quarta-feira, 22 de outubro de 2014

53 - Texto: México no século XIX


O MÉXICO

A INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO (1810-1821)

O movimento de independência do Vice-Reino da Nova Espanha (México) foi iniciado por uma revolução camponesa de índios e mestiços liderados por Hidalgo e Morelos. Contudo, a independência só triunfou quando contou com o apoio dos criollos, liderados por Iturbide.

1810-1814. A Revolta de Hidalgo e Morelos. O México foi palco do movimento mais popular e radical do período na América espanhola, caracterizado por uma insurreição das massas camponesas indígenas e mestiças, lideradas pelos padres Hidalgo e Morelos. Hidalgo foi o primeiro líder. Afirmou agir em nome de Fernando VII mas na prática defendeu a expulsão dos espanhóis, a abolição dos tributos indígenas e a devolução de suas terras. O movimento transformou-se em uma guerra racial e os brancos (peninsulares e criollos) foram massacrados nas áreas controladas pelos rebeldes. Os espanhóis conseguiram capturar Hidalgo e o fuzilaram, em 1811. A luta continuou sob a liderança de Morelos, que abandonou a lealdade a Fernando VII e proclamou uma república independente com direitos iguais para todos e um plano de reforma agrária. Morelos também foi capturado e executado pelos espanhóis (1815).

1815-1821. A resistência guerrilheira e a independência do México. Depois do fracasso da Revolta de Hidalgo e Morelos, grupos rebeldes continuaram resistindo com uma luta de guerrilha, liderados por Vicente Guerrero e Guadalupe Victoria. O movimento de independência parecia ter pouca chance de triunfar. Os criollos estavam divididos e a facção conservadora prevalecia, defendendo a monarquia e os privilégios do clero e dos militares. O principal comandante do exército era um criollo conservador, Agustín de Iturbide, que estava preparando-se para sufocar a guerrilha anti-espanhola quando a Revolução Liberal de 1820 estourou na metrópole. A revolução, que visava reduzir a autoridade do rei, eliminar os privilégios do clero e dos militares (os tribunais especiais) e confiscar os bens da Igreja, assustou os conservadores. Temendo que as medidas revolucionárias fossem aplicadas na colônia, Iturbide e os conservadores mudaram de posição e passaram a apoiar a independência, buscando um acordo com os rebeldes. O resultado foi o Plano de Iguala (24 fevereiro 1821), um compromisso entre as lideranças criollas (Iturbide) e indígenas e mestiças (Guerrero) que proclamou a independência do México. Buscando conciliar interesses conservadores e liberais, o Plano estabeleceu as “três garantias”, que seriam protegidas pelo exército: (I) o México seria uma monarquia independente com um monarca europeu, de preferência da dinastia espanhola; (II) mexicanos (criollos, mestiços e índios) e peninsulares teriam direitos iguais; (III) a Igreja Católica manteria seus privilégios. Em setembro de 1821, a Espanha reconheceu a independência da sua colônia mais importante. Contudo, na ausência de um monarca europeu, Iturbide acabou assumindo o trono mexicano em 1822-1823 com o título de Augustin I. Iturbide tentou também dominar as colônias espanholas da América Central (1821), mas elas acabaram se separando do México para constituírem, em 1823, as Províncias Unidas Centro-Americanas (em 1838, essa federação centro-americana se fragmentou nas pequenas repúblicas da Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica). Augustín I não conseguiu apoio suficiente para se manter (o exército ficou dividido) e foi derrubado pelos militares. O México virou uma república, presidida por Guadalupe Victoria (1824-1829).


MEIO SÉCULO DE INSTABILIDADE POLÍTICA (1823-1876)

Com sua independência e o fracasso da monarquia de Itúrbide, o México passou quase meio século mergulhado na instabilidade política caracterizada por golpes de Estado, guerras civis e violentas disputas entre liberais (defensores de um Estado laico e da isonomia) e conservadores (defensores da união Estado-Igreja e de foros ou tribunais especiais para o clero e militares). Consequentemente, esse quadro instável atrasou o desenvolvimento econômico mexicano, aumentando a pobreza no país, além de deixar o México enfraquecido e vulnerável a ataques e invasões estrangeiras, resultando em perda de territórios para os EUA.

1830-1855. Predomínio dos conservadores. Destaque para o governo autoritário do general Antonio López de Santa Anna, presidente em várias ocasiões em 1833-1855. Foi nessa época que o Texas separou-se do México e o país perdeu territórios para os EUA na Guerra de 1846-1848.

1854-1855. Revolução de Ayutla. Revolução liberal liderada por Benito Juarez contra Santa Anna, que foi derrubado.

1855-1857.“La Reforma”. Reformas liberais que tentaram modernizar o México e desenvolver o capitalismo:

abolição dos foros (tribunais especiais) clericais e militares;

educação secular;

as terras comuns das comunidades aldeãs indígenas (ejidos) foram transformadas em pequenas propriedades privadas camponesas. Objetivo de criar uma camada de pequenos proprietários prósperos para dinamizar a agricultura. Fracassou: camponeses empobrecidos venderam ou perderam  suas terras para os latifundiários, que foram beneficiados;

Constituição de 1857: Estado laico, liberalismo

1857-1861. Nova guerra civil entre liberais e conservadores. Radicalização dos liberais (1859): nacionalização/confisco das terras e outros bens da Igreja. Liderados por Juarez, os liberais venceram a guerra civil.

