido (quando o imperialismo fracassa, não há colonialismo). O colonialismo implica na existência de um império colonial ou sistema colonial: uma relação internacional de dominação entre um centro de poder ou metrópole (a potência imperialista) e sua periferia ou colônia (o território dominado).
Como no caso do imperialismo, o colonialismo na maioria das vezes é organizado por um Estado, mas ocasionalmente ele também pode ser estabelecido por grupos privados. Mas mesmo quando o colonialismo é uma iniciativa de forças não-governamentais, o Estado acaba se envolvendo direta ou indiretamente sobre ele.
O colonialismo também é um fenômeno antigo nas relações internacionais e pode ser dividido em dois tipos:
■ Colonialismo formal ou direto: quando a metrópole governa a colônia, que é dominada política e economicamente pela potência imperialista. Exemplo: o domínio de Portugal no Brasil em 1530-1815. É comum categorizar o colonialismo formal em duas modalidades: (a) colonização de exploração: quando a colônia é criada, sobretudo, para gerar riquezas para a metrópole; (b) colonização de povoamento: quando a colônia é estabelecida, principalmente, para receber excedentes demográficos da metrópole. Essas duas modalidades não existiram de forma “pura”. Na prática, a maioria das colônias foi constituída combinando características desses dois modelos, com um deles predominando.
■ Colonialismo informal ou indireto: quando um país é independente politicamente, mas tem sua economia controlada por uma potência imperialista, ou tem sua soberania limitada pelo poder de intervenção daquela potência. Esses países dependentes economicamente ou com pouca autonomia política são considerados semicolônias, protetorados ou áreas de influência estrangeira. Exemplo: a partilha da China em zonas de influência européia e japonesa em 1842-1945. O termo neocolonialismo costuma ser utilizado como sinônimo do colonialismo informal econômico.
O domínio colonial e suas limitações. Na prática, a dominação colonial é mantida pela combinação do uso da força bruta (violência) com a influência cultural (ideológica) da metrópole sobre a colônia. Historicamente, quando o poder militar de uma metrópole ficava enfraquecido ou reduzido por causa de guerras ou problemas econômicos, a sua capacidade de dominar a colônia diminuía e as chances da população colonial obter a independência aumentavam – obviamente, se essa população considerasse a independência uma necessidade. Por outro lado, não bastava apenas a força militar ou a repressão para garantir a dominação colonialista. Era fundamental que uma parte da população da colônia (geralmente as elites coloniais, descendente de conquistadores e de imigrantes da metrópole, ou mesmo de origem nas etnias nativas) aceitasse o colonialismo para que fosse garantido um mínimo de estabilidade e funcionamento do sistema colonial. De fato, o colonialismo podia ou pode ser aceito por vários motivos: interesses econômicos dos colonos na metrópole (comércio, empréstimos), reconhecimento da importância da metrópole para a segurança dos colonos (defesa contra revoltas de nativos ou de escravos, proteção contra invasores estrangeiros) e identificação cultural dos colonos com a metrópole. Outros fatores como o conformismo e a passividade da maior parte da população colonial também tiveram um grande peso na manutenção do colonialismo. De qualquer forma, quando os setores mais poderosos da sociedade colonial passaram a considerar que a metrópole não apenas deixara de atender aos seus interesses, mas passara também a contrariá-los ou ameaça-los, o colonialismo mantido exclusivamente por meio da violência demonstrou ser inviável.