1861-1872. Governo de Benito Juarez. Crise financeira e moratória da dívida externa. Em represália, França, Grã-Bretanha e Espanha atacaram o México. Os conservadores fizeram aliança com a França (Napoleão III) pela qual os franceses invadiriam o México para impor uma monarquia com um rei europeu, apoiada pelos conservadores e protegida pelo exército francês. Para Napoleão III, que desejava estabelecer a hegemonia da França na América Latina, foi uma oportunidade única porque os EUA estavam em guerra civil e não poderiam aplicar a Doutrina Monroe. De acordo com o projeto francês-conservador, o México seria uma espécie de “semicolônia” ou dependência da França. Os franceses invadiram o México (1862), mas Juarez escapou e organizou uma guerrilha com apoio dos EUA.

1864-1867. Monarquia do imperador Maximiliano I Habsburgo. Maximiliano não aboliu as reformas liberais, perdeu apoio dos conservadores e não conseguiu apoio dos liberais. A França acabou retirando suas tropas por causa das pressões dos EUA (com o fim da guerra civil) e a ameaça de guerra na Europa. Juarez e os liberais recuperaram o poder, derrubaram a monarquia e executaram Maximiliano.

O “PORFIRIATO”: GOVERNO DO GENERAL PORFÍRIO DIAZ (1876-1911)

Depois da morte de Juarez (1872), a luta pelo poder continuou até o general Porfírio Diaz (um dos heróis nacionais na guerra contra os franceses) conseguir ser eleito presidente. Diaz instalou um governo autoritário influenciado pelo positivismo (ideal de um governo forte ou ditatorial capaz de modernizar o país). Por meio da força, corrupção e manipulação de eleições, Diaz perpetuou-se no poder, assegurando ao México estabilidade política, desenvolvimento econômico, modernização e expansão do capitalismo dependente (exportação de matérias-primas, dependência do capital estrangeiro). O porfiriato beneficiou os latifúndios e os investimentos estrangeiros, sobretudo dos EUA na mineração. A indústria petrolífera mexicana emergiu nessa época. No entanto, no início do século XX, com o crescimento populacional e o aumento das desigualdades e da pobreza rural, cresceu a oposição ao porfiriato: grupos liberais, pressão por reformas democráticas e agrária, ascensão do movimento operário e sindical. Em 1910 eclodiu a Revolução Mexicana, um movimento popular que deixou o México mergulhado em uma década de guerra civil, culminando na instalação de um regime democrático.

 

52- Esquema: Independência do México


MÉXICO
1519-1821. ÉPOCA COLONIAL
VICE-REINO DA NOVA ESPANHA
 
 
 
 
 
 
 
 
1810-1821. GUERRA DA INDEPENDÊNCIA MEXICANA
1810-1815. REVOLTA DE HIDALGO E MORELOS
Revolução social indígena contra os criollos e espanhóis
Líderes: padres Hidalgo e Morelos
1810, 16 setembro. "Grito de Dolores": início da revolução proclamada por Hidalgo (data nacional mexicana)
1811. Hidalgo capturado (março) e executado (julho)
1815. Morelos capturado (novembro) e executado (dezembro)
1815-1821. GUERRILHA MORELISTA
Liderada pelo mestiço Vicente Guerrero
Combatida pelo general criollo Augustin Iturbide, um conservador.
1820-1823. REVOLUÇÃO LIBERAL NA ESPANHA
Contra o Antigo Regime: absolutismo do rei Fernando VII; privilégios da nobreza, militares e clero; poder da Igreja Católica
Fernando VII forçado a aceitar a Constituição de 1812, estabelecendo um regime monárquico liberal
Iturbide e os criollos conservadores ficam contra o novo regime e passam a apoiar a independência do México
1821, 24 FEVEREIRO. PLANO DE IGUALA
Aliança Iturbide-Guerrero pela independência
Criação do Exército das Três Garantias
As "três garantias" da aliança: liberdade (contra a Espanha), religião (catolicismo) e união (direitos iguais para os mexicanos)
O México seria uma monarquia constitucional com um monarca europeu (preferência Fernando VII)
Privilégios do clero e dos militares seriam preservados
 1821, 28 SETEMBRO. INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO
Problema: nenhum monarca/príncipe europeu aceitou o trono mexicano
A Espanha só reconheceu a independência em 1836
Iturbide assumiu o poder
 
1822-1823. PRIMEIRO IMPÉRIO: REINADO DE AUGUSTIN I
Fracassou: pouco apoio

1823, maio. Revolução republicana derruba Iturbide e a monarquia.

1823-1876. 50 ANOS DE CRISE

Problemas econômicas e instabilidade política

Secessão do Texas

Ataques e invasões estrangeiras (EUA, França, Grã-Bretanha, Espanha)

1855-1857. LA REFORMA

Reformas liberais reduzem o poder da Igreja

1857-1860. GUERRA DA REFORMA

Guerra civil entre liberais e conservadores

Vitória liberal
1858-1872. PRESIDENTE BENITO JUAREZ: LIBERAL

1861, maio-julho. Suspensão do pagamento da dívida externa

1861, outubro. Intervenção militar da Grã-Bretanha, França e Espanha em represália pela suspensão do pagamento da dívida

Os EUA estavam na Guerra da Secessão e não tinham condições de aplicar a Doutrina Monroe para proteger o México

1861, dezembro. Aliança entre os conservadores e a França (Napoleão III)

França invadiria e ocuparia todo o México com apoio dos conservadores

O governo liberal de Juarez seria derrubado e a monarquia mexicana seria restaurada

Napoleão III colocaria um príncipe europeu no trono mexicano, protegido pelo exército francês  (o escolhido foi o príncipe Maximiliano Habsburgo da Áustria)

O México passaria a ser uma "semicolônia" francesa, fornecedora de prata e base para iniciar a hegemonia da França na América Latina

1862-1867. INVASÃO FRANCESA DO MÉXICO

GUERRA FRANCO-MEXICANA ou SEGUNDA GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO

1862, 5 maio. Batalha de Puebla: derrota francesa (data comemorativa mexicana do Cinco de Mayo)

Mas os franceses recuperaram-se militarmente e venceram os mexicanos em outras batalhas

1863, 7 junho. Os franceses tomam a Cidade do México, capital do país.

Juárez foge para o norte e se refugia na Cidade de Chihuahua, que vira a sede do governo mexicano em 1864-1867

De Chihuahua, Juárez dirige a resistência mexicana contra os franceses

1863, 10 julho. Uma Junta Governamental conservadora restaura a monarquia e proclama o Segundo Império Mexicano, com o imperador Maximiliano I (que aceitou a Coroa em outubro)

1864, 28-29 maio. Maximiliano I chega no México.

Maximiliano I reinou como um fantoche da França, totalmente dependente da presença militar francesa.

Mas ele não anula as reformas liberais, tenta conciliar sem sucesso os mexicanos e perde apoio dos conservadores, ficando mais dependente da França.

Seu reinado foi marcado pela guerra entre mexicanos republicanos (Juárez) e franceses, apoiados por um reduzido grupo de monarquistas

1865, abril. Fim da Guerra da Secessão. Os EUA passam a ajudar os mexicanos (empréstimos, armas)

1865, abril-julho. Início das vitórias militares mexicanas

1865, 3 outubro. Decreto Negro de Maximiliano I: todos mexicanos republicanos capturados na guerra seriam executados.

1866, abril. Diante da ameaça de guerra na Europa (Prússia e Áustria) e de guerra contra os EUA, Napoleão III resolve retirar as tropas francesas do México.

Maximiliano I recusou abandonar o México e tentou, com poucos recursos militares, enfrentar o avanço republicano.

1867, fevereiro. Maximiliamo I foge para a cidade de Querétaro.

1867, abril. Os republicanos reconquistam a Cidade do México.

1867, maio. Maximiliano é capturado pelos mexicanos.

1867, 19 junho. Maximiliano e os generais monarquistas são fuzilados.

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

51 - ESQUEMA: REVOLUÇÕES HISPANO_AMERICANAS


A independência da América Espanhola

1. Antecedentes: a Espanha e seu império na América (1760-1810)


Espanha

Monarquia absolutista da dinastia Bourbon

Declínio do poder espanhol na Europa

América espanhola

  Colonização de exploração mercantilista

  Organização política

       Divisão em vice-reinos e capitanias

    Economia

      Mineração de prata: Peru-Bolívia e México

      Agricultura de exportação

    A sociedade

     Baseada na raça/etnia, nascimento e riqueza

     Brancos

PENINSULARES ou CHAPETONES: espanhóis, ocupavam os principais cargos

CRIOLLOS: colonos nascidos na América

ELITE CRIOLLA: latifundiários e comerciantes locais, ocupavam cargos inferiores como os CABILDOS (assembleias coloniais)

ASCENSÃO DOS CRIOLLOS: crescente autonomia dos cabildos, ocupação de outros cargos, influência do Iluminismo

  Castas

Mestiços e negros livres com poucos direitos

  Índios
Maioria da população, em geral camponeses

Semi-livres (servidão). Exemplo: a MITA nas minas do Peru-Bolívia (trabalho obrigatório de origem inca)

Escravidão negra

Mais importante no Caribe, Venezuela e Colômbia.

1764-1782. Reformas Bourbônicas

Feitas no reinado de Carlos III (1759-1788): "déspota esclarecido"

Motivadas pela derrota da Espanha na Guerra dos Sete Anos (1756-1763) e pela necessidade de controlar a crescente autonomia/poder dos criollos
    
Modernizar o sistema colonial, fortalecer a monarquia e ampliar o controle da metrópole sobre seus territórios no Novo Mundo.

Maior intervenção da metrópole nos assuntos coloniais

Redução do poder dos cabildos: o espaço político dos criollos foi reduzido.