Liberalismo
Liberalismo é a doutrina que defende a liberdade política, econômica e de pensamento do indivíduo frente ao Estado e a coletividade. (a) Idéias políticas: o liberalismo baseia-se na crença na existência dos direitos naturais do indivíduo (vida, propriedade e liberdade), na defesa da isonomia (igualdade diante da lei), na tolerância da divergência de opinião e na divisão do Estado em três poderes (executivo, legislativo, judiciário) em um regime de “contrato social”, quer dizer, com um governo constitucional (limitado por leis), eleito e representativo dos cidadãos. (b) Idéias econômicas: o liberalismo defende o capitalismo com pouca interferência governamental e ampla liberdade de produção e de comércio. Os liberais acreditam que a livre iniciativa, a concorrência, o respeito à propriedade e aos contratos e o mercado funcionando de acordo com as leis da oferta e da procura são condições fundamentais para o progresso econômico e social.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
4 - A mente revolucionária
Em um texto sobre a situação política do Brasil, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu um interessante comentário sobre a mentalidade revolucionária, que ele remete ao Iluminismo:
Todo sujeito que traz no bolso o projeto de “um mundo melhor” acredita-se, por definição, melhor que o mundo existente. Não há razão mais forte para colocar-se acima de todo julgamento humano, nem para sentir que qualquer quantidade de poder que se entregue nas suas mãos é pouca e mesquinha para a realização de objetivo tão nobre, tão excelso. Nosso Senhor disse aos apóstolos: “Vós julgareis o mundo”. Pelo menos desde o século XVIII, não há um só militante ou mero simpatizante revolucionário que, ouvindo essas palavras, não conclua com lógica implacável: “Isso é comigo.” Por definição, o privilégio de redimir-se mediante a simples alegação de boas intenções imaginárias não se estende jamais aos adversários da revolução. Estes, a priori, agem sempre por motivos egoístas e malignos, mesmo quando nada ganhem e, de coração, tudo sacrifiquem por aquilo em que acreditam. O revolucionário, em contrapartida, santifica-se automaticamente pelo simples fato de sê-lo, mesmo quando se locuplete e desfrute gostosamente dos bens alheios, colhidos a pretexto de salvar o mundo.
Olavo de Carvalho. Sanctus
Para ler o artigo completo clique em
http://www.olavodecarvalho.org/semana/100419dc.html
Todo sujeito que traz no bolso o projeto de “um mundo melhor” acredita-se, por definição, melhor que o mundo existente. Não há razão mais forte para colocar-se acima de todo julgamento humano, nem para sentir que qualquer quantidade de poder que se entregue nas suas mãos é pouca e mesquinha para a realização de objetivo tão nobre, tão excelso. Nosso Senhor disse aos apóstolos: “Vós julgareis o mundo”. Pelo menos desde o século XVIII, não há um só militante ou mero simpatizante revolucionário que, ouvindo essas palavras, não conclua com lógica implacável: “Isso é comigo.” Por definição, o privilégio de redimir-se mediante a simples alegação de boas intenções imaginárias não se estende jamais aos adversários da revolução. Estes, a priori, agem sempre por motivos egoístas e malignos, mesmo quando nada ganhem e, de coração, tudo sacrifiquem por aquilo em que acreditam. O revolucionário, em contrapartida, santifica-se automaticamente pelo simples fato de sê-lo, mesmo quando se locuplete e desfrute gostosamente dos bens alheios, colhidos a pretexto de salvar o mundo.
Olavo de Carvalho. Sanctus
Para ler o artigo completo clique em
http://www.olavodecarvalho.org/semana/100419dc.html
quinta-feira, 15 de abril de 2010
5 - Entrevista sobre o revisionismo histórico
Pessoal, o professor Waldson Muniz enviou-me uma ótima dica sobre o revisionismo histórico (a revisão do conhecimento histórico corrigindo antigas interpretações). Trata-se da entrevista feita pela jornalista Mônica Waldvogel, da Globo News, com o historiador Marco Antonio Villa e o jornalista Leandro Narloch sobre o tema da ideologização do ensino de História nas escolas, cursinhos, vestibulares e manuais. Clique AQUI para assistir.
sábado, 22 de agosto de 2009
6 - Livro: A Ascensão do Dinheiro
Pessoal, uma dica de livro: A Ascensão do Dinheiro, de Niall Ferguson, um dos meus historiadores preferidos. Quem comenta é Benedito Sverberi na Veja (26 de agosto 2009)
Dinheiro também é cultura
Um livro demonstra que a inovação financeira sempre foi um fator central no avanço da civilização – e devolveà economia sua dimensão de aventura intelectual
Em novembro do ano passado, quando os mercados financeiros mundiais estavam mergulhados no pânico absoluto, a rainha Elizabeth da Inglaterra visitou a London School of Economics para inaugurar um novo prédio. Na ocasião, aproveitou para perguntar aos professores da tradicional escola de economia o motivo da irrupção de uma das mais profundas crises econômicas da história. "Mas como ninguém percebeu o que estava acontecendo?", questionou a rainha, que é famosa por sempre manter a fleuma e evitar ao máximo emitir opiniões sobre qualquer assunto. "Terrível." A rainha, é óbvio, não esteve sozinha ao pôr em dúvida o tirocínio dos economistas. Desde a eclosão da crise, eles e seus modelos teóricos caíram em desgraça. As ferramentas financeiras desenvolvidas nos últimos cinquenta anos foram classificadas de inúteis, nas críticas mais amenas, ou de perniciosas, nas mais acerbas. Também voltou com força a ideia de que as bolsas não são mais do que cassinos vulgares, nos quais espertalhões fazem fortuna à custa de inocentes. Escrito por um súdito da rainha, o historiador escocês Niall Ferguson, A Ascensão do Dinheiro (tradução de Cordelia Magalhães; Planeta; 424 páginas; 49,90 reais) ajuda a combater esse espírito. Primeiro, ao demonstrar que a inovação financeira sempre foi um fator central no avanço das sociedades – ou mesmo das civilizações. Em segundo lugar, por conferir à reflexão econômica a sua devida dimensão de aventura intelectual.