Aumento de impostos e mais monopólios

Pacto-colonial reforçado

As Reformas Bourbônicas foram uma espécie de “nova conquista espanhola da América”: reforçaram o controle metropolitano nas colônias

1780-1781. Revolta de Tupac Amaru

Revolução social dos índios no Peru e Bolívia

Líder: o cacique (curaca) José Gabriel Kunturkanku ou Tupac Amaru II  

Objetivos iniciais: abolição da servidão indígena, redução dos impostos e direito dos índios assumirem cargos no governo.

Virou uma luta pela restauração do Império Inca e independência do Peru-Bolívia

Guerra racial de índios contra brancos espanhóis e criollos

Fracassou: execução de Tupac Amaru

2.  As Revoluções Hispano-Americanas  (1810-1825)

Independência da América espanhola

Movimentos liberais e nacionalistas dos criollos liderados pelos CAUDILHOS, os grandes chefes políticos e militares

Principais caudilhos: Simon Bolívar (venezuelano) e San Martin (argentino)

Motivos

Crise do antigo sistema colonial

Ascensão dos criollos

Insatisfação geradas pelas Reformas Bourbônicas

Influência do Iluminismo, da Revolução Americana e da Revolução Francesa

Impacto das Guerras Napoleônicas

1808-1813. Invasão francesa da Espanha

Rei Fernando VII foi aprisionado

Revolta nacionalista espanhola contra os franceses

Colapso do poder espanhol nas colônias

Fernando VII recupera o poder (1813-1833) e tenta restaurar o domínio espanhol nas colônias

Consequências das Revoluções Hispano-Americanas

Dissolução do império colonial espanhol na América

Fragmentação da América espanhola

         Fracasso do Congresso do Panamá (1826)

Organizado por Bolívar

Ideal do pan-americanismo – união ou solidariedade dos povos americanos

 A permanência de estruturas econômicas coloniais

A independência política com pouca alteração da estrutura social e econômica

Os novos Estados passaram a ser dominados por criollos, na forma de repúblicas oligárquicas ou ditaduras







quarta-feira, 3 de setembro de 2014

50 - Roteiro de estudo


CONTEÚDO DA PROVA 2 ANO 4 ETAPA

PROFESSOR PAULO CARDOSO

A criação do Reino Unido Portugal-Brasil
D. Pedro I e a independência do Brasil
O reconhecimento externo da independência do Brasil
A Constituição de 1824
A Confederação do Equador
FONTES DE ESTUDO:
Livro  2  Parte 1 Capítulo 9 e Parte 2 Capítulo 12
Esquemas do caderno

PROFESSOR CÁSSIO TUNES

A expansão territorial dos EUA
  Justificativas ideológicas
  Conjunturas internacionais favoráveis

A Guerra da Secessão:
  Motivos e consequências
  Relação com a Década sangrenta

FONTES DE ESTUDO:
Livro  2  Parte 2 Capítulo 12 pág. 230-235

Postagem 49 neste blog
Esquemas do caderno

 

 

sábado, 16 de agosto de 2014

49 - EUA NO SÉCULO XIX


1. Os EUA: expansão e guerra civil

As raízes da ascensão dos EUA como a maior potência capitalista e industrial do mundo, no final do século XIX, estão ligadas a dois acontecimentos fundamentais em 1800-1865: a expansão territorial americana, que ampliou extraordinariamente o tamanho do país, e a guerra civil, que eliminou a escravidão.

1.1 A expansão territorial

 Na primeira metade do século XIX, os EUA triplicaram o seu território, que assumiu dimensões continentais. Esse rápido e gigantesco crescimento – chamado genericamente de “a conquista do Oeste” – forneceu aos EUA uma abundância de recursos naturais e terras agrícolas que nenhuma nação capitalista conseguiu obter (a Rússia possuía um território maior, mas era economicamente mais atrasada, e a Grã-Bretanha dominava um imenso império ultramarino, espalhado pelo mundo). A expansão ocorreu principalmente pela compra de territórios, em alguns casos em razão da pressão dos EUA. De uma maneira geral, os americanos foram bem-sucedidos nesse processo expansionista e só fracassaram na tentativa de tomar o Canadá do Império Britânico. Dificuldades maiores também surgiram durante a independência da América espanhola, quando a Espanha ameaçou recolonizar seus territórios e fortalecer seu domínio na América do Norte ou, o que era mais perigoso (na visão americana), a Rússia e a França pareciam querer conquistar essas colônias. Mas essas possibilidades acabaram contornadas pela oposição dos EUA e, principalmente, da Grã-Bretanha a recolonização da América Latina, abrindo o caminho para a continuação da expansão americana no oeste da América do Norte.

a) Principais momentos da expansão:

1803. Compra da Louisiana, uma enorme colônia francesa no meio-oeste americano. Vendida por Napoleão Bonaparte – que desistiu de investir na colonização da América por causa das dificuldades em dominar Saint Domingue (Haiti), envolvida em uma revolução de escravos – durante o governo de Thomas Jefferson (1801-1809), por 15 milhões de dólares.