"Atrás de cada fenômeno histórico grandioso existe um segredo financeiro", afirma Ferguson. A Ascensão do Dinheiro traça a história das finanças desde os seus primórdios, na Mesopotâmia. E essa história, diz Ferguson, não deve ser vista apenas como um pano de fundo para os grandes acontecimentos da cultura e da política. Todos os fios estão entretecidos. Na transição dos séculos XIV e XV, por exemplo, o florescimento dos negócios bancários na Itália foi condição indispensável para que a Renascença tivesse seus esplendores. Da mesma forma, a criação das finanças corporativas foi alicerce para o império britânico, e a expansão da indústria de seguros e do crédito ao consumidor, um pressuposto da prosperidade americana no século XX. Ferguson, obviamente, não deixa de registrar os momentos de ruptura. Seria uma das "verdades perenes" da história financeira o fato de que, "mais cedo ou mais tarde, as bolhas sempre explodem". No balanço geral da história, contudo, os ganhos sempre se sobrepõem às perdas. Ferguson rejeita peremptoriamente a tese de que a pobreza decorre da exploração de homens simples por financistas predatórios. "A pobreza", diz ele, "tem muito mais a ver com a falta de instituições financeiras e de bancos do que com sua presença."
O livro de Ferguson também é valioso por apontar muitos dos personagens que, ao longo dos séculos, foram responsáveis pelas grandes inovações no mundo das finanças. São figuras como o matemático italiano Leonardo de Pisa, ou Fibonacci, responsável pela introdução do sistema decimal na Europa da Idade Média, ou o barão Nathan de Rothschild, um dos fundadores da dinastia de financistas que dominou o sistema bancário europeu no século XIX e aperfeiçoou a emissão de títulos de dívidas de países. Aparecem, por fim, alguns dos pais do pensamento financeiro contemporâneo, calcado na matemática e que deu base para o extraordinário crescimento daquilo que Ferguson chama de "Planeta Finanças", com sua miríade de títulos e derivativos. São acadêmicos ainda vivos e atuantes, como Harry Markowitz, pioneiro no estudo de diversificação de carteiras de investimentos, e Myron Scholes, que, junto com Fischer Black (já falecido), desenvolveu a fórmula de Black-Scholes, uma equação matemática utilizada para dar preço a ativos financeiros. Eles são os principais alvos daqueles que, na esteira da crise, falam no desmoronamento de uma parte considerável do edifício teórico da economia capitalista.
Ferguson ajuda a separar as críticas pertinentes ao pensamento financeiro moderno daquelas que são apenas mistificação ideológica. Lança luz, principalmente, sobre o campo em desenvolvimento da economia comportamental, que põe em xeque a abstração que está no centro da teoria financeira contemporânea: a ideia de que os indivíduos que atuam no mercado são sempre "racionais", ou seja, capazes de processar informações de maneira perfeita, de modo a tomar decisões que sempre maximizem os seus ganhos e respondam da melhor maneira aos seus interesses. Diz Ferguson: "Se o sistema financeiro tem um defeito, é que ele reflete e amplia aquilo que somos, como seres humanos. Os booms e quebradeiras são produto, na raiz, da nossa volatilidade emocional". A despeito da crise, as ferramentas financeiras desenvolvidas nos últimos cinquenta anos não serão abandonadas. Os mercados já não conseguem viver sem elas – e isso é bom, pois, apesar de suas falhas, elas foram fundamentais para democratizar o crédito e o consumo, cumprindo seu papel histórico de alimentar o desenvolvimento. Como Ferguson sugere, mais que derrocada, a palavra que melhor se aplica ao processo por que estão passando os mercados financeiros neste exato momento é evolução. Como em tantas outras vezes no passado.