1812-1814. Guerra Anglo-Americana. Chamada também de “Segunda Guerra de Independência” entre os EUA e a Grã-Bretanha, durante o governo de James Madison (1809-1817). A guerra foi causada por dois fatores: (I) os interesses dos grupos expansionistas americanos, conhecidos como os “falcões de guerra”, em tomar o Canadá da Grã-Bretanha; (II) os ataques da Grã-Bretanha aos navios americanos que tentavam romper o bloqueio naval britânico imposto à França durante as Guerras Napoleônicas. As ações britânicas foram o pretexto para os EUA declararem guerra e invadirem o Canadá. Contudo, a guerra não contou com muito apoio interno e a invasão do Canadá fracassou. Por sua vez, os britânicos invadiram a costa leste, incendiaram a capital, Washington (inclusive a Casa Branca e o Capitólio, no maior ataque que os EUA sofreram em seu território até os atentados de 11 de setembro de 2001) e se retiraram. A costa sul foi também atacada e Nova Orleans cercada, mas as forças britânicas acabaram expulsas. Diante do impasse militar e da impopularidade do conflito nos dois países, EUA e Grã-Bretanha restabeleceram a paz no Tratado de Ghent (1814), sem alterações territoriais.

1819. Compra da Flórida. Colônia espanhola vendida (sob pressão americana) no governo James Monroe (1817-1825), por 5 milhões de dólares.

1823. A Doutrina Monroe. Apoio dos EUA à independência da América Latina e contra a recolonização da região. Elaborada pelo secretário de Estado John Quincy Adams no governo de James Monroe. Famosa pelo lema “A América para os americanos” (complementado por “A Europa para os europeus”), ela foi lançada no momento em que as colônias espanholas e o Brasil lutavam para ser tornar independentes, em meio as ameaças de que a Santa Aliança ajudaria a Espanha a reconquistar seus territórios e que a Rússia ou a França poderiam tentar conquistá-las. A Grã-Bretanha apoiou a Doutrina e chegou a propor uma aliança com os EUA contra a recolonização, rejeitada pelos americanos. A Doutrina Monroe foi bem-vista pela América Latina na época da independência, mas desde o final do século XIX ela passou a ser considerada, na visão latino-americana, um instrumento do imperialismo americano – um pretexto para os EUA exercerem sua hegemonia na região.

1845. O Destino Manifesto. Ideologia utilizada para justificar a expansão territorial dos EUA, afirmando que o país, pela sua natureza e poder – vistos como uma Graça divina, em uma interpretação de origem calvinista – estava predestinado a controlar a América do Norte. Essa idéia já existia no final do século XVIII e ganhou impulso com a aquisição da Lousiana, mas a expressão só apareceu em 1845, criada por um editor de Nova York, John L. O’Sullivan.

1845. Anexação do Texas. O Texas era uma província do México que, sob estímulo do governo mexicano, foi povoada por colonos americanos, sobretudo sulistas. Por volta de 1830, cerca de 20 mil deles tinham se fixado no território. Alarmado, o governo mexicano tentou conter a imigração americana e proibir a escravidão na província (o México tinha abolido o trabalho escravo em 1829). Por sua vez, os colonos americanos, acostumados com as tradições liberais dos EUA, entraram em confronto com a ditadura do presidente mexicano, o general Antonio López de Santa Anna. O resultado foi a Revolução Texana (1835-1836) – a luta pela independência do Texas, dirigida pelos colonos americanos (os texanos, que incluíam também os mexicanos locais). Santa Anna foi derrotado e forçado a reconhecer a República do Texas (1836-1845), presidida por Sam Houston. Os texanos imediatamente pediram a união com os EUA mas, temendo o crescimento do número de estados escravistas no país, os estados do Norte resistiram a proposta. Somente em 1845, por iniciativa do secretário de Estado John C. Calhoum e do presidente John Tyler (1841-1845), o Congresso americano aceitou a anexação do Texas, sob protestos do México.

1846. Anexação do Oregon. Território no noroeste, reivindicado pelos EUA e Grã-Bretanha. Os dois países fizeram um acordo, no governo James Polk (1845-1849) e dividiram a região, pelo paralelo 49o, que constituiu a fronteira entre os EUA e o Canadá.

1846-1848. Guerra Mexicano-Americana. Ocorrida no governo James Polk, um ardoroso adepto do Destino Manifesto. Polk propôs ao México comprar o noroeste do país, ao norte do Rio Grande. Os mexicanos, inconformados pela anexação do Texas, recusaram e forças militares dos dois países entraram em choque no Rio Grande, precipitando a guerra. O conflito foi um desastre para os mexicanos, apesar deles possuírem um exército 4 vezes maior do que o americano, ainda que mal treinado. Com efeito,  os EUA invadiram o México e tomaram a capital, Cidade do México (setembro 1847). Derrotados, os mexicanos assinaram o Tratado de Guadalupe Hidalgo (fevereiro 1848) e tiveram que ceder os territórios reivindicados pelos EUA, oficialmente vendidos por 15 milhões de dólares – a Califórnia, Novo México, Arizona, Utah, Colorado e Nevada. Com isso, os EUA concluíram a anexação do Oeste (em 1853 comprariam ainda do México um pequeno território no noroeste do país – a compra Gadsden) e obtiveram acesso ao Pacífico e passaram a controlar a cidade de São Francisco, com o seu excelente porto.

1867. Aquisição do Alasca. Comprado da Rússia, que ocupava o território desde a segunda metade do século XVIII. A Rússia perdeu o interesse pelo Alasca em meados do século XIX em razão do declínio do comércio de peles (sua principal atividade econômica) e da impossibilidade de usá-lo como trampolim para uma expansão na direção do sul, ocupado pelos EUA e Grã-Bretanha. Além disso, a derrota da Rússia na Guerra da Criméia (1853-1856) deixou o país enfraquecido, com dificuldades para defender o Alasca em caso de uma invasão americana ou britânica. Em 1867, no governo Andrew Johnson (1865-1868), o território foi comprado pelos EUA por 7 milhões de dólares.

b) Consequências da expansão

Destruição das comunidades tribais indígenas do Oeste, em função de guerras contra as forças americanas, do extermínio das manadas de búfalos (base alimentar de muitas tribos) e do confisco de suas  terras.

Ocupação imediata das terras adquiridas, oferecidas aos colonos por um baixo preço. A Lei de Colonização ou Homestead Act (1862), a mais famosa das medidas de estímulo ao povoamento do Oeste, outorgou a qualquer cidadão americano maior de 21 anos 160 acres de terra gratuita depois de 5 anos de residência contínua. No entanto, essa medida beneficiou relativamente poucas famílias (menos de 400 mil) e quem mais saiu ganhando foram as grandes companhias ferroviárias e os especuladores.

Crescimento da rede de transportes (ferrovias, canais de navegação) que integraram todo o território americano.

Aquisição de gigantescos recursos minerais (ouro, prata, cobre, petróleo) e ampliação da área de agropecuária.

Impulso à imigração (quase 5 milhões de pessoas em 1850-1870), principalmente de europeus.

1.2 A Guerra da Secessão (1861-1865)

A Guerra da Secessão foi a guerra civil americana entre os estados nortistas e os estados sulistas separatistas. O conflito, o mais sangrento da história dos EUA, foi o momento decisivo na formação da nação americana, confirmando a unidade do país.

a)  Motivos

A forte tradição de autonomia estadual, gerando uma tendência separatista dos estados. Era muito forte a convicção nos estados americanos, sobretudo nos do “Velho Sul’ (as antigas colônias britânicas de exploração), que sua adesão aos EUA durante a independência, por se tratar de um ato voluntário, implicava também no direito de secessão ou separação, caso a união não fosse mais vista como vantajosa aos interesses estaduais. Esse argumento foi central na decisão sulista de constituir um outro país separado do Norte, em 1860.

A Questão da Escravidão. A decisão de manter a escravidão ou aboli-la era responsabilidade dos estados, que tinham a autonomia nessa questão desde a independência. Os estados do Norte (as antigas colônias de povoamento), não dependiam da escravidão e a aboliram, enquanto os estados do sul (as ex-colônias de exploração), por dependerem dela em suas plantations, decidiram mantê-la. Formaram-se, assim, duas sociedades distintas dentro dos EUA: o Norte, baseado no trabalho livre e desenvolvendo o capitalismo industrial, e o Sul, baseado no trabalho escravo, com uma estrutura agroexportador tradicional. O desenvolvimento industrial do Norte na primeira metade do século XIX, contudo, com sua sociedade cada vez mais moderna e inspirada no liberalismo político (defesa da igualdade de direitos e da liberdade), tendia a gerar um confronto com o escravismo no Sul. A escravidão sulista era cada vez mais criticada pelos nortistas como imoral e incompatível com a modernidade, com a construção de uma sociedade de homens livres e juridicamente iguais e com a expansão do mercado consumidor – ou seja, como um regime atrasado, obstáculo à modernização dos EUA. Com efeito, na década de 1850 o movimento abolicionista cresceu e uma visão simpática aos negros expandiu-se. Em 1852 Harriet Beecher Stowe publicou a “Cabana do Pai Tomás”, romance abolicionista, e poetas e pensadores como Longfellow, Emerson e Melville apoiaram a causa antiescravista.

A Questão Tarifária. Os estados sulistas tinham poucas indústrias e eram importadores de produtos industriais, defendendo o livre-comércio. Os estados nortistas, ao contrário, defendiam o protecionismo alfandegário contra a concorrência estrangeira.