Dinheiro também é cultura
Um livro demonstra que a inovação financeira sempre foi um fator central no avanço da civilização – e devolveà economia sua dimensão de aventura intelectual
Em novembro do ano passado, quando os mercados financeiros mundiais estavam mergulhados no pânico absoluto, a rainha Elizabeth da Inglaterra visitou a London School of Economics para inaugurar um novo prédio. Na ocasião, aproveitou para perguntar aos professores da tradicional escola de economia o motivo da irrupção de uma das mais profundas crises econômicas da história. "Mas como ninguém percebeu o que estava acontecendo?", questionou a rainha, que é famosa por sempre manter a fleuma e evitar ao máximo emitir opiniões sobre qualquer assunto. "Terrível." A rainha, é óbvio, não esteve sozinha ao pôr em dúvida o tirocínio dos economistas. Desde a eclosão da crise, eles e seus modelos teóricos caíram em desgraça. As ferramentas financeiras desenvolvidas nos últimos cinquenta anos foram classificadas de inúteis, nas críticas mais amenas, ou de perniciosas, nas mais acerbas. Também voltou com força a ideia de que as bolsas não são mais do que cassinos vulgares, nos quais espertalhões fazem fortuna à custa de inocentes. Escrito por um súdito da rainha, o historiador escocês Niall Ferguson, A Ascensão do Dinheiro (tradução de Cordelia Magalhães; Planeta; 424 páginas; 49,90 reais) ajuda a combater esse espírito. Primeiro, ao demonstrar que a inovação financeira sempre foi um fator central no avanço das sociedades – ou mesmo das civilizações. Em segundo lugar, por conferir à reflexão econômica a sua devida dimensão de aventura intelectual.
"Atrás de cada fenômeno histórico grandioso existe um segredo financeiro", afirma Ferguson. A Ascensão do Dinheiro traça a história das finanças desde os seus primórdios, na Mesopotâmia. E essa história, diz Ferguson, não deve ser vista apenas como um pano de fundo para os grandes acontecimentos da cultura e da política. Todos os fios estão entretecidos. Na transição dos séculos XIV e XV, por exemplo, o florescimento dos negócios bancários na Itália foi condição indispensável para que a Renascença tivesse seus esplendores. Da mesma forma, a criação das finanças corporativas foi alicerce para o império britânico, e a expansão da indústria de seguros e do crédito ao consumidor, um pressuposto da prosperidade americana no século XX. Ferguson, obviamente, não deixa de registrar os momentos de ruptura. Seria uma das "verdades perenes" da história financeira o fato de que, "mais cedo ou mais tarde, as bolhas sempre explodem". No balanço geral da história, contudo, os ganhos sempre se sobrepõem às perdas. Ferguson rejeita peremptoriamente a tese de que a pobreza decorre da exploração de homens simples por financistas predatórios. "A pobreza", diz ele, "tem muito mais a ver com a falta de instituições financeiras e de bancos do que com sua presença."
O livro de Ferguson também é valioso por apontar muitos dos personagens que, ao longo dos séculos, foram responsáveis pelas grandes inovações no mundo das finanças. São figuras como o matemático italiano Leonardo de Pisa, ou Fibonacci, responsável pela introdução do sistema decimal na Europa da Idade Média, ou o barão Nathan de Rothschild, um dos fundadores da dinastia de financistas que dominou o sistema bancário europeu no século XIX e aperfeiçoou a emissão de títulos de dívidas de países. Aparecem, por fim, alguns dos pais do pensamento financeiro contemporâneo, calcado na matemática e que deu base para o extraordinário crescimento daquilo que Ferguson chama de "Planeta Finanças", com sua miríade de títulos e derivativos. São acadêmicos ainda vivos e atuantes, como Harry Markowitz, pioneiro no estudo de diversificação de carteiras de investimentos, e Myron Scholes, que, junto com Fischer Black (já falecido), desenvolveu a fórmula de Black-Scholes, uma equação matemática utilizada para dar preço a ativos financeiros. Eles são os principais alvos daqueles que, na esteira da crise, falam no desmoronamento de uma parte considerável do edifício teórico da economia capitalista.