A Questão do Oeste. Sulistas e nortistas disputavam o status dos novos estados do Oeste, que determinaria o equilíbrio entre as bancadas parlamentares abolicionistas e escravistas no Congresso, favorecendo ou não a proibição da escravidão. No início, foram feitas algumas tentativas de acordo. O Compromisso do Missouri (1820) estabeleceu que os novos estados criados com a aquisição da Louisiana ao norte do paralelo 36 o 30 ‘ seriam abolicionistas (com exceção do Missouri) e os ao sul escravistas. O Compromisso Clay (1850), por sua vez, estabeleceu sobre os territórios obtidos do México em 1848 o princípio de soberania e autonomia estadual na definição do seu status (favorecendo o abolicionismo), acompanhado por medidas de maior repressão contra escravos foragidos (beneficiando os escravocratas). Contudo, no início da década de 1850, os  grupos escravocratas manobraram para anular o Compromisso do Missouri e estabelecer a escravidão nos novos estados do Kansas e Nebraska, parte da antiga Louisiana. Pelo Ato do Kansas-Nebraska (1854), esses estados poderiam optar pela adoção do trabalho escravo, contrariando o acordo anterior. A situação ficou especialmente grave no Kansas, onde grande parte dos colonos era contra o escravismo, mas grupos armados pró-escravidão utilizando-se da violência e da corrupção impediram a vitória dos abolicionistas nas eleições estaduais. O Kansas tornou-se escravista, mas a questão do abolicionismo radicalizou-se em 1854-1860.

A radicalização do movimento abolicionista (1854-1860). As ações dos escravocratas no Kansas resultaram na radicalização dos grupos abolicionistas. Surgiram sociedades secretas que ajudavam a fuga de escravos (desafiando o Compromisso Clay) e organizações políticas que pressionavam pela intervenção federal contra a escravidão. Em 1854, foi criado o Partido Republicano, defensor da abolição. Os republicanos cresceram eleitoralmente em 1855-1860, assustando os sulistas, o que aumentou a tensão na relação entre as duas regiões. Em 1859, John Brown, um abolicionista radical, tentou organizar um levante armado de escravos na Virgínia. A insurreição fracassou e Brown foi enforcado pelas autoridades locais, transformando-se em mártir da causa abolicionista.

A crise de 1860-1861. Em 1860, o candidato do Partido Republicano, senador Abraham Lincoln, venceu as eleições presidenciais para a sucessão de James Buchanan (1856-1860), alarmando o Sul. Temendo que Lincoln abolisse a escravidão, sete estados sulistas, sob iniciativa da Carolina do Sul, resolveram separar-se dos EUA (dezembro 1860) antes que ele tomasse posse (março 1861). Os estados separatistas (Mississipi, Flórida, Geórgia, Alabama, Louisiana e Texas, além da Carolina do Sul) formaram um novo país, os Estados Confederados da América ou Confederação, com capital em Montgomery (depois transferida para Richmond) e elegeram Jefferson Davis, do Mississipi, presidente. Lincoln tomou posse e, embora tentasse uma conciliação, afirmou que a União – a unidade política dos EUA e o nome pelos quais ficaram conhecidos os estados nortistas – era perpétua. A Confederação manteve-se irredutível e, em abril de 1861, forças sulistas e nortistas entraram em confronto pela posse do Forte Sumter, em Charleston, na Carolina do Sul, guarnecido por soldados da União. Era o início da Guerra da Secessão, que deixou o país dividido: em maio, outros quatro estados sulistas aderiram à Confederação: Virgínia, Carolina do Norte, Tennessee e Arkansas, elevando para onze o número de estados separatistas. Mas os estados escravistas de Delaware, Maryland, Kentucky e Missouri apoiaram a União, assim como a parte ocidental da Virgínia (que originaria o novo estado da Virgínia Ocidental).

b) O conflito militar

As forças do Sul. A Confederação possuía 9 milhões de habitantes, sendo 4 milhões de escravos. Começou a guerra com 35 mil soldados e chegou a mobilizar mais de 700 mil. Tinha a vantagem de possuir melhores oficiais do que o Norte e contar com apoio da Grã-Bretanha e da França, que lhe forneceram armas. Mas não possuía quase nenhuma base industrial, tinha menos recursos financeiros e uma população menor do que a da União.

As forças do Norte. A União possuía 22 milhões de habitantes. Iniciou a guerra com 19 mil soldados mas conseguiu nos anos seguintes recrutar mais de 1,5 milhões. O apoio dos estados do Oeste, a sua base industrial (a terceira maior do mundo), sua rede ferroviária, seu poder financeiro e o tamanho da sua população foram decisivos para sua vitória a longo prazo.

 Em um primeiro momento, a vantagem militar esteve com os sulistas mas com tempo a União fez sentir a sua superioridade numérica, econômica e moral: (I) os portos do Sul foram bloqueados pela marinha do Norte, impedindo o contato com a Grã-Bretanha e a França; (II) Lincoln lançou  a Proclamação da Emancipação (setembro 1862) declarando livres os escravos dos estados rebeldes, legitimando a guerra como uma campanha justa contra a escravidão e mobilizando os negros do Norte contra a Confederação; (III) a estratégia militar do general Ulysses S. Grant, Comandante-Chefe da União, de destruição do território sulista, enfraquecendo o moral dos rebeldes, e de atacar continuamente e sem descanso o exército confederado (comandadas por Robert E. Lee), sem se preocupar com as perdas nortistas. A partir de 1864, as principais cidades do sul foram tomadas e incendiadas: Atlanta, Charleston, Petersburg e, em abril de 1865, Richmond, a capital da Confederação. No mesmo mês da queda de Richmond, as forças sulistas se renderam, derrotadas. A mais violenta guerra da história dos EUA matou 620 mil americanos (360 mil da União e 260 mil da Confederação) e deixou 500 mil feridos.   