Ferguson ajuda a separar as críticas pertinentes ao pensamento financeiro moderno daquelas que são apenas mistificação ideológica. Lança luz, principalmente, sobre o campo em desenvolvimento da economia comportamental, que põe em xeque a abstração que está no centro da teoria financeira contemporânea: a ideia de que os indivíduos que atuam no mercado são sempre "racionais", ou seja, capazes de processar informações de maneira perfeita, de modo a tomar decisões que sempre maximizem os seus ganhos e respondam da melhor maneira aos seus interesses. Diz Ferguson: "Se o sistema financeiro tem um defeito, é que ele reflete e amplia aquilo que somos, como seres humanos. Os booms e quebradeiras são produto, na raiz, da nossa volatilidade emocional". A despeito da crise, as ferramentas financeiras desenvolvidas nos últimos cinquenta anos não serão abandonadas. Os mercados já não conseguem viver sem elas – e isso é bom, pois, apesar de suas falhas, elas foram fundamentais para democratizar o crédito e o consumo, cumprindo seu papel histórico de alimentar o desenvolvimento. Como Ferguson sugere, mais que derrocada, a palavra que melhor se aplica ao processo por que estão passando os mercados financeiros neste exato momento é evolução. Como em tantas outras vezes no passado.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
7 - Refexões (1)
Postei o texto abaixo em um blog mais antigo, em 2007.
Para refletir:
Você algum dia já imaginou a possibilidade de estar inteiramente errado? Já concedeu a essa hipótese a atenção tranqüila e sem prevenções que concedeu à hipótese oposta? Já buscou argumentos em favor da possibilidade que mais o desagrada no momento, já buscou imaginar as coisas como as imaginam os que acreditam nela? Já tentou se transportar em pensamento para dentro da alma dessas pessoas, sentir como elas, ver o mundo como elas vêem, como se você fosse representar o papel de uma delas no teatro e tivesse de fazê-lo com o máximo realismo interior ao seu alcance e, pior ainda, despertar a simpatia da platéia pelo personagem?
Olavo de Carvalho in Recado atrasado a Rodrigo Constantino (http://www.olavodecarvalho.org/)
Para refletir:
Você algum dia já imaginou a possibilidade de estar inteiramente errado? Já concedeu a essa hipótese a atenção tranqüila e sem prevenções que concedeu à hipótese oposta? Já buscou argumentos em favor da possibilidade que mais o desagrada no momento, já buscou imaginar as coisas como as imaginam os que acreditam nela? Já tentou se transportar em pensamento para dentro da alma dessas pessoas, sentir como elas, ver o mundo como elas vêem, como se você fosse representar o papel de uma delas no teatro e tivesse de fazê-lo com o máximo realismo interior ao seu alcance e, pior ainda, despertar a simpatia da platéia pelo personagem?
Olavo de Carvalho in Recado atrasado a Rodrigo Constantino (http://www.olavodecarvalho.org/)
domingo, 3 de agosto de 2008
8 - Os melhores filmes de guerra
Pessoal, a revista Aventuras na História, na série Grandes Guerras, da Editora Abril, lançou em julho de 2008 um número especial chamado 100 Melhores Filmes de Guerra de Todos os Tempos. A lista foi elaborada por 12 jornalistas, críticos de cinema e historiadores. Para os aficionados, vale a pena comprar. No início do ano, a americana Military History Magazine lançou uma edição semelhante – 100 Greatest War Movies.
Os 10 filmes que encabeçam a lista das Grandes Guerras são:
1. Apocalypse Now
Os 10 filmes que encabeçam a lista das Grandes Guerras são:
1. Apocalypse Now
2. Sem Novidade no Front (1930)
3. Glória Feita de Sangue
4. Cartas de Iwo Jima
5. Tempo de Glória
6. O Resgate do Soldado Ryan
7. Além da Linha Vermelha
8. A Lista de Schindler
9. A Cruz de Ferro
10. Waterloo
Os 10 filmes que encabeçam a lista da Military History Magazine são:
1. Sem Novidade no Front (1930)
2. Glória Feita de Sangue
3. O Barco – Inferno no Mar
4. Cartas de Iwo Jima
5. Alexander Nevsky
6. Lawrence da Arábia
7. A Grande Ilusão
8. O Resgate do Soldado Ryan
9. Platoon
10. Tempo de Glória
A minha lista é:
1. Sem Novidade no Front (1930)
2. Waterloo
3. Tora Tora Tora
4. Band of Brothers
5. O Resgate do Soldado Ryan
6. Deuses e Generais
7. A Ponte do Rio Kwai
8. O Mais Longo dos Dias
9. 300
10. Cartas de Iwo Jima
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