c) Consequências

A vitória do Norte restaurou a unidade territorial dos EUA, aboliu a escravidão em todo o país (13a Emenda à Constituição, em 1865, ampliando a Proclamação da Emancipação) e permitiu um grande desenvolvimento do capitalismo industrial americano nas décadas seguintes. Contudo, os escravos libertados não receberam ajuda do Estado (a expectativa de distribuição de terras e créditos na forma de “60 acres e uma mula”, como esperado pelo decreto da abolição em 1865, nunca foi realizada) e a maioria esmagadora continuou vivendo na pobreza, ficando marginalizada politicamente. Além disso, o ressentimento sulista, sobretudo a ação de aventureiros nortistas a procura de cargos políticos no Sul com apoio dos negros, refletiu-se no aparecimento de grupos terroristas racistas (a Ku Klux Klan) e na criação de uma legislação segregacionista nos estados sulistas. Além disso, o inconformismo com a derrota da Confederação levou um sulista radical, John Wilkes Booth, a assassinar Lincoln em um espetáculo teatral, em Washington (14 abril 1865).

segunda-feira, 26 de maio de 2014

48 - Roteiro de estudo


ROTEIRO DE ESTUDO  – PROVA DO DIA 2 DE JUNHO DE 2014

 
1. PROFESSOR PAULO CARDOSO

CONTEÚDO: A INGLATERRA NO SÉCULO XVII E A FRANÇA NOS SÉCULO XVIII-XIX

A Revolução Puritana

A República Puritana na época de Oliver Cromwell

A Revolução Gloriosa

O regime político inglês pós-revolução

O contexto revolucionário na França em 1788-1789

A República Jacobina

A Era Napoleônica

FONTES DE ESTUDO

Esquemas do caderno

Livro Conecte Volume 1 Capítulo 19 - Inglaterra revolucionária

Livro Conecte Volume 2 Capítulo 6 - A França revolucionária

Blog postagem 46 - A Grã-Bretanha e seu império colonial na América (a parte da Revolução Inglesa está bastante detalhada)

 
2. PROFESSOR CÁSSIO TUNES

CONTEÚDO: A REVOLUÇÃO AMERICANA

A revolta dos colonos em 1764-1774 e sua influência na política americana contemporânea

Motivos e justificativas da independência americana

O Congresso Continental e os líderes da Revolução Americana

As ideias políticas da Revolução Americana

FONTES DE ESTUDO

Esquemas do caderno

Livro Conecte Volume 2 Capítulo 1 - Impérios e sociedades coloniais (Parte 3)

Livro Conecte Volume 2 Capítulo 7 - Revoluções nas Américas (pág. 103-106)

Blog postagem 26 (maio 2012) - Formação dos EUA (esquema simplificado)

http://historia2ano.blogspot.com.br/2012/05/26-esquema-de-aula-formacao-dos-eua.html

 

 

 

 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

47 - Roteiro de estudo


ROTEIRO DE ESTUDO  – PROVA DO DIA 6 DE MAIO DE 2014

1. PROFESSOR PAULO CARDOSO

CONTEÚDO: A INGLATERRA NO SÉCULO XVII E A FRANÇA NO SÉCULO XVIII

A Revolução Puritana

A República Puritana na época de Oliver Cromwell

A Revolução Gloriosa

O regime político inglês pós-revolução

O contexto revolucionário na França em 1788-1789

A Queda da Bastilha e o início da Revolução Francesa

A queda da monarquia de Luis XVI

As Guerras da Revolução Francesa

A República Jacobina

FONTES DE ESTUDO

Esquemas do caderno

Livro Conecte Volume 1 Capítulo 19 - Inglaterra revolucionária

Livro Conecte Volume 2 Capítulo 6 - A França revolucionária

Blog postagem 46 - A Grã-Bretanha e seu império colonial na América (a parte da Revolução Inglesa está bastante detalhada)

2. PROFESSOR CÁSSIO TUNES

CONTEÚDO: AMÉRICA COLONIAL INGLESA NOS SÉCULOS XVII E XVIII

Identificar as regiões de colonização inglesa na América

Diferenciar regionalmente as Treze Colônias

Caracterizar as Índias Ocidentais Inglesas

Reconhecer o papel dos puritanos na colonização da América

Descrever a escravidão negra e a servidão temporária branca

Caracterizar a Negligência Colonial

Explicar o comércio triangular

Explicar a Guerra dos Sete Anos e suas consequências

Descrever a Nova Política Colonial e suas consequências

FONTES DE ESTUDO

Esquemas do caderno

Livro Conecte Volume 2 Capítulo 1 - Impérios e sociedades coloniais (Parte 3)

Livro Conecte Volume 2 Capítulo 7 - Revoluções nas Américas (pág. 102-103)

Blog postagem 46 - A Grã-Bretanha e seu império colonial na América (detalhada; a minha parte está no item 3.3 A América colonial inglesa nos séculos XVII e XVIII)

Blog postagem 26 (maio 2012) - Formação dos EUA (esquema simplificado)

http://historia2ano.blogspot.com.br/2012/05/26-esquema-de-aula-formacao-dos-eua.html